Por Dr. Walter Zamarian Jr. — CRM-PR 17.388 | RQE 15.688 | Membro da SBCP e da ASPS. Última revisão: 24 de maio de 2026.
A anestesia no lifting facial pode ser local com sedação ou geral; a opção mais segura depende do tipo de cirurgia, da saúde do paciente, do nível de ansiedade, do tempo cirúrgico e da avaliação do anestesiologista. No protocolo que utilizo com minha equipe de anestesia, a anestesia venosa total é considerada a melhor e mais segura opção para o perfil de pacientes que operamos, quando os critérios clínicos estão preenchidos.
Quais anestesias podem ser usadas?
O lifting facial Deep Plane pode ser realizado com diferentes planos anestésicos. Em cirurgias menores e muito selecionadas, pode haver anestesia local com sedação leve. Em muitos casos, usa-se sedação intravenosa monitorada associada à anestesia local. Em procedimentos extensos, combinados ou com maior tempo cirúrgico, a anestesia geral pode ser a opção mais controlada.
A anestesia que realizamos: venosa total
Na minha rotina cirúrgica, o plano anestésico preferencial para lifting facial é a anestesia venosa total, também conhecida como TIVA. Ela utiliza medicamentos administrados por via intravenosa, com monitorização contínua e condução por anestesiologista, sem depender de anestésicos inalatórios como base principal.
Para a minha equipe de anestesia, essa abordagem oferece o melhor equilíbrio entre segurança, estabilidade, controle da profundidade anestésica, conforto do paciente e qualidade de despertar no perfil de pacientes que selecionamos para cirurgia facial. Ainda assim, a indicação final continua sendo individual e pertence à avaliação anestésica: se algum fator clínico apontar outro caminho, o plano deve ser ajustado.
Anestesia local
A anestesia local bloqueia dor na área operada. Ela pode ser útil em procedimentos limitados, revisões pequenas ou etapas específicas. No lifting facial completo, porém, a indicação isolada é restrita, porque a cirurgia pode ser longa, envolver pescoço, planos profundos e necessidade de imobilidade.
Local não significa ausência de risco. Há limites de dose, risco de toxicidade por anestésico local, ansiedade, desconforto por tempo prolongado e necessidade de monitorização adequada.
Sedação intravenosa monitorada
Sedação não é um botão ligado ou desligado. A American Society of Anesthesiologists descreve a sedação como um continuum: mínima, moderada, profunda e anestesia geral. Isso significa que um paciente pode ficar mais sedado do que o planejado e a equipe precisa estar pronta para proteger a via aérea, ventilação e circulação.
Quando bem indicada, a sedação monitorada pode oferecer conforto, controle de ansiedade e recuperação anestésica mais suave. Ainda assim, ela exige anestesiologista, monitorização, equipamentos, jejum adequado e protocolos de segurança.
Anestesia geral
Na anestesia geral, o paciente fica inconsciente e a via aérea é controlada pela equipe anestésica. A anestesia venosa total é uma forma de anestesia geral baseada em medicamentos intravenosos. Ela pode ser preferida quando o lifting é associado a neck lift, blefaroplastia, enxerto de gordura, rinoplastia ou outros procedimentos que aumentam duração e complexidade.
A anestesia geral não deve ser tratada como inimiga. Em alguns cenários, ela oferece melhor controle de via aérea, imobilidade, conforto e previsibilidade para cirurgias longas. A decisão precisa ser individualizada.
O que define segurança?
Segurança anestésica depende menos do rótulo “local”, “sedação” ou “geral” e mais do conjunto: avaliação pré-anestésica, classificação ASA, exames, controle de pressão arterial, diabetes, apneia do sono, tabagismo, medicamentos, anticoagulantes, uso de GLP-1, jejum, estrutura hospitalar e experiência da equipe.
O post sobre tabagismo e lifting facial explica por que nicotina e cicatrização também entram na decisão. Procedimentos combinados, como Deep Plane, deep neck, blefaroplastia e enxerto de gordura, são discutidos em lifting facial com procedimentos combinados.
Quando sedação pode ser suficiente?
A sedação pode ser suficiente em pacientes saudáveis, com ansiedade controlada, via aérea favorável, cirurgia bem planejada, tempo cirúrgico compatível e equipe acostumada a esse tipo de monitorização. Ela pode reduzir náusea e sonolência em alguns pacientes, mas isso varia.
Mesmo sob sedação, o paciente não deve “participar” da cirurgia nem tolerar dor. O objetivo é conforto, segurança e estabilidade.
Quando a anestesia geral pode ser melhor?
A anestesia geral, frequentemente em formato de anestesia venosa total no nosso protocolo, pode ser indicada quando há procedimentos combinados extensos, tempo cirúrgico maior, ansiedade intensa, necessidade de controle absoluto de movimentos, questões de via aérea, histórico clínico específico ou preferência do anestesiologista após avaliação.
Em cirurgia eletiva, a melhor anestesia é aquela que torna o procedimento mais seguro para aquele paciente, naquela cirurgia, naquela estrutura.
Vou sentir dor?
O objetivo de qualquer plano anestésico é impedir dor durante a cirurgia. O paciente pode sentir pressão, manipulação ou desconforto conforme a modalidade e o nível de sedação, mas dor cirúrgica não deve ser aceita como normal. Se houver desconforto, a equipe ajusta o plano.
Recuperação anestésica
Após sedação ou anestesia geral, pode haver sonolência, náusea, tontura, dor de garganta, memória fragmentada ou sensação de lentidão. Esses efeitos variam conforme medicamentos, duração da cirurgia, idade, hidratação e sensibilidade individual.
A recuperação da cirurgia em si — edema, equimoses, curativos e restrição de atividade — depende mais da extensão do lifting do que da anestesia. Veja o guia de recuperação do lifting Deep Plane.
Perguntas frequentes
Qual anestesia é mais segura para lifting facial?
A anestesia mais segura é a mais adequada ao paciente e ao procedimento. Local, sedação e geral podem ser seguras quando bem indicadas e conduzidas em estrutura adequada.
Sedação é o mesmo que anestesia geral?
Não. Sedação e anestesia geral estão no mesmo continuum, mas têm profundidades diferentes. Sedação profunda pode exigir suporte de via aérea; por isso deve ser monitorada por equipe preparada.
Lifting facial pode ser feito sem anestesia geral?
Pode, em casos selecionados. Muitos liftings podem ser feitos com sedação monitorada e anestesia local, mas procedimentos extensos ou combinados podem ser mais seguros com anestesia geral.
Quem decide a anestesia?
A decisão é tomada pelo cirurgião, anestesiologista e paciente, considerando saúde, exames, ansiedade, via aérea, tempo cirúrgico e tipo de procedimento.
Quais riscos devo discutir antes da cirurgia?
Devem ser discutidos náusea, reação medicamentosa, pressão arterial, via aérea, sangramento, hematoma, trombose, apneia do sono, uso de anticoagulantes, GLP-1 e tabagismo. O post sobre riscos e complicações do lifting Deep Plane aprofunda o tema.
O Dr. Walter Zamarian Jr. é cirurgião plástico em Londrina, CRM-PR 17.388, RQE 15.688, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da American Society of Plastic Surgeons, com mais de 20 anos de experiência e mais de 8.000 cirurgias realizadas. Conheça sua formação e trajetória.


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