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  • Recuperação do lifting Deep Plane: o que esperar semana a semana

    Recuperação do lifting Deep Plane: o que esperar semana a semana

    Por Dr. Walter Zamarian Jr. — CRM-PR 17.388 | RQE 15.688 | Membro da SBCP e da ASPS. Última revisão: 24 de maio de 2026.

    A recuperação do lifting facial Deep Plane costuma evoluir em fases: as primeiras 48 horas exigem supervisão e repouso, muitos pacientes retomam atividades leves entre 10 e 14 dias, e o refinamento do inchaço pode continuar por meses. O prazo exato depende da extensão da cirurgia, da associação com deep neck lift, blefaroplastia ou enxerto de gordura, da saúde do paciente e da adesão ao pós-operatório.

    Este guia explica o que normalmente é discutido no consultório sobre dor, inchaço, retorno ao trabalho, exercícios, cicatrizes, acompanhamento e sinais de alerta. Ele não substitui a orientação individual: cada plano pós-operatório precisa considerar exames, anestesia, tabagismo, medicamentos, comorbidades, extensão do descolamento e resposta biológica de cicatrização.

    Na minha prática, o objetivo do pós-operatório não é apressar etapas. É atravessar cada fase com segurança, previsibilidade clínica e comunicação clara entre paciente, cirurgião e equipe.

    Antes da cirurgia: a recuperação começa no planejamento

    Uma recuperação mais organizada começa antes da sala cirúrgica. No pré-operatório, reviso histórico médico, medicamentos, tabagismo, exames, risco anestésico, logística familiar, retorno ao trabalho e possibilidade de procedimentos associados.

    Em um rejuvenescimento facial completo, o Deep Plane regenerativo pode ser combinado a deep neck lift, blefaroplastia e lipoenxertia facial quando a avaliação mostra flacidez profunda, alterações cervicais, excesso de pele nas pálpebras ou perda de volume. Essa combinação pode trazer equilíbrio global, mas também muda o plano de recuperação: mais áreas tratadas significam mais detalhes de cuidado, mais retornos e mais variabilidade no inchaço.

    Orientações frequentes antes da cirurgia incluem:

    • Revisar medicamentos e suplementos que possam aumentar sangramento, sempre com autorização médica.
    • Suspender o cigarro no período orientado, porque nicotina compromete vascularização e cicatrização.
    • Organizar acompanhante para as primeiras 24 a 48 horas.
    • Preparar alimentação leve, local de repouso com cabeceira elevada e transporte para os retornos.
    • Entender o plano realista de afastamento social, trabalho e exercícios.

    Dia da cirurgia: anestesia, curativo e observação

    O lifting Deep Plane é uma cirurgia realizada em ambiente hospitalar, com anestesia e monitorização. O tempo cirúrgico varia conforme a extensão do caso e se há associação com pescoço, pálpebras ou enxerto de gordura.

    Ao final, podem ser usados curativos compressivos e estratégias de controle de sangramento. Em casos selecionados, utilizo a rede hemostática de Auersvald, uma técnica de pontos externos temporários que ajuda a aproximar os tecidos, reduzir espaço morto e favorecer controle local de sangramento. Ela não elimina todos os riscos, mas pode ser uma ferramenta útil dentro de um protocolo cirúrgico cuidadoso.

    A alta pode ocorrer no mesmo dia ou após uma noite de observação, dependendo da anestesia, da extensão da cirurgia, da evolução imediata e das condições clínicas do paciente.

    Primeiras 48 horas: repouso, supervisão e comunicação

    As primeiras 48 horas são a fase de maior vigilância. É comum haver sensação de pressão, tensão, dormência parcial, inchaço, equimoses e desconforto variável. Dor intensa, aumento súbito de volume ou piora progressiva de um lado não devem ser interpretados como evolução esperada sem contato com a equipe.

    Nesta etapa, as orientações mais importantes costumam ser:

    • manter a cabeça elevada, inclusive para dormir;
    • tomar medicações exatamente como prescritas;
    • evitar esforço, abaixar a cabeça ou manipular curativos;
    • fazer alimentação leve e hidratação adequada;
    • ter acompanhante disponível;
    • avisar a equipe diante de qualquer mudança fora do padrão orientado.

    Dias 3 a 7: pico de inchaço e primeiros retornos

    Entre o segundo e o sétimo dia, muitos pacientes observam o pico do edema e das equimoses. As manchas podem mudar de cor, o rosto pode parecer assimétrico temporariamente, e a sensação de rigidez ao falar, sorrir ou mover o pescoço pode chamar atenção.

    Se a rede hemostática foi utilizada, sua remoção costuma ocorrer conforme o protocolo do caso. Esse retorno também serve para revisar curativos, higiene, medicações, pontos, sensibilidade, assimetrias e sinais de alerta.

    É importante não julgar o resultado nessa fase. O rosto ainda está em processo inflamatório, e o edema pode distorcer contornos que vão se acomodar lentamente.

    Dias 7 a 14: retomada social gradual

    Entre 7 e 14 dias, parte importante do inchaço inicial começa a ceder, embora isso varie bastante. Alguns pacientes já se sentem confortáveis para atividades sociais discretas e trabalho remoto; outros precisam de mais tempo, especialmente quando houve associação com pálpebras, pescoço ou enxerto de gordura.

    Para trabalho de escritório, a janela de 10 a 14 dias é comum, mas não deve ser tratada como regra fixa. Atividades com exposição pública intensa, reuniões presenciais, viagens longas ou esforço físico podem exigir planejamento mais conservador.

    Semanas 2 a 4: menos edema, mais rotina, ainda com limites

    No primeiro mês, a rotina costuma ficar mais leve, mas a recuperação ainda está ativa. Dormência, áreas endurecidas, sensibilidade diferente, sensação de repuxamento e pequenas irregularidades temporárias podem ocorrer.

    Nesta fase, geralmente se discute retorno gradual a atividades cotidianas, cuidados com cicatrizes, proteção solar, higiene dos cabelos e pele, liberação progressiva de movimentos e necessidade de drenagem ou fisioterapia quando indicada. Exercícios intensos, calor excessivo, sauna, exposição solar direta e viagens sem liberação médica podem aumentar edema ou prejudicar a cicatrização.

    Meses 2 a 6: refinamento dos contornos

    Depois do primeiro mês, a melhora passa a ser mais sutil. O edema residual diminui aos poucos, as cicatrizes amadurecem e os tecidos operados se acomodam. O paciente costuma perceber mudanças na definição do pescoço, no contorno mandibular e na transição entre face e região cervical.

    Quando a cirurgia inclui enxerto de gordura, a evolução do volume também precisa de tempo. Parte da gordura enxertada pode ser reabsorvida, e a estabilidade depende de vascularização local, técnica, variação de peso e características individuais. Por isso, não é correto prometer porcentagens fixas de retenção ou resultado imutável.

    Entre 6 e 12 meses: resultado maduro, não congelado

    O resultado mais maduro do lifting Deep Plane costuma ser avaliado entre 6 e 12 meses. Isso não significa que o envelhecimento pare, nem que todas as cicatrizes fiquem invisíveis. Significa que edema, rigidez, vermelhidão e maturação cicatricial tendem a estar em fase mais estável.

    O resultado pode ser duradouro, especialmente quando há boa indicação, técnica adequada e hábitos saudáveis, mas continua sujeito a envelhecimento natural, genética, exposição solar, tabagismo, variação de peso e qualidade da pele.

    Quando procurar a equipe imediatamente

    Alguns sintomas exigem contato imediato com a equipe cirúrgica ou avaliação de urgência. Entre eles:

    • aumento súbito de dor, pressão ou inchaço, especialmente de um lado;
    • sangramento ativo ou curativo encharcado;
    • febre, secreção purulenta ou vermelhidão progressiva;
    • alteração de cor da pele, bolhas ou áreas escurecidas;
    • assimetria facial progressiva ou fraqueza nova;
    • falta de ar, dor no peito, tontura intensa ou desmaio;
    • dor ou inchaço importante na panturrilha;
    • confusão mental, alteração visual ou sintomas neurológicos.

    Esses sinais não devem ser minimizados. Em cirurgia plástica facial, vigilância precoce é parte central da segurança.

    Perguntas frequentes sobre recuperação do lifting Deep Plane

    Dói muito?

    A dor após o lifting Deep Plane costuma ser controlável com medicação prescrita, mas a intensidade varia entre pacientes e não deve ser prometida como mínima. Muitos relatam mais pressão, rigidez, dormência ou sensação de repuxamento do que dor aguda, mas piora progressiva, dor forte ou assimetria súbita precisam ser comunicadas.

    Quando posso voltar ao trabalho?

    O retorno a trabalho remoto ou de escritório frequentemente ocorre entre 10 e 14 dias, desde que a evolução esteja adequada e a atividade não exija esforço físico. Trabalho com exposição pública, viagens, calor, fala intensa ou esforço pode exigir afastamento maior.

    Quando posso fazer exercícios?

    Exercícios voltam de forma progressiva e dependem da liberação médica. Caminhadas leves podem ser liberadas antes, enquanto musculação, corrida, treinos intensos e atividades que elevam muito a pressão arterial costumam esperar várias semanas.

    As cicatrizes ficam visíveis?

    As incisões são planejadas em áreas de menor exposição, como contorno da orelha e linha do cabelo quando indicado, mas nenhuma cirurgia pode prometer cicatriz invisível. A qualidade final depende de técnica, genética, tensão, cuidados locais, sol, tabagismo e tempo de maturação.

    O lifting Deep Plane precisa ser combinado com outras cirurgias?

    Nem sempre. A associação com deep neck lift, blefaroplastia ou enxerto de gordura só faz sentido quando a avaliação mostra alterações nessas regiões. O plano deve tratar o que realmente contribui para o envelhecimento facial de cada paciente, sem acrescentar procedimentos por fórmula.

    Como interpreto a recuperação no consultório

    O pós-operatório não é apenas uma contagem de dias. É uma sequência de decisões: quando retirar curativos, quando liberar banho completo, quando dirigir, quando viajar, quando voltar ao trabalho, quando retomar exercícios e quando investigar um sintoma que saiu do esperado.

    Por isso, todo paciente precisa sair da consulta entendendo o plano, os limites e os canais de comunicação. Um bom resultado depende da cirurgia, mas também depende de preparação, acompanhamento e respeito ao tempo biológico de cicatrização.

    O Dr. Walter Zamarian Jr. é cirurgião plástico em Londrina, com CRM-PR 17.388, RQE 15.688, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da American Society of Plastic Surgeons. Tem mais de 20 anos de experiência e mais de 8.000 cirurgias realizadas. Conheça sua trajetória e formação.

    Para se aprofundar, leia também: lifting Deep Plane dói?, quanto tempo dura o resultado do lifting Deep Plane e riscos e complicações do lifting facial Deep Plane.

  • Deep Plane vs SMAS: como diferem as técnicas de lifting facial

    Deep Plane vs SMAS: como diferem as técnicas de lifting facial

    Por Dr. Walter Zamarian Jr. — CRM-PR 17.388 | RQE 15.688 | Membro da SBCP e da ASPS. Última revisão: 24 de maio de 2026.

    Deep Plane e SMAS não são nomes comerciais concorrentes; são formas diferentes de mobilizar os tecidos da face no lifting facial. O SMAS reposiciona ou tensiona o sistema músculo-aponeurótico superficial, enquanto o Deep Plane trabalha abaixo do SMAS e libera ligamentos de retenção selecionados para reposicionar bochecha, mandíbula e pescoço com menor tensão na pele. Nenhuma técnica é automaticamente melhor para todos os pacientes.

    A escolha depende da anatomia, do padrão de envelhecimento, da qualidade da pele, da flacidez do pescoço, de cirurgias prévias, do histórico médico, da recuperação planejada, da seleção de paciente e da experiência do cirurgião com a técnica proposta. Este guia explica a diferença de forma clara, mas mantendo precisão sobre plano sub-SMAS/Deep Plane, cicatrizes, riscos e indicação.

    O que é o SMAS?

    SMAS é a sigla de superficial musculoaponeurotic system, uma camada fibrosa situada abaixo da pele e da gordura superficial da face. Ela participa da sustentação dos tecidos moles e tem relação com estruturas ligadas à expressão facial.

    Em muitas técnicas de lifting SMAS, o cirurgião dobra, plica, imbrica ou reposiciona essa camada e depois redistribui a pele. O SMAS continua sendo uma técnica válida em cirurgia de face. A pergunta correta não é se o SMAS é “antigo” ou “ruim”, mas se ele resolve a anatomia daquele paciente sem depender de tensão excessiva na pele.

    O que é o lifting Deep Plane?

    O lifting Deep Plane trabalha em um plano anatômico mais profundo, abaixo do SMAS. O cirurgião libera ligamentos de retenção selecionados, como os ligamentos zigomáticos e massetéricos, para que bochecha, mandíbula e pescoço possam ser reposicionados de forma mais integrada.

    Essa abordagem é especialmente relevante quando queda do terço médio, sulco nasolabial, jowls e flacidez cervical fazem parte do mesmo padrão de envelhecimento. Como a sustentação é feita em tecidos profundos, e não apenas na pele, o objetivo é buscar vetor mais anatômico e menor aparência de tração.

    Minha prática em Deep Plane foi moldada pela formação em cirurgia plástica, por mais de 20 anos de experiência, por mais de 8.000 cirurgias realizadas e pelo aprendizado com Dr. Tim Marten e Dr. Mike Nayak nos Estados Unidos durante congressos ASAPS. Esse aprendizado orienta técnica, mas não substitui avaliação individual e julgamento cirúrgico cuidadoso.

    Deep Plane vs SMAS: diferenças práticas

    Pergunta Lifting SMAS Lifting Deep Plane
    Camada principal SMAS é tensionado ou reposicionado. Dissecção ocorre abaixo do SMAS em áreas selecionadas.
    Ligamentos de retenção A liberação direta varia conforme a técnica. Ligamentos selecionados são liberados para mobilizar tecidos profundos.
    Tensão na pele Pode variar; excesso de tensão pode criar aspecto puxado. Busca transferir sustentação para tecidos profundos, com menos tensão cutânea.
    Terço médio Pode melhorar de forma indireta ou limitada, conforme a técnica. Pode ser mais forte para queda da bochecha e suporte do sulco nasolabial quando indicado.
    Pescoço e mandíbula Pode melhorar jowls e linha mandibular em casos selecionados. Frequentemente é planejado com neck lift ou deep neck quando há envelhecimento cervical.
    Recuperação Varia conforme extensão, anestesia e fatores do paciente. Também varia; plano mais profundo não significa automaticamente recuperação mais difícil.
    Durabilidade Depende de anatomia, técnica, envelhecimento, pele e hábitos. Pode ser duradouro em pacientes bem indicados, mas o envelhecimento continua e não há prazo fixo.

    O Deep Plane é sempre melhor que o SMAS?

    Não. O Deep Plane não é automaticamente melhor para todos os rostos. Um paciente com flacidez inicial, pouco descenso do terço médio ou necessidade de correção menor pode não precisar da mesma operação de alguém com jowls importantes, queda de bochecha e flacidez cervical.

    O plano cirúrgico mais coerente é o que combina com a anatomia. Para alguns pacientes, isso pode significar SMAS, mini-lifting ou procedimento cervical limitado. Para outros, quando bochecha, mandíbula e pescoço envelhecem em conjunto, o Deep Plane pode oferecer correção anatômica mais abrangente.

    Por que os ligamentos de retenção importam?

    Os ligamentos de retenção da face funcionam como pontos de ancoragem entre estruturas profundas e tecidos superficiais. Quando a bochecha e a mandíbula descem com o tempo, apenas puxar a pele ou tensionar uma camada superficial pode não resolver esses pontos de fixação.

    No Deep Plane, a liberação de ligamentos selecionados permite que os tecidos se movam em vetor mais vertical e anatômico. Por isso a técnica é tão discutida quando o objetivo inclui terço médio, sulco nasolabial, contorno mandibular e naturalidade de movimento.

    Como isso se conecta ao Deep Plane regenerativo

    Muitos pacientes não envelhecem em uma única camada. Pode haver queda profunda dos tecidos, flacidez do pescoço, excesso de pele nas pálpebras e perda de volume ao mesmo tempo. Nesses casos, o Deep Plane pode ser planejado junto com Deep Plane regenerativo, blefaroplastia e enxerto de gordura facial, quando cada componente tem indicação clara.

    A lipoenxertia deve ser explicada com responsabilidade. A gordura enxertada pode restaurar volume em áreas selecionadas, e o tecido adiposo contém células estromais e células derivadas da gordura estudadas por suas propriedades biológicas. Isso não transforma a lipoenxertia facial em terapia celular, nem permite prometer regeneração da pele.

    Recuperação e riscos

    A recuperação de qualquer lifting depende da extensão da cirurgia, anestesia, tendência a sangramento, tabagismo, qualidade da pele, cirurgias prévias e associação com pálpebras, pescoço ou enxerto de gordura. Muitos pacientes se organizam para cerca de duas semanas longe de compromissos sociais muito visíveis, mas esse prazo não é regra fixa.

    Inchaço, equimoses, tensão, dormência e assimetria temporária podem ocorrer. Sinais como aumento súbito de volume, dor unilateral progressiva, sangramento ativo, febre, secreção, alteração da cor da pele, falta de ar, dor no peito, panturrilha inchada ou sintomas neurológicos exigem contato imediato com a equipe.

    Para aprofundar, leia também: riscos do lifting facial Deep Plane, recuperação do lifting Deep Plane semana a semana e quanto tempo pode durar o resultado do lifting Deep Plane.

    Perguntas frequentes

    O SMAS está ultrapassado?

    Não. Técnicas baseadas no SMAS continuam válidas e podem ser adequadas para pacientes selecionados. O ponto central é escolher uma técnica compatível com anatomia, expectativa, risco e grau de correção necessário.

    O Deep Plane dura mais?

    O Deep Plane pode ser duradouro em pacientes bem indicados porque os tecidos profundos carregam mais sustentação, mas nenhum cirurgião deve prometer número fixo de anos. A duração depende de anatomia, técnica, genética, sol, tabagismo, variação de peso e acompanhamento.

    A recuperação do Deep Plane é mais difícil?

    Não necessariamente. Trabalhar em plano mais profundo não significa, por si só, recuperação mais difícil. O que muda a recuperação é a extensão da cirurgia e se há associação com neck lift, blefaroplastia ou enxerto de gordura.

    Quando combinar com outros procedimentos?

    A combinação com neck lift, blefaroplastia ou lipoenxertia facial só faz sentido quando a avaliação mostra flacidez cervical, excesso de pele nas pálpebras ou perda de volume. O objetivo é tratar o conjunto anatômico, não somar procedimentos por fórmula.

    Como faço essa escolha no consultório

    Eu não escolho Deep Plane porque está em evidência e não descarto SMAS porque é uma técnica mais antiga. A decisão vem da anatomia. Na consulta, avalio bochecha, mandíbula, pescoço, pele, perda de volume, procedimentos prévios, saúde geral e capacidade de seguir o pós-operatório.

    O Dr. Walter Zamarian Jr. é cirurgião plástico em Londrina, CRM-PR 17.388, RQE 15.688, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da American Society of Plastic Surgeons, com mais de 20 anos de experiência e mais de 8.000 cirurgias realizadas. Conheça sua formação e trajetória.

    Se o emagrecimento importante ou o uso de medicações GLP-1 mudou o volume facial, o planejamento pode envolver reposicionamento dos tecidos e restauração de volume. Leia também: lifting após Ozempic e enxerto de gordura.

  • Lifting Facial SMAS vs Deep Plane: Qual a Diferença?

    Lifting Facial SMAS vs Deep Plane: Qual a Diferença?

    O que e o Lifting SMAS?

    O lifting SMAS (Sistema Musculo-Aponevrotico Superficial) e a tecnica mais difundida entre os cirurgioes plasticos no Brasil e no mundo. Nessa abordagem, o cirurgiao trabalha na camada superficial da face, realizando uma plicatura (dobra e sutura do SMAS) ou uma SMASectomy (remocao de uma faixa dessa camada). Em ambos os casos, a manipulacao acontece acima do plano muscular profundo, sem liberar as estruturas que realmente sustentam os tecidos faciais.

    E uma tecnica segura e com resultados satisfatorios, mas que depende de certa tensao na pele para manter o reposicionamento — e isso tem consequencias a medio e longo prazo.

    O que e o Lifting Deep Plane?

    No Deep Plane, a disseccao acontece em um plano mais profundo: abaixo do SMAS, entre a musculatura facial e as estruturas ligamentares. O passo decisivo e a liberacao dos ligamentos retaining — os chamados retaining ligaments — que ancoram os tecidos moles ao esqueleto facial. Ao liberar esses ligamentos, consigo reposicionar todo o bloco de tecidos (pele, gordura e musculo) como uma unidade, sem precisar tracionar a pele isoladamente.

    E uma cirurgia tecnicamente mais complexa, que exige conhecimento detalhado da anatomia facial profunda e proximidade controlada com estruturas nobres como o nervo facial.

    Diferencas tecnicas que importam

    A diferenca fundamental esta na profundidade da disseccao. No SMAS convencional, trabalho em um plano superficial e dependo de tensao cutanea para sustentar o resultado. No Deep Plane, reposiciono os tecidos profundos e a pele simplesmente se reacomoda sobre eles — sem tensao.

    Essa diferenca tecnica se traduz em resultados clinicos distintos:

    • Durabilidade: o lifting Deep Plane oferece resultados que se mantem por 10 a 15 anos, enquanto tecnicas superficiais tendem a perder sustentacao mais cedo.
    • Naturalidade: como nao ha tensao excessiva na pele, o rosto rejuvenesce sem aquela aparencia “puxada” ou “esticada” que muitos pacientes temem.
    • Rejuvenescimento tridimensional: ao mobilizar os tecidos profundos, restauro o volume natural da face — especialmente no terco medio, na regiao malar e no contorno mandibular.
    • Menor risco de cicatriz alargada: sem tensao cutanea, as cicatrizes tendem a amadurecer de forma mais discreta.

    Por que poucos cirurgioes realizam o Deep Plane?

    A curva de aprendizado e longa e exigente. A disseccao profunda requer dominio absoluto da anatomia tridimensional da face e experiencia suficiente para navegar com seguranca proximo ao nervo facial. Nao e uma tecnica que se aprende em um curso de fim de semana — exige dedicacao, volume cirurgico consistente e formacao especifica.

    Minha experiencia

    Com mais de 8.000 cirurgias realizadas ao longo da minha carreira, adotei o Deep Plane como tecnica padrao para o lifting facial. Minha formacao incluiu treinamento dedicado com referencias internacionais nessa tecnica, e hoje posso afirmar que a diferenca nos resultados e inequivoca: faces mais naturais, mais jovens e com resultados que resistem ao tempo.

    Para mim, oferecer o Deep Plane nao e uma questao de preferencia — e uma questao de entregar ao paciente o melhor resultado que a cirurgia plastica facial pode proporcionar hoje.

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    Saiba mais: Conheça todos os detalhes sobre Lifting Facial Deep Plane na página completa do procedimento.

    Perguntas Frequentes

    Qual a principal diferença entre o lifting SMAS e o lifting Deep Plane?

    Na minha prática, explico assim: no lifting SMAS convencional, trabalhamos na camada superficial do SMAS, reposicionando pele e parte dos tecidos. No Deep Plane, mergulhamos uma camada abaixo, liberando os ligamentos de retenção e reposicionando o SMAS junto com a gordura como uma unidade coesa. Essa diferença técnica é o que garante resultados mais naturais, duradouros e com menor risco de aparência artificial.

    O Deep Plane é indicado para todos os pacientes?

    O Deep Plane é a técnica de eleição para a maioria dos casos que opero. Ele é especialmente indicado quando há flacidez moderada a importante, jowls evidentes, sulcos nasogenianos profundos e descida do terço médio da face. Para casos muito iniciais, pode-se discutir técnicas menos extensas, mas o Deep Plane oferece o melhor custo-benefício em termos de resultado e longevidade.

    O resultado do Deep Plane parece natural ou dá para perceber que a pessoa se operou?

    Este é exatamente o objetivo: ninguém deve perceber que você foi operado, apenas que você parece significativamente mais jovem. O Deep Plane proporciona esse resultado natural porque reposiciona os tecidos no plano correto, sem tensão excessiva na pele. Em minha experiência, pacientes que realizam o Deep Plane recebem comentários como ‘você está ótimo, o que aconteceu?’ — não ‘você se operou’.

    O lifting SMAS dura menos tempo que o Deep Plane?

    Sim, esta é uma das diferenças mais relevantes. Técnicas que dependem da tração cutânea geralmente duram de 3 a 5 anos antes de apresentar recidiva significativa. O Deep Plane, por trabalhar nas estruturas de sustentação profundas, proporciona resultados que se mantêm por 10 a 15 anos ou mais. Eu recomendo o Deep Plane justamente por esse motivo: é um investimento com maior retorno a longo prazo.

    Qual é o risco de parecer esticado ou artificial com o Deep Plane?

    O risco de aparência artificial é muito menor no Deep Plane do que em técnicas que tracionam a pele. Como trabalhamos nas camadas profundas e a pele fecha sem tensão, o resultado tem a naturalidade que é a marca de um lifting bem executado. Nas técnicas superficiais, a tensão sobre a pele é o que causa o temido aspecto ‘esticado’. No Deep Plane, eu reposiciono — não puxo.

    Agende sua consulta com o Dr. Walter Zamarian Jr.
    WhatsApp: (43) 99192-2221
    R. Eng. Omar Rupp, 186 – Jardim Londrilar, Londrina/PR
    CRM/PR 17.388 | RQE 15.688