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Blefaroplastia Transconjuntival

Trate as bolsas sob os olhos sem incisão externa na pele.
Blefaroplastia transconjuntival em Londrina.

Por Dr. Walter Zamarian Jr. · Atualizado: 15/04/2026

Blefaroplastia Transconjuntival em Londrina: tratamento das bolsas de gordura sem incisão externa na pele

Se você tem bolsas sob os olhos que transmitem cansaço, envelhecimento ou tristeza, mas sua pele ainda é firme e sem excesso, a blefaroplastia transconjuntival pode tratar essas bolsas por via interna, sem incisão externa planejada na pele. Com mais de vinte anos de experiência e oito mil cirurgias realizadas, considero essa uma das técnicas mais precisas da cirurgia plástica palpebral.

A blefaroplastia transconjuntival se diferencia da blefaroplastia tradicional em um aspecto fundamental: realizo toda a cirurgia por dentro da pálpebra inferior, através da conjuntiva — a membrana rosada que reveste a parte interna da pálpebra. Não há corte na pele nem sutura externa; a cicatrização ocorre na conjuntiva. Acesso, removo ou redistribuo a gordura que forma as bolsas exclusivamente por via interna.

Essa abordagem é especialmente indicada para pacientes entre vinte e cinco e cinquenta anos que apresentam bolsas de gordura hereditárias ou precoces, sem excesso de pele ou flacidez significativa nas pálpebras inferiores. São pessoas que veem no espelho um rosto jovem, mas com bolsas que não combinam com sua idade real.

Por que as bolsas aparecem mesmo em pessoas jovens

Muitos pacientes se surpreendem quando explico que as bolsas sob os olhos nem sempre indicam envelhecimento. Uma parcela significativa dos casos envolve pacientes jovens com predisposição genética. O mecanismo é simples: a gordura que protege o globo ocular dentro da órbita começa a se projetar para a frente, empurra a pele da pálpebra inferior e cria aquele abaulamento característico.

Existem três compartimentos de gordura na pálpebra inferior — o nasal (medial), o central e o lateral — e qualquer um deles pode herniar, isoladamente ou em combinação. A herniação da gordura nasal é a mais comum e a mais perceptível, pois cria uma saliência próxima ao nariz que gera sombras e aprofunda o sulco nasojugal, aquela depressão que vai do canto interno do olho até a bochecha.

Quando o problema é exclusivamente gorduroso, sem excesso de pele, a via transconjuntival costuma ser a opção mais adequada. Não faz sentido criar uma incisão externa para tratar um problema que pode ser abordado por dentro em pacientes bem selecionados.

Como funciona a blefaroplastia transconjuntival

A blefaroplastia transconjuntival é uma das técnicas mais refinadas da cirurgia palpebral. Realizo todo o procedimento através de uma pequena incisão na conjuntiva, a membrana mucosa que reveste a parte interna da pálpebra inferior. A conjuntiva cicatriza espontaneamente em poucos dias, sem necessidade de pontos na maioria dos casos. O objetivo é tratar as bolsas sem incisão externa na pele.

Durante a cirurgia, eu eversiono gentilmente a pálpebra inferior e faço uma incisão de aproximadamente um centímetro na conjuntiva. Através dessa pequena abertura, tenho acesso direto aos três compartimentos de gordura orbital. Com instrumentos delicados e precisos, identifico cada bolsa de gordura, avalio seu volume e decido a melhor estratégia: remoção parcial, remoção total ou redistribuição.

Remoção versus redistribuição da gordura

A decisão entre remover e redistribuir a gordura é um dos pontos centrais da cirurgia. Em pacientes com sulco nasojugal profundo — a depressão que vai do canto do olho em direção à bochecha — a melhor estratégia não é simplesmente retirar a gordura, e sim reposicioná-la. Libero a gordura herniada e a desloco para baixo, preenchendo o sulco nasojugal e criando uma transição suave entre pálpebra e bochecha.

Essa redistribuição trata dois componentes com uma única manobra: reduz a bolsa e suaviza a depressão. Em outros pacientes, com excesso real de gordura sem depressões significativas, a remoção parcial controlada é o caminho mais adequado. O segredo é remover apenas o necessário. Retirar gordura em excesso cria aspecto esqueletizado e envelhecido — exatamente o oposto do que buscamos.

A cirurgia é ambulatorial

Realizo a blefaroplastia transconjuntival sob anestesia local com sedação, de forma ambulatorial. Você chega à clínica, faz o procedimento e vai para casa no mesmo dia. A duração média varia de quarenta e cinco minutos a uma hora, dependendo da complexidade do caso.

Para quem é indicada a blefaroplastia transconjuntival

A seleção adequada do paciente determina o sucesso dessa cirurgia. A indicação correta importa tanto quanto a técnica cirúrgica em si. A blefaroplastia transconjuntival atende um perfil específico de paciente:

  • Bolsas de gordura sem excesso de pele: o paciente apresenta herniação de gordura na pálpebra inferior, mas a pele ainda é firme, elástica e sem excesso significativo.
  • Pacientes jovens com predisposição genética: pessoas entre vinte e cinco e cinquenta anos que herdaram a tendência familiar às bolsas palpebrais.
  • Sulco nasojugal profundo: quando a depressão entre a pálpebra e a bochecha é acentuada e pode ser corrigida com redistribuição da gordura orbital.
  • Pacientes que desejam evitar incisão externa: para quem a ausência de corte na pele é uma prioridade.
  • Olheiras estruturais por sombra: quando a olheira é causada pela sombra projetada pelas bolsas, e não por pigmentação ou vasos sanguíneos visíveis.

Quando a transconjuntival NÃO é indicada

Preciso ser honesto: a blefaroplastia transconjuntival não resolve todos os problemas da pálpebra inferior. Se você apresenta excesso de pele, rugas acentuadas ou flacidez muscular significativa, a abordagem transcutânea (por fora) é mais adequada. Nesses casos, a blefaroplastia inferior tradicional permite remover tanto a gordura quanto o excesso de pele em um único procedimento.

Da mesma forma, pacientes com ptose palpebral — a queda da pálpebra superior — precisam de uma abordagem diferente e específica para esse problema. Durante a consulta, faço uma avaliação completa de todas as estruturas perioculares para determinar qual técnica é mais adequada para o seu caso específico.

Em alguns casos intermediários, posso combinar a via transconjuntival com um procedimento chamado "pinch blepharoplasty", onde removo uma fina faixa de pele logo abaixo dos cílios. Isso permite tratar tanto a gordura (por dentro) quanto um pequeno excesso de pele (por fora) com cicatriz mínima.

Vantagens sobre a blefaroplastia tradicional

A blefaroplastia transconjuntival oferece vantagens concretas sobre a técnica transcutânea tradicional. Observo essas diferenças diariamente na prática clínica:

Sem incisão externa na pele

A principal razão pela qual muitos pacientes buscam essa técnica é evitar o corte externo na pálpebra inferior. Como o acesso é feito pela conjuntiva, não há sutura visível na pele nem cicatriz externa planejada. Ainda assim, inchaço e equimoses podem denunciar o pós-operatório nos primeiros dias.

Recuperação geralmente mais rápida

Sem dissecção da pele nem do músculo orbicular, a recuperação tende a ser mais curta e confortável. O inchaço diminui, os hematomas costumam ficar discretos e muitos pacientes estão apresentáveis em cinco a sete dias. Na blefaroplastia tradicional, a recuperação completa pode levar duas a três semanas.

Menor risco de complicações

A via transconjuntival reduz dois riscos relevantes da cirurgia transcutânea: o ectrópio (eversão da pálpebra para fora) e a retração palpebral inferior. Essas complicações surgem por encurtamento ou cicatrização excessiva da pele após abordagem externa. Como a técnica transconjuntival não faz incisão na pele, esses riscos tendem a ser menores quando a indicação é correta.

Preservação da anatomia natural

Ao acessar a gordura por dentro, preservo o músculo orbicular, o septo orbital e a pele da pálpebra. A forma natural dos olhos tende a se manter, sem alteração planejada na posição ou na dinâmica palpebral. O objetivo é um resultado natural quando a cirurgia é bem indicada e executada.

Possibilidade de revisão facilitada

Se uma revisão futura for necessária, a via transconjuntival facilita a reoperação porque não cria aderências cicatriciais na pele. A anatomia preservada simplifica qualquer intervenção complementar.

A consulta: avaliação detalhada do seu caso

Dedico tempo significativo à consulta porque uma avaliação inadequada é a principal causa de resultados insatisfatórios em cirurgia palpebral. Examino cada paciente com atenção a detalhes que podem parecer sutis, mas que fazem toda a diferença no resultado final.

O que avalio durante a consulta

  • Quantidade e distribuição das bolsas de gordura: identifico quais dos três compartimentos (nasal, central e lateral) estão herniados e em que grau.
  • Qualidade e elasticidade da pele: faço o teste do "snap-back" — puxo delicadamente a pálpebra inferior para baixo e avalio a velocidade com que ela retorna à posição normal. Uma pele com boa elasticidade retorna instantaneamente.
  • Presença de sulco nasojugal: avalio a profundidade da depressão entre a pálpebra e a bochecha para decidir se redistribuir a gordura é uma opção.
  • Tônus do músculo orbicular: verifico se o músculo que circunda o olho está com bom tônus, o que é essencial para a sustentação palpebral.
  • Posição da pálpebra inferior em relação à íris: uma pálpebra naturalmente baixa pode necessitar de técnicas complementares para prevenir retração.
  • Proeminência ocular: olhos mais proeminentes (proptose) exigem uma abordagem mais conservadora.
  • Assimetrias: todo rosto possui assimetrias naturais que preciso considerar no planejamento.

Exames necessários

Solicito exames pré-operatórios básicos que incluem hemograma completo, coagulograma (tempo de protrombina e tempo de tromboplastina parcial ativada), glicemia, creatinina e eletrocardiograma. Pacientes acima de quarenta anos ou com condições de saúde específicas podem necessitar de avaliação cardiológica com risco cirúrgico.

Oriento a suspensão de medicamentos que aumentam o risco de sangramento — como ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios, vitamina E, ômega 3 e ginkgo biloba — por quinze dias antes e quinze dias após a cirurgia.

O procedimento passo a passo

Entender cada etapa da cirurgia ajuda a diminuir a ansiedade e a construir confiança. Veja como realizo a blefaroplastia transconjuntival passo a passo:

Anestesia e preparação

A cirurgia é realizada sob anestesia local com sedação. Você ficará em estado de relaxamento e conforto, mas consciente. Aplico colírios anestésicos nos olhos e infiltro anestésico local na pálpebra inferior. Protetores oculares especiais são posicionados para proteger a córnea durante todo o procedimento.

Acesso transconjuntival

Com a pálpebra inferior gentilmente evertida, realizo uma incisão de aproximadamente um centímetro na conjuntiva, na região do fórnice inferior (a dobra entre a pálpebra e o globo ocular). Essa incisão é feita com bisturi elétrico, que cauteriza simultaneamente e minimiza o sangramento.

Tratamento das bolsas de gordura

Através dessa abertura, acesso sequencialmente os três compartimentos de gordura. Cada bolsa é cuidadosamente identificada, isolada e tratada de forma individualizada. A quantidade removida ou redistribuída é avaliada em tempo real, com o paciente sentado durante a cirurgia para verificar a simetria e o resultado.

Redistribuição da gordura (quando indicada)

Nos casos em que opto pela redistribuição, libero a gordura herniada do compartimento nasal e a reposiciono sobre o rebordo orbital inferior, preenchendo o sulco nasojugal. Fixo a gordura em sua nova posição com pontos absorvíveis delicados. Essa manobra pode suavizar de forma importante a transição entre a pálpebra e a bochecha.

Fechamento

Na maioria dos casos, a conjuntiva não necessita de sutura — ela cicatriza espontaneamente em três a cinco dias. Em algumas situações, aplico um ou dois pontos absorvíveis muito finos para garantir o fechamento adequado. Não há curativo externo. Apenas aplico uma pomada oftálmica e compressas geladas.

Recuperação: o que esperar após a cirurgia

A recuperação rápida e confortável é uma das maiores vantagens da blefaroplastia transconjuntival. Mas toda cirurgia tem seu período de recuperação, e é importante saber exatamente o que esperar.

Primeiras 24 a 48 horas

Espere inchaço moderado nas pálpebras inferiores e, possivelmente, equimoses (manchas roxas). Aplique compressas geladas de forma intermitente: vinte minutos com compressa, vinte minutos sem. Mantenha a cabeça elevada ao dormir, com dois ou três travesseiros. Evite esforço físico, abaixar a cabeça e carregar peso.

Você poderá sentir uma leve sensação de areia nos olhos ou lacrimejamento discreto. Isso costuma ocorrer pela incisão na conjuntiva, que está cicatrizando. Os colírios que prescrevo ajudam a manter os olhos lubrificados e confortáveis.

Primeira semana

O inchaço atinge o pico por volta do segundo dia e diminui progressivamente. As equimoses, quando presentes, descem por gravidade em direção às bochechas e mudam de cor: roxo, esverdeado, amarelado. Costumam regredir entre sete e quatorze dias.

A maioria dos pacientes está apresentável para atividades sociais em cinco a sete dias. Maquiagem pode ser usada com cuidado a partir do quinto dia, desde que não seja aplicada diretamente na borda palpebral.

Primeiro mês

O resultado já é bastante evidente, embora um discreto inchaço residual possa persistir. Evite exposição solar direta nas pálpebras e use óculos escuros com proteção UV quando sair. Atividades físicas podem ser retomadas gradualmente após duas semanas.

Resultado final

O resultado final se estabelece entre dois e três meses, quando o inchaço residual já cedeu e os tecidos se acomodaram. O resultado costuma ser duradouro, porque a gordura removida ou reposicionada não tende a voltar ao mesmo local, mas o envelhecimento natural continua.

Riscos e complicações: transparência total

Como em qualquer procedimento cirúrgico, a blefaroplastia transconjuntival possui riscos, ainda que sejam consideravelmente menores quando comparados à técnica transcutânea. Faço questão de discutir cada um deles com transparência durante a consulta.

Hematoma

É uma das complicações mais relevantes, embora seja pouco frequente. Um pequeno acúmulo de sangue pode ocorrer nas primeiras horas após a cirurgia. Na maioria dos casos, o hematoma regride com acompanhamento e medidas locais. Em casos excepcionais, quando o sangramento é mais significativo, pode ser necessária uma revisão para drenagem.

Edema prolongado

Alguns pacientes apresentam inchaço que persiste além do período habitual. Isso é mais comum em pessoas com pele muito clara, tendência a retenção hídrica ou que não seguem adequadamente as orientações pós-operatórias. Costuma melhorar progressivamente, mas pode levar até dois meses em casos mais persistentes.

Assimetria

Pequenas assimetrias podem ser perceptíveis no pós-operatório imediato, geralmente relacionadas a diferenças no edema entre os dois lados. Na maioria dos casos, a simetria melhora à medida que o inchaço cede. Assimetrias verdadeiras, que persistem após a resolução completa do edema, são incomuns e podem exigir retoques.

Remoção insuficiente ou excessiva de gordura

Esse risco depende diretamente da experiência do cirurgião. Remover pouca gordura gera resultado insuficiente; remover demais cria aparência esqueletizada e envelhecida. A experiência acumulada permite calibrar com precisão a quantidade ideal em cada compartimento.

Quemose

Trata-se de um inchaço da conjuntiva que pode ocorrer nos primeiros dias. Parece uma "gelatina" transparente sobre a parte branca do olho. Embora visualmente alarmante, costuma melhorar com colírios lubrificantes e acompanhamento.

Riscos graves como lesão ocular, infecção severa ou perda visual são incomuns, mas precisam ser discutidos com seriedade. Por isso a cirurgia deve acontecer em ambiente adequado, com avaliação pré-operatória, técnica cuidadosa e acompanhamento próximo.

Procedimentos que podem ser combinados

Uma das grandes vantagens da blefaroplastia transconjuntival é que ela pode ser facilmente combinada com outros procedimentos no mesmo tempo cirúrgico, potencializando o rejuvenescimento da região dos olhos e do rosto como um todo.

Blefaroplastia superior

A combinação mais frequente em minha prática. Muitos pacientes que apresentam bolsas inferiores também têm excesso de pele nas pálpebras superiores. Realizar a blefaroplastia superior e inferior no mesmo ato cirúrgico oferece um rejuvenescimento completo do olhar, com uma única recuperação.

Enxerto de gordura periocular

O enxerto de gordura pode ser um complemento útil para pacientes que, além das bolsas, apresentam perda de volume significativa na região periocular. A gordura enxertada preenche depressões ao redor dos olhos, pode suavizar olheiras profundas e traz células derivadas do tecido adiposo associadas a reparo tecidual na literatura médica. A combinação é indicada caso a caso.

Preenchimento facial

Em casos selecionados, o preenchimento com ácido hialurônico na região do sulco nasojugal pode complementar o resultado da blefaroplastia transconjuntival, especialmente quando há perda de volume no terço médio da face que ultrapassa o que a redistribuição de gordura orbital pode corrigir.

Lifting facial

Para pacientes que além das bolsas apresentam flacidez facial significativa, a combinação da blefaroplastia transconjuntival com o lifting de face ou o mini lifting facial pode oferecer um rejuvenescimento mais abrangente e harmonioso. A blefaroplastia é realizada no início da cirurgia, quando os tecidos ainda não estão edemaciados.

Toxina botulínica

Três a quatro semanas após a cirurgia, quando a recuperação já está avançada, a aplicação de toxina botulínica nos pés de galinha e na região da glabela pode complementar o resultado. As rugas dinâmicas que a cirurgia não trata podem ser suavizadas com esse recurso.

Blefaroplastia transconjuntival versus tratamentos não cirúrgicos

Nos últimos anos, surgiram diversos tratamentos que prometem eliminar bolsas sob os olhos sem cirurgia: radiofrequência, ultrassom microfocado, laser, ácido deoxicólico injetável. Preciso ser honesto com você: esses tratamentos geralmente não corrigem bolsas de gordura verdadeiras.

A diferença fundamental: bolsas palpebrais resultam da herniação de gordura orbital através de um septo enfraquecido. Tecnologias não invasivas não reposicionam essa gordura para dentro da órbita nem a removem. Tratamentos não cirúrgicos podem melhorar a qualidade da pele, reduzir discretamente o edema (inchaço por retenção de líquido) ou estimular a produção de colágeno. Mas têm limite claro para bolsas de gordura verdadeiras.

Faça as contas: sessões de radiofrequência, laser e bioestimuladores ao longo de um ano podem custar de dez a trinta mil reais, com resultados modestos e temporários quando o problema principal é gordura herniada. A blefaroplastia transconjuntival é um tratamento estrutural mais direto para esse tipo de bolsa, com uma única recuperação. A diferença é tratar a causa anatômica, e não apenas sinais associados.

Quando os tratamentos não cirúrgicos fazem sentido

Tratamentos estéticos não cirúrgicos têm indicações válidas e podem complementar a cirurgia. Drenagem linfática ajuda no edema palpebral matinal. Peelings e laser fracionado melhoram a pigmentação (olheiras de cor). Toxina botulínica trata rugas finas ao redor dos olhos. Para bolsas de gordura verdadeiras, porém, a cirurgia costuma ser a opção mais direta.

Minha experiência e formação

Formei-me pela Universidade Estadual de Londrina e tive o privilégio de estudar com o Professor Ivo Pitanguy, referência mundial em cirurgia plástica. Com ele, aprendi não apenas técnicas cirúrgicas, mas uma filosofia de respeito ao paciente e busca pela excelência em cada detalhe.

Ao longo de mais de vinte anos de prática, realizei mais de oito mil cirurgias plásticas. A blefaroplastia, em todas as suas variantes, é um dos procedimentos que mais realizo. Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), mantendo-me constantemente atualizado com os avanços da especialidade através de congressos nacionais e internacionais.

A região periocular exige precisão milimétrica. Envolve a pele mais fina do corpo humano, músculos de poucos milímetros de espessura e gordura que protege o globo ocular. Um desvio de um ou dois milímetros pode comprometer o resultado estético e, em casos extremos, afetar a função palpebral. Por isso a experiência acumulada faz toda a diferença.

Por que confiar em mim para sua blefaroplastia

Não prometo resultados absolutos. Prometo honestidade, técnica refinada e dedicação ao seu resultado. Se durante a consulta eu perceber que a blefaroplastia transconjuntival não é a melhor opção — se você precisa de abordagem transcutânea ou se suas expectativas não são realistas — direi isso com clareza. Prefiro perder uma cirurgia a deixar um paciente insatisfeito.

Perguntas frequentes sobre blefaroplastia transconjuntival

Qual a diferença entre blefaroplastia transconjuntival e blefaroplastia tradicional?

A diferença fundamental está no acesso cirúrgico. Na transconjuntival, a incisão é feita por dentro da pálpebra, pela conjuntiva, sem cortar a pele. Na tradicional (transcutânea), a incisão é feita na pele, logo abaixo dos cílios. A transconjuntival não cria cicatriz externa planejada, tende a ter recuperação mais rápida e menor risco de retração palpebral em pacientes bem indicados. Porém, não permite remover excesso de pele, sendo indicada apenas quando o problema é exclusivamente a gordura.

A cirurgia dói?

A blefaroplastia transconjuntival é realizada sob anestesia local com sedação, para que o paciente tenha conforto e controle de dor durante o procedimento. No pós-operatório, o desconforto costuma ser baixo — mais uma sensação de peso ou pressão nas pálpebras do que dor propriamente dita. Analgésicos simples geralmente são suficientes para os primeiros dias.

Quanto tempo demora a cirurgia?

A blefaroplastia transconjuntival isolada dura entre quarenta e cinco minutos e uma hora. Quando combinada com blefaroplastia superior ou outros procedimentos, o tempo total pode variar de uma hora e meia a duas horas e meia.

Quando posso voltar a trabalhar?

Para trabalho remoto ou atividades que não exijam apresentação pública, três a cinco dias. Para atividades presenciais, cinco a sete dias. Para esforço físico intenso, duas semanas. Lentes de contato podem ser utilizadas novamente após sete a dez dias.

O resultado é permanente?

O resultado da blefaroplastia transconjuntival costuma ser duradouro, porque a gordura removida ou reposicionada não tende a voltar ao mesmo local, mas o envelhecimento natural continua. Com o tempo, outras alterações palpebrais podem surgir — como excesso de pele ou flacidez — e eventualmente exigir tratamento complementar no futuro.

Existe risco de ficar com os olhos diferentes?

Pequenas assimetrias transitórias são comuns no pós-operatório imediato devido a diferenças na cicatrização e no edema entre os dois lados. Assimetrias significativas e persistentes são incomuns quando a cirurgia é bem indicada, planejada e acompanhada, mas podem ocorrer e devem ser discutidas na consulta.

Posso fazer a cirurgia nos dois olhos ao mesmo tempo?

A blefaroplastia transconjuntival geralmente é realizada nas duas pálpebras inferiores na mesma sessão, quando ambos os lados têm indicação cirúrgica. Isso favorece planejamento de simetria e permite uma única recuperação, mas a decisão final depende da avaliação presencial.

Essa cirurgia resolve olheiras?

A blefaroplastia transconjuntival pode melhorar olheiras causadas por sombra das bolsas de gordura ou por sulco nasojugal profundo, mas não trata todos os tipos de olheira. Se a olheira é causada por pigmentação (excesso de melanina), vasos sanguíneos visíveis ou pele muito fina, a cirurgia isolada tem limite e pode precisar de tratamentos complementares.

Posso combinar com preenchimento de ácido hialurônico?

A blefaroplastia transconjuntival pode ser combinada com preenchimento de ácido hialurônico em casos selecionados, especialmente quando há perda de volume adjacente. A cirurgia remove ou redistribui a gordura herniada, enquanto o preenchimento pode tratar áreas que a cirurgia não corrige. Geralmente recomendo esperar pelo menos dois meses após a cirurgia para avaliar se o preenchimento complementar é realmente necessário.

Qual a idade mínima para fazer essa cirurgia?

Não existe uma idade mínima fixa. Já operei pacientes a partir de vinte e cinco anos que apresentavam bolsas hereditárias significativas que afetavam sua autoestima e qualidade de vida. A indicação é baseada na presença do problema anatômico, não na idade cronológica.

O que acontece se eu não tratar as bolsas?

As bolsas de gordura podem aumentar com o tempo, especialmente quando há predisposição anatômica ou familiar. Além disso, com o envelhecimento, pode surgir excesso de pele que torna a blefaroplastia transconjuntival menos indicada, exigindo uma abordagem mais extensa no futuro. Quando apenas a gordura é o problema, a cirurgia costuma ser mais simples e a recuperação tende a ser mais rápida.

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Dr. Walter Zamarian Jr.

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