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Otoplastia em Londrina para avaliar orelha de abano e orelha grande

Otoplastia em Londrina: cirurgia de orelha de abano

Por Dr. Walter Zamarian Jr. · Atualizado: 16/05/2026

Otoplastia: cirurgia plástica de orelhas de abano

Orelhas proeminentes — as chamadas orelhas de abano — podem gerar desconforto significativo. Muitas pessoas tentam disfarçá-las com o cabelo, chapéus ou faixas, limitando até a escolha de penteados e atividades cotidianas.

Na minha prática em Londrina, a otoplastia é planejada para aproximar e remodelar as orelhas sem deixá-las artificialmente coladas à cabeça. O objetivo é uma mudança proporcional, mas o resultado depende da cartilagem, da cicatrização, da técnica, dos cuidados com a faixa e de assimetrias pré-existentes.

Quem pesquisa por otoplastia Londrina, cirurgia na orelha, cirurgia para diminuir orelha ou cirurgia para orelha grande geralmente quer saber se a queixa vem de anti-hélice apagada, concha projetada, lóbulo, tubérculo de Darwin ou outra alteração. Também é comum perguntar sobre otoplastia com fios, idade infantil, Unimed, preço e qual médico faz otoplastia.

Utilizo diferentes técnicas para reposicionar as orelhas mais próximas à cabeça, redimensioná-las quando necessário ou corrigir assimetrias, sempre remodelando a cartilagem de maneira cuidadosa para preservar um aspecto natural — sem aquela aparência de orelha "colada" na cabeça, que considero um resultado artificial.

A partir de qual idade?

Em geral, a otoplastia cirúrgica é discutida a partir de 5 a 6 anos, quando a orelha já atingiu a maior parte do tamanho adulto. A idade não é o único critério: a criança precisa ser avaliada clinicamente, os responsáveis devem entender o pós-operatório, e a vontade da criança também deve ser considerada. Adultos também podem fazer otoplastia quando há indicação.

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Explicação médica sobre otoplastia e cirurgia de orelha de abano

Avaliação antes da otoplastia

A consulta

Durante a consulta, avalio cuidadosamente três elementos e explico cada um ao paciente: a ausência da anti-hélice, a projeção das conchas e a presença de assimetrias.

A anti-hélice é uma dobra na cartilagem que confere curvatura à parte externa da orelha. Em pacientes com orelhas de abano, uma ou ambas as anti-hélices estão "apagadas", projetando as orelhas para frente. Na otoplastia, redesenho as anti-hélices de forma delicada, seguindo a técnica em Ilha do Professor Ivo Pitanguy. Em crianças pequenas, cuja cartilagem é mais maleável, basta raspar a cartilagem para refazer as anti-hélices, sem incisão em espessura total.

O excesso de concha cartilaginosa projeta as orelhas anteriormente, podendo chegar a quase 90 graus com a cabeça. Na cirurgia, rodo as conchas para trás sem retirar cartilagem, mantendo a naturalidade da projeção. Considero artificial uma orelha totalmente colada na cabeça, sem projeção alguma.

Em alguns casos, faço uma hipercorreção calculada, porque parte da abertura pode ocorrer nas primeiras semanas. A faixa compressiva ajuda a proteger a nova posição enquanto os tecidos cicatrizam, mas ela não substitui acompanhamento médico nem garante simetria perfeita.

Assimetrias entre as orelhas são bastante comuns — frequentemente, uma projeta-se mais que a outra. A otoplastia pode reduzir essas diferenças, mas pequenas assimetrias residuais são possíveis. Em situações com deformidade significativa, a cirurgia pode incluir reconstrução parcial ou total do pavilhão auricular.

Detalhes anatômicos que avalio na consulta de otoplastia

Hélice

A hélice é a dobra mais externa da orelha, que começa na raiz e termina no lóbulo. Na maioria das vezes, sua curvatura é normal. Nos casos de lop ear ou cup ear, porém, a curvatura está muito acentuada — por vezes causada por uma prega horizontal na cartilagem que atravessa a anti-hélice. Nesses casos, remodelo a hélice e a sustento com uma mola confeccionada a partir da cartilagem da concha.

Anti-hélice

Na maioria dos casos de orelha de abano, a anti-hélice — uma dobra em forma de "Y" curvado, logo à frente da hélice — está ausente. A otoplastia refaz essa dobra, remodelando a cartilagem e reduzindo a projeção, sobretudo do polo superior da orelha.

Tubérculo de Darwin

O tubérculo de Darwin é uma dobra ou projeção na hélice, em seu ponto súpero-externo. Na maioria das pessoas é evidente, mas em outras pode ser apenas um espessamento quase imperceptível. Quando muito pronunciado, ele realça a projeção de orelhas em abano, e posso reduzi-lo cirurgicamente durante a otoplastia.

Lóbulo

O lóbulo é a parte mais inferior da orelha, sem cartilagem, onde se colocam os brincos. Pode ser preso ou solto. Em idosos, ele pode ser demasiadamente grande — nesse caso, reduzo seu tamanho retirando uma cunha em forma de fatia rente à inserção na face.

A otoplastia também pode fechar orifícios rasgados por brincos (por alergia ou trauma). Para isso, uso uma zetaplastia anterior e sutura simples na parte posterior, interpondo pele sadia na cicatriz e evitando futuros rasgos.

Trágus

O trágus é a protuberância de cartilagem na frente da orelha, na altura do conduto auditivo externo. Ele pode estar apagado — principalmente como estigma de um facelift anterior, quando o cirurgião tentou esconder a cicatriz atrás dele. Nesse caso, basta liberar a cartilagem e remover o tecido cicatricial, restabelecendo a projeção. A protuberância cartilaginosa acima do lóbulo chama-se antitrágus.

Raiz

A raiz é a inserção mais superior da orelha, onde começa a hélice, logo acima do trágus. Raramente precisa ser operada na otoplastia. No entanto, é útil nos casos de retalho de hélice (retalho de Antia): um retalho em V-Y na raiz permite avançar a hélice lateralmente para reparar perdas de substância nos terços médio ou superior.

A raiz também serve como referência anatômica na cirurgia de lifting facial, definindo o limite máximo para o pé do cabelo e evitando estigmas de cirurgia plástica.

Concha

A concha é a parte lisa e côncava, aderida à mastoide, posterior ao meato acústico externo. Sua cartilagem tem condições ideais para enxertos de cartilagem hialina — no nariz, por exemplo. Em pacientes com orelha de abano, a concha pode estar muito projetada anteriormente. Nesse caso, descolo sua parte posterior e a fixo na mastoide para reduzir a projeção. Normalmente, combino essa manobra com a remodelagem da anti-hélice.

Exames

Os exames são solicitados para avaliar o risco cirúrgico e anestésico antes da otoplastia:

  • Hemograma completo;
  • TAP com INR + KPTT;
  • Creatinina;
  • Ureia;
  • Glicemia de jejum;
  • Proteínas totais e frações;
  • Exame de urina tipo I;
  • Eletrocardiograma;
  • Risco cirúrgico, que consiste na avaliação com o cardiologista.

A anestesia

A anestesia depende de idade, colaboração, extensão da cirurgia, saúde geral e avaliação do anestesista. Em crianças, a anestesia geral costuma ser preferida. Em adultos selecionados, anestesia local com sedação pode ser uma alternativa. A escolha deve priorizar segurança, conforto e precisão cirúrgica.

Como é feita a cirurgia de otoplastia

Inicio a otoplastia com marcação precisa e retirada do excesso de pele na região posterior das orelhas. Em seguida, confecciono a ilha de cartilagem que formará a nova anti-hélice — a essência da técnica em Ilha que aprendi com o Professor Ivo Pitanguy.

Projeto a cartilagem com pontos absorvíveis e o novo contorno da orelha começa a ser definido. Depois, descolo a cartilagem auricular da mastoide e rodo a orelha posteriormente, corrigindo a projeção excessiva da concha. A sutura costuma ficar atrás das orelhas, em posição discreta.

Na maioria dos casos, a otoplastia é um procedimento ambulatorial: o paciente vai para casa no mesmo dia, após recuperação anestésica. O curativo acolchoado protege as orelhas nos primeiros dias e depois é substituído pela faixa compressiva, conforme orientação individual.

Cicatrizes

Como a incisão costuma ficar na região posterior das orelhas, a cicatriz tende a ser discreta, mas toda cirurgia deixa cicatriz e a evolução varia entre pacientes. Pessoas com tendência a queloides, cicatriz hipertrófica ou histórico familiar precisam ser avaliadas antes, porque a região retroauricular pode apresentar risco aumentado.

Recuperação e riscos da otoplastia

Após a otoplastia, a dor varia: alguns pacientes sentem desconforto moderado, outros referem sintomas leves. Podem ocorrer inchaço, roxos, alteração de sensibilidade, pressão da faixa, assimetria residual, hematoma, infecção, cicatriz desfavorável, extrusão de pontos, recidiva parcial ou necessidade de revisão.

A faixa compressiva deve ser usada 24 horas por dia durante três semanas, exceto no banho. Retiro os pontos entre 7 e 10 dias. Após cerca de um mês, o paciente já pode retomar atividades físicas leves, dormir de lado e voltar a usar óculos.

O inchaço costuma melhorar no primeiro mês, mas pode levar meses para reduzir de forma mais completa. Nesse período, a sensibilidade das orelhas pode estar diminuída ou alterada, com evolução progressiva e variável.

Recidiva

Recidiva é quando as orelhas voltam a projetar-se após a cirurgia. Esse risco existe em qualquer técnica e pode depender da cartilagem, da intensidade da deformidade, dos pontos, da cicatrização e do uso correto da faixa. Técnicas abertas que remodelam a cartilagem tendem a ser mais estáveis que técnicas que dependem apenas da sustentação por fios.

A técnica em Ilha do Professor Pitanguy cria uma ilha de cartilagem e reconfigura o contorno da anti-hélice. Na minha prática, ela é uma opção importante quando o objetivo é tratar a cartilagem de forma mais estrutural, mas a decisão técnica depende do exame físico e não elimina todos os riscos.

Otoplastia reparadora

Otoplastia é um termo que abrange qualquer cirurgia plástica de orelhas — não apenas a correção de orelhas de abano. Inclui variações como lop ear, cup ear, microtia (orelha pequena), anotia (ausência de orelha), reconstrução após trauma ou retirada de câncer de pele, entre outras.

As deformidades possíveis são variadas, e cada caso exige tratamento individualizado. A abordagem pode ir desde um simples relaxamento da cartilagem com mínima retirada de pele até a reconstrução total do pavilhão auricular com cartilagem retirada do tórax.

Na minha clínica em Londrina, avalio cada paciente individualmente e oriento com clareza sobre as possibilidades reais de melhora total ou parcial. O plano precisa considerar função, aparência, cicatrização, expectativas e limites anatômicos.

Quanto custa a otoplastia em Londrina?

O preço da otoplastia varia conforme a complexidade do caso: orelha de abano bilateral, correção unilateral, orelha grande, associação com lobuloplastia ou reconstruções de deformidades como lop ear e cup ear têm planejamentos diferentes. O orçamento pode envolver honorários, equipe anestésica, materiais, hospital e acompanhamento. Por isso, o valor deve ser definido após consulta e exame físico, sem pacote único para todos os pacientes.

Otoplastia pelo SUS, Unimed ou plano de saúde

A otoplastia costuma ser classificada como estética pela maioria dos planos de saúde, o que em geral exclui cobertura obrigatória. Podem existir exceções em casos reparadores, como microtia, anotia, trauma, sequela oncológica ou necessidade médica documentada. Situações envolvendo Unimed, outros planos ou SUS dependem de laudos, auditoria, rede credenciada e disponibilidade local. Na minha clínica em Londrina, a avaliação é particular.

Faixa compressiva de otoplastia: como usar, por quanto tempo, onde comprar

A faixa compressiva — também chamada faixa pós-otoplastia ou faixa para orelha de abano — é a peça mais importante do pós-operatório. Ela mantém as orelhas na nova posição enquanto a cartilagem cicatriza, controla a abertura gradual causada pela hipercorreção e reduz o edema. Sem ela, os resultados podem ficar aquém do esperado, mesmo com a técnica bem executada.

Quanto tempo usar a faixa após a otoplastia

Na minha orientação, o paciente usa a faixa compressiva 24 horas por dia durante as três primeiras semanas, retirando-a apenas para o banho diário. Após esse período, recomendo manter a faixa apenas para dormir por mais uma a duas semanas adicionais, até completar cerca de 30 a 35 dias no total. Essa transição protege as orelhas do atrito com o travesseiro enquanto os tecidos terminam de cicatrizar.

Onde comprar a faixa de otoplastia

A faixa é vendida em lojas de artigos ortopédicos, lojas de materiais cirúrgicos, lojas online especializadas e em algumas farmácias maiores. Oriento meus pacientes a comprarem o modelo adequado antes da cirurgia, para já estar disponível no dia da alta hospitalar. Existem versões específicas infantis, masculinas e femininas (algumas com tecidos mais discretos ou cores neutras para uso no trabalho). O importante é que a faixa comprima bem as orelhas sem apertar a cabeça a ponto de causar desconforto ou dor de cabeça.

Faixa infantil, masculina e feminina

Para crianças, existem faixas com tamanhos pediátricos e estampas coloridas que facilitam a aceitação. Para adultos, há modelos em tecidos neutros (preto, bege, cinza) que passam mais despercebidos. Durante o uso, o cabelo cobre parcialmente a faixa e, nas duas últimas semanas, muitos pacientes conseguem voltar ao trabalho normalmente — especialmente homens com cabelo mais curto, que costumam precisar apenas explicar a situação aos colegas.

Como ficam as orelhas antes e depois da otoplastia?

Antes da otoplastia, as orelhas de abano projetam-se para frente, formando um ângulo maior que 30 graus com o plano lateral da cabeça. Os três elementos anatômicos mais frequentes são: anti-hélice apagada (sem a dobra em "Y" curvado), concha muito projetada e assimetrias — uma orelha costuma abrir mais que a outra. Muitos pacientes escondem as orelhas com cabelo longo, chapéus, bonés ou faixas, limitando penteados, atividades esportivas e, em crianças, expondo-as a comentários no ambiente escolar.

Depois da cirurgia, o objetivo é aproximar as orelhas e redesenhar a anti-hélice com uma projeção natural. O resultado aparece gradualmente: nas primeiras semanas, edema e faixa compressiva influenciam a posição; entre 1 e 3 meses, o formato fica mais definido; e até seis meses ainda pode haver mudança de inchaço e sensibilidade. Pequenas assimetrias, cicatriz visível em alguns casos e necessidade de revisão são possibilidades que precisam ser discutidas.

O uso de fotos de antes e depois em publicidade médica deve seguir a Resolução CFM 2.336/2023: caráter educativo, autorização, anonimização, ausência de manipulação e explicação de riscos e limitações. Nesta página, prefiro explicar o que pode mudar sem usar imagens como promessa de resultado. Na consulta, quando pertinente e autorizado, imagens clínicas podem ajudar a discutir variações reais.

Otoplastia sem corte (com fios de sustentação): funciona?

A otoplastia "sem corte" — também chamada de técnica fechada, com fios de sustentação ou técnica incisionless — é um procedimento no qual o cirurgião passa fios não absorvíveis através de pequenas punções na pele, sem incisão aberta, tentando dobrar a cartilagem para reposicionar a orelha. Não realizo essa técnica na minha prática. Explico o motivo abaixo.

A literatura cirúrgica mostra que as técnicas sem corte têm índices de recidiva maiores do que as técnicas abertas tradicionais, porque elas não quebram a memória elástica da cartilagem — apenas tentam sustentá-la mecanicamente com fios. Com o tempo, a cartilagem tende a retornar à posição original e os fios podem causar complicações: extrusão (fios saindo pela pele), infecção, granulomas e dor crônica. Pontos internos de otoplastia que saem pela pele meses ou anos depois são uma queixa frequente nessa técnica.

Por isso, prefiro avaliar técnicas abertas em muitos casos, especialmente quando há cartilagem mais rígida, concha muito projetada ou assimetria relevante. A diferença entre uma técnica que apenas sustenta com fios e outra que remodela a cartilagem ajuda a explicar por que a escolha técnica deve ser individualizada, e não baseada apenas na promessa de ser "sem corte".

Otoplastia mal feita: como reconhecer e o que fazer

Os sinais de uma otoplastia mal feita incluem: orelhas excessivamente coladas à cabeça (aspecto de "orelha de telefone"), assimetria evidente entre os dois lados, anti-hélice com contorno artificial ou em "quina reta", concha deformada, cicatrizes hipertróficas ou queloidianas visíveis, pontos internos saindo pela pele e recidiva da projeção original. A incidência de revisão após otoplastia varia na literatura entre 5 e 15%, dependendo muito da técnica usada e da experiência do cirurgião.

Otoplastia revisional (reoperação)

A otoplastia revisional é mais complexa que a primária: há tecido cicatricial, a anatomia já foi modificada e, em alguns casos, falta cartilagem para remodelar. Avalio cada caso individualmente e, quando indicado, faço a revisão usando enxertos de cartilagem da concha oposta ou da costela. O intervalo mínimo entre a primeira cirurgia e a revisão costuma ser de 6 meses a 1 ano, para que a cicatrização esteja completa e o resultado final tenha se revelado.

Como evitar arrependimento após otoplastia

Os fatores que mais contribuem para arrependimento são expectativas irrealistas (querer orelhas "perfeitamente coladas", o que fica artificial), não entender o processo gradual de abertura nas primeiras semanas, escolher uma técnica com alto índice de recidiva (como a sem corte) ou, principalmente, um cirurgião sem treinamento específico em otoplastia. A melhor prevenção é uma consulta honesta: pergunte quantas otoplastias o cirurgião realiza por mês, qual técnica ele usa, por que escolhe essa técnica e peça para ver fotos de casos reais no consultório.

Otoplastia em criança: idade ideal, molde para bebê e segurança

A otoplastia cirúrgica costuma ser considerada a partir de 5 a 6 anos, faixa em que as orelhas já atingiram grande parte do tamanho adulto. Em crianças, a indicação deve considerar saúde geral, maturidade, incômodo da própria criança, expectativa dos responsáveis e capacidade de seguir o pós-operatório. A decisão não deve partir apenas do desejo dos pais.

Moldes para orelha em recém-nascidos

Em recém-nascidos, existe uma alternativa não cirúrgica: moldes auriculares. A melhor janela costuma ser nas primeiras semanas de vida, quando a cartilagem ainda está mais maleável. Alguns protocolos tratam bebês até poucas semanas após o nascimento; depois, a eficácia cai. Esse tratamento deve ser feito sob orientação médica, com cuidado para evitar lesões de pele.

Passada a janela precoce, os moldes tendem a perder eficácia porque a cartilagem endurece. Nessa fase, muitas vezes o caminho é observar e reavaliar futuramente, em vez de prometer correção imediata.

Quem é habilitado a realizar otoplastia?

A otoplastia é um procedimento cirúrgico regulamentado pela Lei 12.842/2013 (Lei do Ato Médico), o que significa que só pode ser realizado por médicos com registro ativo no Conselho Regional de Medicina. Dentro da medicina, os especialistas com formação reconhecida para operar o pavilhão auricular são:

  • Cirurgião plástico — com RQE (Registro de Qualificação de Especialista) em Cirurgia Plástica, idealmente com treinamento específico em cirurgia de orelhas. Minha formação foi na Clínica Ivo Pitanguy, referência mundial no ensino da técnica em Ilha para otoplastia.
  • Otorrinolaringologista (ORL) — com RQE em Otorrinolaringologia, especialmente nos casos de reconstrução por microtia, anotia ou deformidades congênitas complexas. Alguns ORLs também realizam otoplastia estética.
  • Cirurgião de cabeça e pescoço — em casos reconstrutivos pós-trauma ou pós-ressecção oncológica.

Antes de marcar sua otoplastia, verifique o registro do médico no site do Portal CFM (busca por nome ou CRM), confirme o RQE na especialidade e peça para ver o diploma de residência médica. Na minha prática em Londrina, sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) com CRM-PR 17.388 e RQE 15.688 — informações que podem ser verificadas publicamente. Esta cautela é ainda mais importante diante da proliferação de "cursos rápidos" e "técnicas minimamente invasivas" promovidas por profissionais sem residência em cirurgia plástica.

Queloide e otoplastia: quem tem risco maior?

Queloide é uma cicatrização exagerada em que o colágeno se deposita além dos limites da ferida original, formando um relevo saliente, avermelhado e muitas vezes pruriginoso. A região retroauricular — onde fica a cicatriz da otoplastia — tem risco um pouco maior de queloide, junto com ombros, tórax e lóbulo da orelha. Em pessoas com predisposição pessoal ou familiar a queloides, avalio o risco antes de indicar a cirurgia.

Tenho queloide: ainda posso fazer otoplastia?

Sim, mas com cuidados redobrados. Durante a consulta, investigo o histórico pessoal e familiar, examino cicatrizes prévias (cicatrizes de vacinação, cesárea, outras cirurgias) e, se houver sinais claros de tendência queloidiana, posso: (a) adiar a cirurgia, (b) associar tratamentos preventivos no pós-operatório (curativos de silicone, injeções intralesionais de corticoide, laser) ou (c) em casos de queloide ativo, tratar a pele antes de operar. Em pacientes sem histórico, o cuidado padrão com curativos e acompanhamento pós-operatório costuma ser suficiente.

Otoplastia infeccionada: o que fazer

Infecção após otoplastia é incomum, mas exige atenção porque pode comprometer a cartilagem. Os sinais de alerta são dor crescente após os primeiros dias, vermelhidão, calor local, secreção amarelada ou esverdeada e febre. Se você observar qualquer desses sinais no pós-operatório, entre em contato imediatamente com o cirurgião. O tratamento pode envolver antibióticos e, em casos avançados, drenagem ou remoção de material comprometido.

Perguntas frequentes sobre otoplastia

A partir de qual idade é possível fazer otoplastia?

A cirurgia costuma ser considerada a partir de 5 a 6 anos, quando a orelha já atingiu grande parte do tamanho adulto. Também avalio saúde geral, maturidade, incômodo da própria criança e capacidade de seguir o pós-operatório. Adultos podem fazer otoplastia quando há indicação.

A otoplastia deixa cicatriz aparente?

A incisão costuma ficar atrás das orelhas, em posição discreta. Mesmo assim, toda cirurgia deixa cicatriz. A evolução depende de genética, tensão local, cuidados, queloide, infecção e resposta individual de cicatrização.

As orelhas podem voltar a abrir após a cirurgia?

Podem, em algum grau. A recidiva parcial depende da cartilagem, da técnica, dos pontos, da cicatrização e do uso correto da faixa. Técnicas abertas que remodelam a cartilagem tendem a ser mais estáveis que abordagens baseadas apenas em fios, mas nenhuma técnica elimina totalmente o risco.

Quanto tempo dura a cirurgia de otoplastia?

A duração varia com a complexidade, lateralidade, necessidade de tratar concha, anti-hélice, lóbulo ou deformidades associadas. Muitos casos são ambulatoriais, com alta no mesmo dia após recuperação anestésica, mas isso depende da avaliação médica e anestésica.

Como é o pós-operatório da otoplastia?

O pós-operatório costuma incluir curativo inicial, faixa compressiva, retorno para revisão, cuidados com higiene e restrição de trauma local. Prazos para esporte, óculos e dormir de lado variam conforme cicatrização, dor, inchaço e orientação médica.

A otoplastia corrige assimetrias entre as orelhas?

Pode melhorar assimetrias, mas não promete simetria perfeita. Uma orelha pode ter cartilagem, lóbulo, hélice ou concha diferentes da outra, e pequenas diferenças residuais são esperadas mesmo em bons resultados.

A otoplastia serve apenas para orelhas de abano?

A otoplastia não serve apenas para orelhas de abano; ela também pode tratar outras alterações da forma, posição ou estrutura das orelhas, conforme a avaliação clínica. Na minha clínica em Londrina, realizo otoplastia para diversas situações: correção de orelhas de abano, lop ear, cup ear, microtia, anotia, reconstrução após trauma ou retirada de câncer de pele, entre outras. Cada paciente é avaliado individualmente e orientado com clareza sobre as possibilidades reais de melhora.

Qual tipo de anestesia é utilizado na otoplastia?

Realizo a otoplastia sob anestesia geral, o que confere total conforto ao paciente durante o procedimento. Em casos selecionados de adultos colaborativos, a anestesia local com sedação pode ser uma alternativa viável, mas a anestesia geral continua sendo minha preferência pela tranquilidade que proporciona — especialmente em crianças.

O que é a técnica em Ilha de Pitanguy?

É uma forma de remodelar a cartilagem para criar ou reforçar a anti-hélice. Pode ser útil quando a cartilagem tem tendência a manter a projeção. A indicação depende do exame físico, porque nem toda orelha de abano precisa exatamente da mesma manobra.

Que exames são necessários antes da otoplastia?

Os exames dependem de idade, saúde geral, anestesia planejada e histórico clínico. Podem incluir hemograma, coagulograma, função renal, glicemia, urina, eletrocardiograma e avaliação cardiológica quando indicada.

Quanto custa a otoplastia em Londrina?

O preço da otoplastia depende de exame físico, complexidade, bilateralidade, anestesia, hospital, materiais e necessidade de procedimentos associados. Por isso, o orçamento deve ser individualizado, sem promessa de pacote único.

O SUS, Unimed ou planos de saúde cobrem otoplastia?

A otoplastia costuma ser classificada como estética pela maioria dos planos, o que, em geral, exclui a cobertura. Exceções podem ocorrer em casos de deformidade congênita (microtia, anotia), reconstrução pós-trauma ou pós-câncer de pele, que podem ser considerados reparadores — nessas situações, Unimed, Bradesco ou outros planos podem cobrir, dependendo da auditoria médica. O SUS oferece o procedimento em alguns hospitais universitários com listas de espera. Na minha clínica em Londrina, atendo particular.

Por quanto tempo devo usar a faixa compressiva após a otoplastia?

Oriento usar a faixa 24 horas por dia durante as três primeiras semanas, retirando-a apenas para o banho. Após esse período, mantenha a faixa apenas para dormir por mais uma a duas semanas, totalizando cerca de 30 a 35 dias. A faixa controla a abertura gradual das orelhas e reduz o edema.

Onde posso comprar a faixa de otoplastia?

A faixa é vendida em lojas de artigos ortopédicos, lojas de materiais cirúrgicos, lojas online especializadas e algumas farmácias maiores. Oriento meus pacientes a adquiri-la antes da cirurgia, para já estar disponível no dia da alta. Existem modelos infantis, masculinos e femininos.

Você realiza otoplastia sem corte (com fios de sustentação)?

Eu não uso a técnica "sem corte" como rotina. Técnicas com fios podem ser úteis em casos selecionados, mas dependem muito da cartilagem e podem ter recidiva, extrusão de fios, granulomas, dor ou necessidade de revisão. Explico essas diferenças durante a consulta.

O que caracteriza uma otoplastia mal feita?

Os sinais incluem: orelhas excessivamente coladas à cabeça (aspecto de "orelha de telefone"), assimetria evidente, anti-hélice com contorno artificial ou "em quina reta", cicatrizes hipertróficas, pontos internos saindo pela pele e recidiva da projeção. A incidência de revisão varia na literatura entre 5 e 15% e depende muito da técnica e da experiência do cirurgião. A otoplastia revisional é mais complexa que a primária e costuma exigir intervalo de 6 meses a 1 ano após a primeira cirurgia.

Bebê pode fazer otoplastia?

Cirurgicamente, a otoplastia é feita a partir dos 6 anos. Em bebês de até aproximadamente 3 meses, existe uma alternativa não cirúrgica: moldes auriculares (como o sistema chamado popularmente de "Doutor Orelhinha"). Nas primeiras semanas de vida, a cartilagem é maleável pelo estrogênio materno residual e pode ser remodelada com dispositivos específicos. Passada essa janela precoce, os moldes perdem eficácia.

Qual médico faz otoplastia?

O médico que faz cirurgia de orelha de abano deve ter CRM ativo e formação compatível com o caso. Em geral, a otoplastia é avaliada por cirurgião plástico com RQE em Cirurgia Plástica ou por otorrinolaringologista com experiência em cirurgia auricular, especialmente em casos reconstrutivos. Antes de marcar, verifique CRM, RQE e estrutura cirúrgica.

Quem tem queloide pode fazer otoplastia?

Sim, mas com cuidados redobrados. Na consulta, investigo histórico pessoal e familiar, examino cicatrizes prévias e, se houver tendência, posso adiar a cirurgia, associar tratamentos preventivos (curativos de silicone, injeções intralesionais de corticoide, laser) ou, em casos de queloide ativo, tratar a pele antes de operar. A região retroauricular tem risco um pouco maior, por isso o cuidado deve ser individualizado.

Agende sua consulta para otoplastia em Londrina

Para saber se a otoplastia é indicada no seu caso, entre em contato com a clínica e agende uma avaliação. A consulta permite examinar orelhas, cartilagem, assimetrias, histórico de cicatrização, riscos e expectativas.

Conheça também a lobuloplastia para correção de lóbulos rasgados ou alongados. Pacientes que buscam harmonia facial frequentemente combinam a otoplastia com procedimentos como a rinoplastia, a mentoplastia e a blefaroplastia. Saiba mais sobre o investimento e a preparação pré-cirúrgica.

Avaliação individual para cirurgia de orelha


Dr. Walter Zamarian Jr.

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