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  • Deep Plane vs SMAS Facelift: Qual a Diferença Entre as Técnicas de Lifting Facial?

    Deep Plane vs SMAS Facelift: Qual a Diferença Entre as Técnicas de Lifting Facial?

    Por Dr. Walter Zamarian Jr. — CRM-PR 17.388 | RQE 15.688

    Uma das perguntas mais frequentes que recebo de pacientes no consultório e nas redes sociais é: “Doutor, qual a diferença entre o lifting Deep Plane e o SMAS?”. É uma dúvida legítima, porque a escolha da técnica cirúrgica impacta diretamente o resultado, a naturalidade e a durabilidade do rejuvenescimento facial.

    Neste artigo, vou explicar as diferenças técnicas entre as duas abordagens de forma clara e acessível, com base na minha experiência de mais de 20 anos e mais de 8.000 cirurgias realizadas, incluindo treinamento específico em Deep Plane nos Estados Unidos.

    O que é o SMAS?

    O SMAS — Superficial Musculoaponeurotic System — é uma camada de tecido fibroso que fica entre a pele e os músculos profundos da face. Descoberto na década de 1970, ele revolucionou a cirurgia de lifting facial porque permitiu que os cirurgiões fizessem mais do que apenas “puxar a pele”.

    No lifting SMAS tradicional, o cirurgião faz uma plicatura (dobra) ou implicação (remoção de um fragmento) dessa camada, tensionando-a para reposicionar os tecidos faciais caídos. A pele é então redistribuída sobre o SMAS reposicionado.

    É uma técnica segura e eficaz, praticada pela maioria dos cirurgiões plásticos no Brasil e no mundo. Porém, ela tem limitações importantes.

    O que é o Deep Plane Facelift?

    O lifting Deep Plane vai além do SMAS. Nesta técnica, o cirurgião entra em um plano mais profundo — abaixo do SMAS — e libera os ligamentos de retenção da face (como os ligamentos zigomático e massetérico). Isso permite reposicionar toda a estrutura de tecidos moles como uma unidade, sem tensão excessiva na pele.

    Aprendi essa técnica diretamente com o Dr. Tim Marten, em San Francisco, considerado o maior especialista mundial em Deep Plane facelift, e com o Dr. Andrew Jacono, em Nova York. Essa formação me permitiu oferecer aos meus pacientes um resultado que poucos cirurgiões no Brasil conseguem entregar.

    Comparação: Deep Plane vs SMAS

    Aspecto SMAS Tradicional Deep Plane
    Plano cirúrgico Superficial ao SMAS Abaixo do SMAS (sub-SMAS)
    Ligamentos de retenção Não são liberados Liberados (zigomático, massetérico)
    Tensão na pele Moderada a alta Mínima (tensão nos tecidos profundos)
    Naturalidade Boa, mas pode parecer “puxado” Excelente — resultado natural
    Duração do resultado 5-7 anos em média 10-15 anos
    Rejuvenescimento do terço médio Limitado Significativo (sulco nasolabial)
    Tempo cirúrgico 2-3 horas 3-5 horas
    Complexidade técnica Moderada Alta (requer treinamento específico)
    Recuperação 10-14 dias 10-14 dias (similar)

    Por que o Deep Plane dura mais?

    A principal razão pela qual o Deep Plane dura significativamente mais que o SMAS tradicional é onde a tensão é aplicada. No SMAS, parte da tensão recai sobre a pele, que com o tempo cede e o resultado se perde. No Deep Plane, toda a tensão fica nos tecidos profundos — que são mais resistentes — e a pele é apenas redistribuída sem tração.

    Estudos publicados nos últimos anos confirmam que pacientes submetidos ao Deep Plane mantêm resultados superiores a longo prazo, com taxas de satisfação acima de 92%.

    O terço médio da face: onde o Deep Plane brilha

    Uma das maiores limitações do SMAS tradicional é a incapacidade de tratar efetivamente o terço médio da face — a região das maçãs do rosto e do sulco nasolabial (aquele vinco que vai do nariz até o canto da boca). O SMAS atua principalmente no pescoço e na linha da mandíbula.

    O Deep Plane, ao liberar os ligamentos zigomáticos, permite elevar o terço médio como um todo, suavizando o sulco nasolabial e restaurando o volume das maçãs do rosto de forma natural. É por isso que meus pacientes frequentemente ouvem: “você parece descansado(a)”, em vez de “você fez alguma coisa no rosto”.

    Deep Plane Regenerativo: minha evolução da técnica

    Na minha prática, vou além do Deep Plane tradicional. Combino o lifting com enxerto de gordura facial (lipoenxertia), criando o que chamo de Deep Plane Regenerativo. A gordura transplantada não apenas restaura volume, mas carrega células-tronco que efetivamente regeneram a qualidade da pele, melhorando textura, luminosidade e elasticidade.

    Essa combinação oferece um rejuvenescimento que nenhuma técnica isolada consegue alcançar.

    Para quem o Deep Plane é indicado?

    O Deep Plane facelift é ideal para pacientes que apresentam:

    • Flacidez moderada a severa na face e pescoço
    • Sulco nasolabial pronunciado
    • Perda de definição na linha da mandíbula (papada)
    • Queda do terço médio facial
    • Desejo de resultado natural e duradouro
    • Idade geralmente entre 45 e 70 anos (mas a indicação é individualizada)

    Para pacientes com sinais iniciais de envelhecimento, um mini-lifting pode ser mais adequado. A avaliação presencial é fundamental para determinar a melhor abordagem.

    Recuperação: é diferente?

    Muitos pacientes imaginam que, por ser mais profundo, o Deep Plane teria uma recuperação mais difícil. Na prática, a recuperação é muito semelhante ao SMAS tradicional. O inchaço atinge o pico entre o 2º e 3º dia e começa a ceder rapidamente. Em 10-14 dias, a maioria dos pacientes está apresentável para atividades sociais.

    Um detalhe interessante: como o Deep Plane não traciona a pele, a cicatrização tende a ser até melhor, com cicatrizes mais discretas. Detalho todo o processo de recuperação na página sobre lifting facial Deep Plane.

    Perguntas frequentes

    O SMAS é uma técnica ruim?

    De forma alguma. O SMAS é uma técnica comprovada e continua sendo a escolha correta para muitos pacientes. A diferença é que o Deep Plane oferece vantagens específicas — especialmente para pacientes com flacidez moderada a severa e que buscam resultado mais duradouro.

    Todo cirurgião pode fazer Deep Plane?

    Tecnicamente, qualquer cirurgião plástico tem habilitação legal. Porém, o Deep Plane requer treinamento prático específico, idealmente com cirurgiões que dominam a técnica. A curva de aprendizado é longa. Pergunte ao seu cirurgião onde ele treinou essa técnica e quantos procedimentos já realizou.

    O Deep Plane custa mais que o SMAS?

    Geralmente sim, porque é um procedimento mais longo e tecnicamente mais complexo. Os valores são discutidos após a avaliação presencial, pois dependem da extensão do procedimento e de combinações com outros procedimentos (como blefaroplastia ou enxerto de gordura).

    Posso combinar Deep Plane com outros procedimentos?

    Sim, e isso é muito comum. As combinações mais frequentes são: Deep Plane + blefaroplastia (cirurgia das pálpebras), Deep Plane + lipoenxertia facial (o “Deep Plane Regenerativo”), e Deep Plane + neck lift (pescoço). Na avaliação presencial, definimos juntos o plano cirúrgico ideal.

    Minha recomendação

    Após mais de 20 anos operando e tendo treinado tanto o SMAS quanto o Deep Plane com os melhores do mundo, posso dizer com segurança: para a maioria dos pacientes que buscam rejuvenescimento facial completo, o Deep Plane é a melhor opção disponível hoje. A naturalidade, a durabilidade e a capacidade de tratar o terço médio são diferenciais que fazem diferença real na vida dos meus pacientes.

    Se você está considerando um lifting facial e quer entender qual técnica é mais adequada para o seu caso, agende uma consulta. A avaliação presencial ou por telemedicina é o primeiro passo para um plano personalizado.

    Dr. Walter Zamarian Jr.
    CRM-PR 17.388 | RQE 15.688
    Membro SBCP | ASPS
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  • Lifting Facial SMAS vs Deep Plane: Qual a Diferença?

    Lifting Facial SMAS vs Deep Plane: Qual a Diferença?

    O que e o Lifting SMAS?

    O lifting SMAS (Sistema Musculo-Aponevrotico Superficial) e a tecnica mais difundida entre os cirurgioes plasticos no Brasil e no mundo. Nessa abordagem, o cirurgiao trabalha na camada superficial da face, realizando uma plicatura (dobra e sutura do SMAS) ou uma SMASectomy (remocao de uma faixa dessa camada). Em ambos os casos, a manipulacao acontece acima do plano muscular profundo, sem liberar as estruturas que realmente sustentam os tecidos faciais.

    E uma tecnica segura e com resultados satisfatorios, mas que depende de certa tensao na pele para manter o reposicionamento — e isso tem consequencias a medio e longo prazo.

    O que e o Lifting Deep Plane?

    No Deep Plane, a disseccao acontece em um plano mais profundo: abaixo do SMAS, entre a musculatura facial e as estruturas ligamentares. O passo decisivo e a liberacao dos ligamentos retaining — os chamados retaining ligaments — que ancoram os tecidos moles ao esqueleto facial. Ao liberar esses ligamentos, consigo reposicionar todo o bloco de tecidos (pele, gordura e musculo) como uma unidade, sem precisar tracionar a pele isoladamente.

    E uma cirurgia tecnicamente mais complexa, que exige conhecimento detalhado da anatomia facial profunda e proximidade controlada com estruturas nobres como o nervo facial.

    Diferencas tecnicas que importam

    A diferenca fundamental esta na profundidade da disseccao. No SMAS convencional, trabalho em um plano superficial e dependo de tensao cutanea para sustentar o resultado. No Deep Plane, reposiciono os tecidos profundos e a pele simplesmente se reacomoda sobre eles — sem tensao.

    Essa diferenca tecnica se traduz em resultados clinicos distintos:

    • Durabilidade: o lifting Deep Plane oferece resultados que se mantem por 10 a 15 anos, enquanto tecnicas superficiais tendem a perder sustentacao mais cedo.
    • Naturalidade: como nao ha tensao excessiva na pele, o rosto rejuvenesce sem aquela aparencia “puxada” ou “esticada” que muitos pacientes temem.
    • Rejuvenescimento tridimensional: ao mobilizar os tecidos profundos, restauro o volume natural da face — especialmente no terco medio, na regiao malar e no contorno mandibular.
    • Menor risco de cicatriz alargada: sem tensao cutanea, as cicatrizes tendem a amadurecer de forma mais discreta.

    Por que poucos cirurgioes realizam o Deep Plane?

    A curva de aprendizado e longa e exigente. A disseccao profunda requer dominio absoluto da anatomia tridimensional da face e experiencia suficiente para navegar com seguranca proximo ao nervo facial. Nao e uma tecnica que se aprende em um curso de fim de semana — exige dedicacao, volume cirurgico consistente e formacao especifica.

    Minha experiencia

    Com mais de 8.000 cirurgias realizadas ao longo da minha carreira, adotei o Deep Plane como tecnica padrao para o lifting facial. Minha formacao incluiu treinamento dedicado com referencias internacionais nessa tecnica, e hoje posso afirmar que a diferenca nos resultados e inequivoca: faces mais naturais, mais jovens e com resultados que resistem ao tempo.

    Para mim, oferecer o Deep Plane nao e uma questao de preferencia — e uma questao de entregar ao paciente o melhor resultado que a cirurgia plastica facial pode proporcionar hoje.

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    Saiba mais: Conheça todos os detalhes sobre Lifting Facial Deep Plane na página completa do procedimento.

    Perguntas Frequentes

    Qual a principal diferença entre o lifting SMAS e o lifting Deep Plane?

    Na minha prática, explico assim: no lifting SMAS convencional, trabalhamos na camada superficial do SMAS, reposicionando pele e parte dos tecidos. No Deep Plane, mergulhamos uma camada abaixo, liberando os ligamentos de retenção e reposicionando o SMAS junto com a gordura como uma unidade coesa. Essa diferença técnica é o que garante resultados mais naturais, duradouros e com menor risco de aparência artificial.

    O Deep Plane é indicado para todos os pacientes?

    O Deep Plane é a técnica de eleição para a maioria dos casos que opero. Ele é especialmente indicado quando há flacidez moderada a importante, jowls evidentes, sulcos nasogenianos profundos e descida do terço médio da face. Para casos muito iniciais, pode-se discutir técnicas menos extensas, mas o Deep Plane oferece o melhor custo-benefício em termos de resultado e longevidade.

    O resultado do Deep Plane parece natural ou dá para perceber que a pessoa se operou?

    Este é exatamente o objetivo: ninguém deve perceber que você foi operado, apenas que você parece significativamente mais jovem. O Deep Plane proporciona esse resultado natural porque reposiciona os tecidos no plano correto, sem tensão excessiva na pele. Em minha experiência, pacientes que realizam o Deep Plane recebem comentários como ‘você está ótimo, o que aconteceu?’ — não ‘você se operou’.

    O lifting SMAS dura menos tempo que o Deep Plane?

    Sim, esta é uma das diferenças mais relevantes. Técnicas que dependem da tração cutânea geralmente duram de 3 a 5 anos antes de apresentar recidiva significativa. O Deep Plane, por trabalhar nas estruturas de sustentação profundas, proporciona resultados que se mantêm por 10 a 15 anos ou mais. Eu recomendo o Deep Plane justamente por esse motivo: é um investimento com maior retorno a longo prazo.

    Qual é o risco de parecer esticado ou artificial com o Deep Plane?

    O risco de aparência artificial é muito menor no Deep Plane do que em técnicas que tracionam a pele. Como trabalhamos nas camadas profundas e a pele fecha sem tensão, o resultado tem a naturalidade que é a marca de um lifting bem executado. Nas técnicas superficiais, a tensão sobre a pele é o que causa o temido aspecto ‘esticado’. No Deep Plane, eu reposiciono — não puxo.

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