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  • Cuidados Com a Pele Antes e Depois da Cirurgia

    Cuidados Com a Pele Antes e Depois da Cirurgia

    Sua Pele É Parte do Resultado

    Um aspecto frequentemente subestimado da cirurgia plástica facial é a condição da pele. A melhor técnica cirúrgica do mundo terá seu resultado limitado se a pele que a reveste estiver danificada, desidratada ou mal cuidada. Em minha prática em Londrina, oriento meus pacientes a investir nos cuidados com a pele tanto antes quanto depois da cirurgia — porque a pele saudável cicatriza melhor, recupera mais rápido e exibe resultados superiores.

    Antes da Cirurgia: Preparando o Terreno

    4 a 8 Semanas Antes

    Proteção Solar

    A proteção solar rigorosa é o cuidado mais importante que você pode adotar antes de qualquer procedimento facial. Pele cronicamente exposta ao sol tem colágeno degradado, elasticidade comprometida e tendência maior a alterações de pigmentação pós-cirúrgicas.

    Recomendo FPS 50 ou superior, reaplicado a cada 3 horas de exposição. Chapéu e óculos escuros complementam a proteção.

    Retinoides

    Para pacientes que não usam, frequentemente inicio tretinoína tópica 6-8 semanas antes de procedimentos de resurfacing (dermoabrasão, peelings). Os retinoides estimulam a renovação celular e a produção de colágeno, preparando a pele para cicatrizar mais eficientemente.

    Importante: suspendo a tretinoína 7-10 dias antes da cirurgia para evitar sensibilidade excessiva.

    Hidratação

    Pele bem hidratada é pele que cicatriza melhor. Ácido hialurônico tópico, ceramidas e niacinamida são excelentes ingredientes para manter a barreira cutânea íntegra nas semanas pré-operatórias.

    Antioxidantes

    Vitamina C sérica tópica é um aliado poderoso. Além de antioxidante, ela é cofator essencial na produção de colágeno. Usar diariamente nas semanas antes da cirurgia ajuda a otimizar a capacidade regenerativa da pele.

    O Que Evitar Antes

    • Tratamentos agressivos: não fazer peelings, laser ou microagulhamento nas 4 semanas que antecedem a cirurgia
    • Depilação com cera na área cirúrgica: pode causar irritação
    • Bronzeamento: pele bronzeada tem maior risco de alterações pigmentares pós-cirúrgicas
    • Produtos novos: não é hora de experimentar cosméticos desconhecidos — risco de reação

    Depois da Cirurgia: Fase Aguda (Primeiras 2 Semanas)

    Nos primeiros dias, a pele está em processo de cicatrização ativa e extremamente sensível. Os cuidados são mínimos e focados em não interferir:

    Limpeza Suave

    Limpar a face com água micelar ou loção de limpeza extremamente suave, sem esfregar. Em áreas com sutura, seguir as orientações específicas do cirurgião — cada região tem seu protocolo.

    Hidratação Básica

    Vaselina pura ou pomada cicatrizante nas linhas de sutura conforme prescrito. Nas demais áreas, hidratante simples e hipoalergênico, sem fragrância.

    Proteção Solar Absoluta

    Evitar sol direto completamente nas primeiras semanas. Quando precisar sair, chapéu de aba larga e protetor solar mineral (à base de óxido de zinco) que é menos irritante que protetores químicos em pele sensibilizada.

    O Que NÃO Fazer

    • Não aplicar maquiagem nas primeiras 2 semanas (ou conforme liberação do cirurgião)
    • Não usar ácidos, retinoides ou vitamina C
    • Não esfregar ou massagear a área cirúrgica
    • Não usar produtos com álcool na formulação
    • Não expor as cicatrizes ao sol

    Depois da Cirurgia: Fase de Maturação (2 Semanas a 6 Meses)

    Esta é a fase em que os cuidados com a pele podem fazer a maior diferença no resultado final.

    Semanas 2-4

    Reintrodução gradual de hidratantes mais completos. Liberação para maquiagem leve conforme orientação. Manutenção rigorosa da proteção solar. Silicone tópico em gel ou folha nas cicatrizes para otimizar a maturação.

    Meses 1-3

    Reintrodução gradual de ativos:

    • Vitamina C: pode ser retomada, começando com concentrações mais baixas
    • Niacinamida: excelente para uniformizar a pele e reduzir vermelhidão residual
    • Ácido hialurônico tópico: mantém a hidratação profunda

    Meses 3-6

    Se indicado, retorno gradual aos retinoides tópicos. Nesta fase, a pele já está suficientemente recuperada para tolerar ativos mais potentes.

    Cuidados Especiais Com Cicatrizes

    As cicatrizes são a principal preocupação estética pós-operatória, e seus cuidados merecem atenção especial:

    • Proteção solar: cicatrizes expostas ao sol podem hiperpigmentar permanentemente. Proteger com FPS alto por pelo menos 12 meses
    • Silicone tópico: géis ou folhas de silicone aplicados sobre a cicatriz por 3-6 meses comprovadamente melhoram a qualidade cicatricial
    • Massagem: após liberação do cirurgião (geralmente 3-4 semanas), massagem suave na cicatriz ajuda a prevenir aderências e favorece a maturação
    • Paciência: cicatrizes levam 6 a 12 meses para amadurecer completamente. A cicatriz que parece rosada e elevada aos 2 meses pode estar praticamente invisível aos 12

    Nutrição e Suplementação

    A pele se regenera de dentro para fora. Nutrientes essenciais para boa cicatrização incluem:

    • Proteínas: aminoácidos são os blocos de construção do colágeno
    • Vitamina C oral: cofator essencial na síntese de colágeno
    • Zinco: mineral crítico para divisão celular e reparo tecidual
    • Vitamina A: regula a diferenciação celular e a resposta inflamatória
    • Hidratação: a água é componente fundamental de todos os processos de cicatrização

    Se você tem uma cirurgia facial programada e gostaria de orientação personalizada sobre como preparar sua pele para o melhor resultado possível, agende uma consulta. Terei prazer em criar um protocolo de cuidados sob medida para o seu tipo de pele e seu procedimento.

  • Resultados Naturais: A Filosofia do Dr. Zamarian

    Resultados Naturais: A Filosofia do Dr. Zamarian

    Por Que Naturalidade É Minha Obsessão

    Ao longo de anos dedicados à cirurgia plástica facial em Londrina, desenvolvi uma convicção que guia cada decisão que tomo no centro cirúrgico: o melhor resultado é aquele que ninguém percebe que foi operado. Quando alguém olha para meu paciente e pensa “você está com uma aparência ótima”, sem desconfiar de cirurgia, sei que alcancei meu objetivo.

    Essa filosofia pode parecer óbvia, mas na prática ela exige disciplina. A tentação de “fazer mais” — tensionar mais o lifting, reduzir mais o nariz, remover mais gordura — é constante. E é exatamente nesse ponto que muitos resultados ultrapassam a linha do natural e caem no artificial.

    O Que Define um Resultado Natural

    Na minha concepção, um resultado natural possui três características fundamentais:

    Harmoniza-se Com o Rosto

    Cada rosto tem uma identidade própria — proporções, etnias, traços familiares. Um resultado natural respeita essa identidade. O paciente deve parecer uma versão melhor de si mesmo, não uma versão diferente de outra pessoa.

    Isso significa que o nariz operado deve ser um nariz que poderia naturalmente pertencer àquele rosto. O lifting deve rejuvenescer sem transformar. A blefaroplastia deve abrir o olhar sem alterar o formato dos olhos.

    Não Tem Sinais de Cirurgia

    Cicatrizes imperceptíveis, ausência de tensão visível na pele, sem distorções anatômicas (lóbulos puxados, comissuras distorcidas, narinas assimétricas). Cada detalhe técnico é executado pensando em não deixar “assinaturas” de que houve intervenção.

    Envelhece Bem

    Um resultado natural não é apenas bonito no pós-operatório imediato — ele se mantém harmônico ao longo dos anos. Técnicas que produzem resultados tensos e artificiais tendem a piorar com o tempo. O deep plane lifting, por exemplo, produz resultados que envelhecem graciosamente porque reposiciona tecidos profundos, não apenas puxa pele.

    Como Alcanço Naturalidade em Cada Procedimento

    Lifting Facial Deep Plane

    O deep plane é, para mim, a técnica que melhor equilibra rejuvenescimento e naturalidade. Ao reposicionar o SMAS e os ligamentos retentores em um plano profundo, consigo movimentar os tecidos em vetores que reproduzem a juventude — não que criam tensão artificial.

    O resultado é um rosto que parece descansado, rejuvenescido, mas completamente natural. Sem aquela aparência de “pele puxada” ou “wind tunnel” que caracteriza liftings superficiais excessivos.

    Rinoplastia Estruturada

    Na rinoplastia, naturalidade significa respeitar a estrutura nasal. Utilizo enxertos de cartilagem para remodelar o nariz de dentro para fora, criando uma estrutura sólida que mantém o formato ao longo dos anos. Evito reduções excessivas que podem levar ao nariz “arrebitado” artificial ou ao colapso nasal tardio.

    Cada nariz que opero é planejado individualmente, considerando as proporções faciais, o tipo de pele e as expectativas do paciente. Não existe um “nariz padrão” que sirva para todos.

    Blefaroplastia

    O olho operado naturalmente é o olho onde se removeu tecido suficiente — nem mais, nem menos. Excesso de remoção de pele ou gordura produz um olhar “esqueletizado” ou surpreso que é o oposto de natural.

    Minha abordagem é conservadora: removo apenas o excesso real, preservando a gordura orbital que confere plenitude e juventude ao olhar. Em muitos casos, redistribuo a gordura em vez de removê-la.

    Enxerto de Gordura

    O enxerto de gordura é uma das ferramentas mais poderosas para naturalidade. A gordura do próprio paciente se integra perfeitamente aos tecidos, movendo-se naturalmente com as expressões faciais e envelhecendo junto com o rosto.

    A chave está no volume: injetar o suficiente para restaurar plenitude sem exagerar. Rostos excessivamente volumosos após enxerto parecem tão artificiais quanto rostos excessivamente esticados após lifting.

    A Armadilha do “Mais”

    Na cirurgia plástica, existe uma tentação permanente: o paciente quer mais, o cirurgião pode tecnicamente fazer mais, e o resultado no momento da cirurgia parece bom. Porém, “mais” quase sempre significa “demais” quando o inchaço cede e o resultado estabiliza.

    Aprendi ao longo dos anos que a moderação é a marca do cirurgião maduro. A coragem de dizer “este é o ponto ideal, se eu for além vamos perder naturalidade” é tão importante quanto a habilidade técnica para operar.

    A Importância do Não

    Parte da minha filosofia de resultados naturais envolve saber dizer não. Recuso procedimentos quando avalio que:

    • A anatomia do paciente não permite o resultado desejado sem comprometer a naturalidade
    • A expectativa é por uma transformação irrealista
    • O procedimento solicitado vai contra o equilíbrio facial
    • O paciente seria melhor servido por uma abordagem diferente

    Dizer não nunca é fácil, mas é parte essencial da responsabilidade de um cirurgião que prioriza resultados genuinamente bons sobre a satisfação imediata.

    O Resultado Que Dura

    Resultados naturais duram mais. Quando os tecidos são reposicionados em suas posições anatômicas corretas, quando as estruturas são respeitadas e quando não há tensão excessiva, o envelhecimento subsequente acontece de forma graciosa e gradual.

    Pacientes que operei há 5, 10 anos continuam com aparência natural e rejuvenescida. Não parecem “operados há 10 anos” — parecem ter envelhecido bem. E esse é o elogio máximo que um cirurgião plástico pode receber.

    Se você valoriza resultados naturais e busca um cirurgião que compartilhe dessa filosofia, agende uma consulta. Terei prazer em avaliar seu rosto e mostrar como podemos alcançar o melhor resultado possível preservando sua identidade e naturalidade.

  • Como Escolher Seu Cirurgião Plástico: 10 Critérios Essenciais

    Como Escolher Seu Cirurgião Plástico: 10 Critérios Essenciais

    A Escolha Mais Importante da Sua Jornada

    Se você está considerando uma cirurgia plástica, a decisão mais importante que tomará não é qual procedimento fazer — é quem vai realizá-lo. A escolha do cirurgião determina não apenas o resultado estético, mas sua segurança durante o procedimento e a qualidade de toda a experiência.

    Como cirurgião plástico em Londrina, sei que essa escolha pode ser confusa. O mercado está repleto de profissionais com diferentes formações, diferentes níveis de experiência e diferentes abordagens. Neste artigo, compartilho 10 critérios que considero fundamentais para fazer uma escolha segura e acertada.

    1. Formação em Cirurgia Plástica

    Este é o critério mais básico e mais importante. O cirurgião deve ter título de especialista em Cirurgia Plástica emitido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM).

    A formação em cirurgia plástica no Brasil exige, no mínimo, 3 anos de residência em cirurgia geral seguidos de 3 anos de residência em cirurgia plástica — são pelo menos 6 anos de treinamento específico após a graduação em medicina. Essa formação garante competência técnica para realizar procedimentos com segurança.

    Verifique o registro do profissional no site da SBCP (cirurgiaplastica.org.br) e no CRM do estado. Não se contente com títulos vagos como “especialista em estética” ou “expert em harmonização”.

    2. Experiência no Procedimento Específico

    Dentro da cirurgia plástica, existem áreas de subespecialização. Um cirurgião excelente em cirurgia de mama pode não ser a melhor escolha para uma rinoplastia complexa, e vice-versa. Pergunte diretamente: “Quantos procedimentos desse tipo você realiza por ano?”

    Volume importa. A prática regular de um procedimento específico confere habilidade técnica e capacidade de lidar com variações anatômicas e situações inesperadas.

    3. Resultados Documentados

    Peça para ver fotografias de antes e depois de pacientes que realizaram o mesmo procedimento que você deseja. Fotos devem ser padronizadas — mesma iluminação, mesmo ângulo, mesmo enquadramento — e representar uma amostra significativa de resultados.

    Desconfie de portfólios que mostram apenas resultados perfeitos. Um portfólio honesto inclui resultados excelentes e resultados bons — nenhum cirurgião tem 100% de resultados excepcionais. Desconfie também de fotos fortemente editadas ou com filtros.

    4. Hospital ou Clínica Credenciada

    A cirurgia deve ser realizada em ambiente hospitalar ou em clínica cirúrgica credenciada pela Vigilância Sanitária, com centro cirúrgico equipado, equipe de enfermagem e suporte para emergências.

    Pergunte onde a cirurgia será realizada e verifique se o local possui os requisitos mínimos de segurança. Cirurgias realizadas em ambientes inadequados representam risco desnecessário.

    5. Equipe Anestésica

    A anestesia deve ser administrada por médico anestesista — não por outro profissional. O anestesista é responsável pela segurança cardiovascular e respiratória do paciente durante todo o procedimento.

    Pergunte quem será o anestesista e qual sua qualificação. Bons cirurgiões trabalham com anestesistas de confiança, com quem têm entrosamento e comunicação eficiente.

    6. A Consulta: Qualidade da Comunicação

    A consulta pré-operatória é um termômetro da qualidade do profissional. Observe:

    • O cirurgião ouve? Ele dedica tempo para entender suas queixas, motivações e expectativas?
    • Explica claramente? Usa linguagem acessível para explicar o procedimento, riscos e alternativas?
    • Gerencia expectativas? Um bom cirurgião explica tanto o que pode quanto o que NÃO pode ser alcançado
    • Mostra os riscos? Desconfie de quem minimiza riscos. Todo procedimento tem complicações possíveis, e o cirurgião ético as expõe
    • Pressiona? Se você sentiu pressão para decidir na primeira consulta, considere seriamente buscar outra opinião

    7. Transparência Sobre Complicações

    Pergunte diretamente: “Quais complicações podem acontecer?” e “Como você lida quando algo não sai como planejado?” Um cirurgião maduro e honesto discute complicações abertamente e tem protocolos para lidar com elas.

    Desconfie de quem diz que “nunca teve complicações”. Todo cirurgião que opera com regularidade eventualmente enfrenta complicações — a diferença está em como as previne, reconhece e trata.

    8. Disponibilidade no Pós-Operatório

    A relação com o cirurgião não termina na mesa de operação. O pós-operatório é uma fase crítica que requer acompanhamento próximo. Pergunte:

    • Quem faz o acompanhamento pós-operatório? (Deve ser o próprio cirurgião)
    • Como entro em contato em caso de urgência?
    • Quantas consultas de retorno estão incluídas?
    • Existe suporte fora do horário comercial?

    Um cirurgião comprometido é acessível para seus pacientes durante a recuperação.

    9. Segunda Opinião

    Não tenha receio de buscar mais de uma opinião. Consulte dois ou três cirurgiões para o mesmo procedimento. Compare as propostas, as explicações, os valores e, principalmente, a segurança que cada um transmitiu.

    Divergências entre cirurgiões são normais e esperadas — a cirurgia plástica envolve julgamento estético e preferências técnicas. Essas divergências ajudam você a formar uma opinião mais completa.

    10. Intuição e Confiança

    Por fim, confie na sua intuição. Após pesquisar, consultar e comparar, pergunte-se: “Eu confio neste profissional? Sinto-me seguro e acolhido?” A relação cirurgião-paciente é uma relação de confiança, e se algo não lhe pareceu certo, é válido continuar procurando.

    Sinais de Alerta

    • Preços muito abaixo do mercado — segurança tem custo
    • Promessas de resultado garantido — nenhum resultado é garantido em cirurgia
    • Pressão para operar rapidamente
    • Consulta superficial, sem exame físico adequado
    • Ausência de consentimento informado formal
    • Cirurgião que não mostra resultados anteriores
    • Profissional que não é membro da SBCP

    Se você está em busca de um cirurgião plástico facial e gostaria de uma consulta detalhada e transparente, agende um horário. Terei prazer em avaliar seu caso, explicar todas as opções e responder honestamente a todas as suas perguntas.

  • Cirurgias Combinadas: Vantagens de Resolver Tudo de Uma Vez

    Cirurgias Combinadas: Vantagens de Resolver Tudo de Uma Vez

    Por Que Operar Tudo de Uma Vez?

    Uma das perguntas que mais recebo em minha clínica em Londrina é: “Doutor, posso fazer mais de uma cirurgia ao mesmo tempo?” A resposta, na maioria dos casos, é sim — e existem vantagens significativas em combinar procedimentos quando indicado.

    A ideia de resolver múltiplas queixas em um único tempo cirúrgico é atraente por razões óbvias: uma anestesia, uma recuperação, um período de afastamento do trabalho. Porém, a decisão de combinar procedimentos deve ser baseada em critérios técnicos e de segurança, não apenas em conveniência.

    As Combinações Mais Frequentes

    Na cirurgia plástica facial, as combinações que realizo com mais frequência são:

    Lifting Facial + Blefaroplastia

    Esta é provavelmente a combinação mais natural e frequente. O lifting rejuvenesce o terço médio e inferior da face, enquanto a blefaroplastia rejuvenesce a região dos olhos. Juntos, produzem um rejuvenescimento facial harmonioso e completo que nenhum dos dois procedimentos alcançaria isoladamente.

    Lifting Facial + Lip Lift

    O lifting reposiciona os tecidos faciais caídos, mas não corrige o alongamento do lábio superior. O lip lift complementa perfeitamente o resultado, rejuvenescendo a região perioral que o lifting não atinge diretamente.

    Lifting Facial + Enxerto de Gordura

    O lifting reposiciona, o enxerto restaura volume. São procedimentos sinérgicos que se complementam de forma ideal. A restauração volumétrica potencializa o resultado do lifting, e o ambiente cirúrgico do lifting facilita o enxerto.

    Rinoplastia + Mentoplastia

    A perfiloplastia — correção simultânea do nariz e do queixo — é uma das combinações com maior poder transformador. O equilíbrio nariz-queixo define o perfil, e corrigir ambos simultaneamente permite um ajuste harmônico impossível quando tratados em separado.

    Lifting Facial + Rinoplastia + Blefaroplastia

    A tríade completa para rejuvenescimento facial. Embora mais extensa, é perfeitamente segura quando o paciente está em boas condições de saúde e o tempo cirúrgico total é adequado.

    Blefaroplastia + Elevação de Supercílios

    Frequentemente, a queda das pálpebras é agravada pela queda dos supercílios. Corrigir ambos simultaneamente produz resultado muito superior à blefaroplastia isolada.

    As Vantagens Reais

    Uma Única Anestesia

    Cada anestesia geral representa um evento para o organismo. Ao combinar procedimentos, o paciente passa por uma única anestesia em vez de duas ou três, reduzindo a exposição total a medicamentos e os riscos acumulados.

    Uma Única Recuperação

    Em vez de se recuperar de um procedimento, retomar as atividades e então parar novamente para outro, o paciente atravessa um único período de recuperação. O tempo total até a volta completa às atividades é frequentemente menor quando combinamos do que quando operamos em etapas.

    Resultado Integrado

    Operar simultaneamente permite que eu planeje o resultado como um todo, ajustando cada procedimento em função dos demais. Se estou fazendo um lifting e uma rinoplastia ao mesmo tempo, posso calibrar a projeção do nariz considerando a nova posição dos tecidos faciais. Essa integração é muito mais difícil de alcançar quando os procedimentos são realizados meses de diferença.

    Economia

    Custos de centro cirúrgico, anestesia e hospital são fixos independente do número de procedimentos. Combinar cirurgias geralmente resulta em economia significativa comparado a realizar cada procedimento separadamente.

    Conveniência

    Um único período de afastamento profissional e social, uma única preparação logística, uma única organização da rotina familiar.

    Os Limites: Quando NÃO Combinar

    A decisão de combinar deve respeitar limites claros de segurança:

    Tempo Cirúrgico

    Considero como referência um tempo cirúrgico total máximo de 5-6 horas. Procedimentos mais longos aumentam riscos de complicações como trombose, hipotermia e sangramento. Se a combinação desejada ultrapassar esse limite, divido em etapas.

    Condição Clínica

    Pacientes com comorbidades significativas — doenças cardíacas, diabetes descompensada, distúrbios de coagulação — podem necessitar de procedimentos mais curtos e menos combinações.

    Regiões Conflitantes

    Algumas combinações são contraindicadas por questões anatômicas ou de recuperação. Por exemplo, combinar procedimentos que demandam posições opostas de recuperação pode ser problemático.

    Idade Avançada

    Em pacientes acima de 65-70 anos, avalio com mais cautela a extensão da combinação, embora a idade isoladamente não seja contraindicação.

    Como Planeio Cirurgias Combinadas

    O planejamento de cirurgias combinadas exige organização meticulosa:

    • Sequência cirúrgica: defino a ordem dos procedimentos de forma a otimizar o tempo e a logística — geralmente começo pela região que exige posicionamento específico
    • Equipe: para combinações maiores, utilizo equipe ampliada
    • Tempo: calculo o tempo de cada procedimento e verifico se a soma é segura
    • Sangramento estimado: verifico se a soma do sangramento esperado de cada procedimento é aceitável
    • Pós-operatório integrado: as orientações precisam ser compatíveis — não posso prescrever gelo na face e calor no pescoço simultaneamente, por exemplo

    Minha Experiência

    As cirurgias combinadas representam a maioria dos meus procedimentos faciais. A combinação mais frequente é lifting deep plane + blefaroplastia + enxerto de gordura, que considero o padrão-ouro do rejuvenescimento facial completo. Os resultados são consistentemente superiores aos procedimentos isolados, com perfil de segurança excelente quando os critérios de seleção são respeitados.

    Se você tem múltiplas queixas e gostaria de saber se é possível resolvê-las em uma única cirurgia, agende uma consulta. Terei prazer em avaliar seu caso e planejar a estratégia mais segura e eficiente para alcançar todos os seus objetivos em um único procedimento.

  • Rinosseptoplastia: Beleza e Respiração em Uma Só Cirurgia

    Rinosseptoplastia: Beleza e Respiração em Uma Só Cirurgia

    Muitos pacientes que me procuram para rinoplastia em Londrina têm uma queixa dupla: não gostam da aparência do nariz e também não respiram bem. A boa notícia é que é possível — e frequentemente preferível — resolver ambas as questões em uma única cirurgia. A rinosseptoplastia combina a rinoplastia estética com a septoplastia funcional, corrigindo forma e função simultaneamente.

    O Desvio de Septo

    O septo nasal é a parede de cartilagem e osso que divide o nariz em duas cavidades. Idealmente, o septo seria perfeitamente reto e central, permitindo passagem de ar simétrica. Na realidade, estima-se que até 80% da população tenha algum grau de desvio septal.

    Nem todo desvio causa sintomas. Mas quando o desvio é significativo, pode causar:

    • Obstrução nasal unilateral ou bilateral
    • Respiração oral crônica
    • Roncos e apneia do sono
    • Sinusites de repetição
    • Cefaleia
    • Alteração do olfato

    Por Que Combinar em Uma Só Cirurgia

    Existem razões técnicas e práticas para a abordagem combinada:

    Interdependência Anatômica

    O septo é a estrutura central do nariz — ele influencia diretamente o dorso, a ponta e a projeção. Qualquer modificação estética no nariz pode afetar o septo, e vice-versa. Abordar ambos simultaneamente permite otimizar forma e função de maneira integrada.

    Uma Única Recuperação

    Ao invés de duas cirurgias e dois períodos de recuperação, o paciente passa por tudo uma vez. A recuperação da rinosseptoplastia não é significativamente diferente da rinoplastia isolada.

    Aproveitamento de Cartilagem

    A cartilagem removida durante a septoplastia é a principal fonte de enxertos para a rinoplastia estruturada. Utilizo esse material para spreader grafts, struts columelares e outros enxertos estruturais. É uma sinergia perfeita.

    O Procedimento

    A rinosseptoplastia é realizada sob anestesia geral, com duração de 2 a 3 horas. As etapas incluem:

    • Septoplastia — correção do desvio septal, reposicionando ou removendo as porções desviadas de cartilagem e osso, sempre preservando uma faixa de sustentação em L (dorso e columela)
    • Redução de cornetos — quando indicada, para melhorar ainda mais a passagem aérea
    • Rinoplastia estruturada — remodelação do dorso, refinamento da ponta, correção de assimetrias, colocação de enxertos estruturais

    Melhora Funcional: O Que Esperar

    A melhora respiratória após a rinosseptoplastia é uma das mudanças mais impactantes na qualidade de vida dos pacientes. Muitos não percebiam o quanto sua respiração estava comprometida até experimentarem a diferença após a cirurgia.

    Relatos comuns incluem:

    • “Nunca respirei tão bem na vida”
    • “Parei de roncar — minha esposa agradece”
    • “Meu rendimento nos exercícios melhorou demais”
    • “Durmo muito melhor agora”

    A melhora funcional se manifesta gradualmente, pois o inchaço interno leva semanas para resolver completamente. O resultado funcional final é avaliado em torno de 3 meses.

    Recuperação

    A recuperação segue o mesmo cronograma da rinoplastia:

    • Semana 1: tala nasal externa (gesso), tampão nasal (removido em 24-48h), inchaço e equimoses periorbitais
    • Dia 7: remoção da tala e pontos
    • Semanas 2-3: inchaço diminuindo, retorno social e profissional
    • Meses 1-3: resultado se refinando, respiração melhorando progressivamente
    • Meses 6-12: resultado estético se consolidando

    Questões Frequentes

    A septoplastia afeta o resultado estético?

    Não negativamente — pelo contrário. Um septo bem posicionado é a fundação para um nariz esteticamente harmonioso. Se o septo está desviado e não é corrigido, a assimetria pode persistir apesar do melhor trabalho estético externo.

    Posso fazer apenas septoplastia sem rinoplastia?

    Sim, quando a queixa é exclusivamente funcional e o paciente está satisfeito com a aparência do nariz. Entretanto, muitos pacientes que procuram septoplastia acabam optando pela combinação ao perceberem que podem melhorar forma e função simultaneamente.

    A cirurgia combinada é mais cara?

    O valor combinado é menor que a soma de duas cirurgias separadas, pois compartilha anestesia, centro cirúrgico e acompanhamento.

    Conclusão

    A rinosseptoplastia é a cirurgia que combina o melhor dos dois mundos: um nariz esteticamente harmonioso que respira perfeitamente. Para pacientes que têm queixas estéticas e funcionais, a abordagem combinada é a escolha mais lógica, eficiente e com melhor custo-benefício.

    Se você tem insatisfação com a aparência do seu nariz e também sente que não respira tão bem quanto deveria, agende uma consulta. Avaliarei tanto a estética quanto a função nasal e apresentarei uma solução completa para o seu caso.

  • Rinoplastia Masculina vs Feminina: Diferenças Fundamentais

    Rinoplastia Masculina vs Feminina: Diferenças Fundamentais

    O nariz masculino e o feminino são estruturalmente diferentes — e, consequentemente, os objetivos da rinoplastia também devem ser. Um dos erros mais comuns em rinoplastia é aplicar os mesmos padrões estéticos a homens e mulheres. O resultado? Homens com narizes feminilizados ou mulheres com narizes que parecem inadequados para suas faces.

    Neste artigo, detalho as diferenças anatômicas e estéticas que guiam meu planejamento cirúrgico quando opero narizes masculinos versus femininos em Londrina.

    Diferenças Anatômicas

    O nariz masculino difere do feminino em vários aspectos:

    • Tamanho geral — narizes masculinos são proporcionalmente maiores, com estrutura osteocartilaginosa mais robusta
    • Pele — a pele nasal masculina tende a ser mais espessa, com mais glândulas sebáceas, especialmente na ponta. Isso dificulta a definição e o refinamento
    • Dorso — o dorso masculino é tipicamente mais largo e reto, podendo ter uma giba discreta que até contribui para a aparência de força
    • Ponta — menos definida, mais bulbosa devido à pele mais espessa e cartilagens maiores
    • Ângulo nasolabial — o ângulo entre o lábio e a columela é naturalmente mais agudo (90°) no homem versus mais aberto (100-105°) na mulher

    Objetivos Estéticos: Dois Mundos Diferentes

    Rinoplastia Feminina

    No nariz feminino, os objetivos típicos incluem:

    • Perfil suave e levemente côncavo no dorso
    • Ponta refinada e discretamente arrebitada
    • Ângulo nasolabial de 100-105 graus
    • Narinas delicadas e simétricas
    • Proporções que se harmonizam com feições delicadas

    Rinoplastia Masculina

    No nariz masculino, a abordagem é fundamentalmente diferente:

    • Dorso reto ou com leve convexidade natural — nunca côncavo, que feminilizaria
    • Ponta com projeção adequada mas sem arrebitamento — a rotação excessiva é o erro mais comum em rinoplastia masculina
    • Ângulo nasolabial de 90 graus — manter a retidão é essencial
    • Largura proporcional — não estreitar excessivamente
    • Aparência forte e masculina preservada

    O Erro Mais Comum: Feminilizar o Nariz Masculino

    O erro mais frequente que vejo em rinoplastias masculinas realizadas por outros cirurgiões é a feminilização do nariz. Isso ocorre quando o cirurgião aplica os mesmos parâmetros femininos — arrebitamento, dorso escavado, estreitamento excessivo — ao nariz masculino.

    O resultado é um nariz que pode até ser tecnicamente “bonito” em termos abstratos, mas que simplesmente não combina com um rosto masculino. Parece artificial, incongruente. O paciente pode não conseguir identificar exatamente o que está errado, mas sente que algo não está natural.

    Pele Espessa: O Grande Desafio Masculino

    A pele nasal mais espessa dos homens é um dos maiores desafios técnicos. Mesmo que eu refine perfeitamente as cartilagens da ponta, a pele espessa pode não se contrair o suficiente para revelar a definição criada embaixo.

    Minha abordagem para peles espessas inclui:

    • Expectativas realistas — explico que a definição será mais sutil que em peles finas
    • Enxertos de definição estratégicos — cap grafts e shield grafts que criam pontos de projeção visíveis mesmo sob pele espessa
    • Manejo pós-operatório ativo — em alguns casos, injeções de corticoide diluído no pós-operatório para ajudar na retração da pele

    Queixas Masculinas Mais Comuns

    Na minha experiência, as queixas que mais trazem homens ao consultório são:

    • Giba dorsal — a proeminência no perfil é a queixa número um
    • Nariz largo — dorso e ponta largos que desejam refinar
    • Ponta bulbosa — falta de definição na ponta
    • Desvio — nariz torto, frequentemente pós-traumático
    • Obstrução respiratória — muitos homens buscam rinoplastia funcional que aproveitam para refinar esteticamente

    Rinoplastia Feminina: A Busca Pelo Natural

    Na rinoplastia feminina, a tendência atual — que abraço completamente — é por resultados naturais. O nariz “perfeito demais”, extremamente fino e arrebitado, que foi popular décadas atrás, deu lugar a uma estética mais orgânica e personalizada.

    O nariz ideal feminino hoje é aquele que harmoniza com os demais traços faciais da paciente: étnica, formato do rosto, lábios, queixo. Não existe um nariz ideal universal — existe o nariz ideal para cada face.

    A Importância da Comunicação

    Tanto para homens quanto para mulheres, a consulta é crucial. Utilizo simulação computadorizada para mostrar ao paciente o resultado esperado, permitindo ajustes antes da cirurgia. No caso masculino, faço questão de mostrar: “Veja, estamos mantendo a retidão do dorso” ou “A ponta não vai ficar arrebitada — vai ter projeção mas permanecer reta.”

    Essa comunicação visual previne mal-entendidos e garante que o paciente e eu estejamos alinhados sobre o resultado.

    Conclusão

    A rinoplastia masculina e feminina são cirurgias com objetivos estéticos fundamentalmente diferentes. Respeitar as proporções e características de cada gênero é essencial para um resultado natural e harmonioso. Um nariz bem operado é aquele que parece ter sempre estado ali — natural, proporcional e em equilíbrio com o rosto.

    Se você deseja refinar o seu nariz respeitando sua individualidade e proporções faciais, agende uma consulta. Avaliarei pessoalmente o que pode ser feito para harmonizar seu nariz com seus traços de forma natural e personalizada.

  • Rinoplastia Secundária: Como Corrigir um Resultado Insatisfatório

    Rinoplastia Secundária: Como Corrigir um Resultado Insatisfatório

    A rinoplastia secundária — ou rinoplastia de revisão — é uma das cirurgias mais desafiadoras e especializadas que realizo. Pacientes de todo o Brasil me procuram em Londrina após terem passado por uma rinoplastia que não atingiu o resultado esperado, ou que gerou problemas funcionais ou estéticos com o passar do tempo.

    Estima-se que 5 a 15% das rinoplastias primárias necessitam de algum grau de revisão. É uma estatística significativa que reflete a complexidade intrínseca da cirurgia do nariz.

    Motivos Mais Comuns Para Revisão

    Problemas Estéticos

    • Dorso irregular — irregularidades visíveis no perfil após redução excessiva ou assimétrica do dorso ósseo-cartilaginoso
    • Ponta caída ou amorfada — resultado de remoção excessiva de cartilagem sem sustentação adequada, levando ao colapso progressivo da ponta
    • Nariz em V invertido — quando as cartilagens laterais superiores colapsam após a redução do dorso, criando uma sombra visível no terço médio
    • Assimetria — narinas assimétricas, desvio residual de ponta ou dorso
    • Nariz operado demais — o temido “nariz arrebitado artificial” ou “nariz de boneca” com excesso de redução e arrebitamento
    • Retração alar — narinas que retraíram excessivamente, expondo o interior nasal

    Problemas Funcionais

    • Obstrução nasal — resultante de colapso das válvulas nasais internas ou externas após remoção excessiva de cartilagem
    • Desvio septal residual — septo não adequadamente corrigido na primeira cirurgia
    • Sinéquias — aderências intranasais que obstruem a passagem de ar

    Os Desafios da Rinoplastia Secundária

    A rinoplastia de revisão é significativamente mais complexa que a primária por vários motivos:

    • Anatomia alterada — a cirurgia prévia modificou as estruturas normais; cartilagem foi removida, cicatrizes internas se formaram, os planos de dissecção estão distorcidos
    • Cartilagem insuficiente — frequentemente a primeira cirurgia removeu mais cartilagem do que deveria, deixando pouco material para reconstrução. Isso pode exigir coleta de cartilagem da orelha ou costela
    • Fibrose — tecido cicatricial dificulta a dissecção e pode limitar a mobilidade dos tecidos
    • Pele comprometida — a pele pode estar mais fina, aderida ou com vascularização reduzida
    • Expectativas elevadas — pacientes que já passaram por uma frustração cirúrgica chegam com expectativas e ansiedade maiores

    Minha Abordagem na Rinoplastia Secundária

    Avaliação Minuciosa

    Dedico uma consulta extensa — frequentemente mais de uma hora — para avaliar o nariz revisional. Solicito o relatório cirúrgico da primeira cirurgia quando disponível, analiso fotos do pré e pós-operatório anterior, e examino detalhadamente:

    • Sustentação residual da ponta
    • Quantidade de cartilagem remanescente (palpação cuidadosa)
    • Grau de fibrose
    • Função respiratória
    • Qualidade e espessura da pele

    Reconstrução Estruturada

    A filosofia estruturada é ainda mais importante na rinoplastia secundária do que na primária. Na revisão, quase sempre preciso reconstruir o que foi removido ou destruído. Os enxertos estruturais são fundamentais para restaurar forma e função.

    Fontes de cartilagem na revisão:

    • Septo residual — primeiro lugar que verifico, mas frequentemente já foi utilizado ou é insuficiente
    • Cartilagem auricular — da concha da orelha, suficiente para a maioria das revisões moderadas
    • Cartilagem costal — para casos complexos onde grandes volumes de cartilagem são necessários para reconstrução completa

    Tempo de Espera

    Recomendo aguardar no mínimo 12 meses após a rinoplastia primária antes de considerar revisão. Esse tempo permite maturação completa da cicatrização, resolução de todo o inchaço e estabilização da forma final. Operar antes disso é operar em tecido inflamado e instável.

    Resultados Realistas

    É minha obrigação ser transparente: a rinoplastia secundária raramente alcança a mesma perfeição que uma rinoplastia primária bem executada poderia ter alcançado. As limitações impostas pela cirurgia anterior são reais — cartilagem faltante, fibrose, pele comprometida.

    Entretanto, na grande maioria dos casos, é possível alcançar uma melhora significativa tanto estética quanto funcional. Muitos dos meus pacientes de revisão consideram o resultado transformador — não perfeito, mas incomparavelmente melhor que o ponto de partida.

    Conclusão

    A rinoplastia secundária é uma subespecialidade dentro da rinoplastia que exige experiência, domínio de enxertos estruturais e honestidade com o paciente. Se você passou por uma rinoplastia e o resultado não corresponde ao esperado, saiba que existem soluções — mas escolha com cuidado o cirurgião para essa revisão.

    Se você não está satisfeito com o resultado de uma rinoplastia anterior, agende uma consulta para uma avaliação detalhada. Serei honesto sobre o que é possível melhorar e apresentarei um plano de reconstrução personalizado para o seu nariz.

  • Recuperação Cirúrgica: Tudo o Que Ninguém Te Conta

    Recuperação Cirúrgica: Tudo o Que Ninguém Te Conta

    A Recuperação Real vs A Recuperação Idealizada

    Na internet e nas redes sociais, a narrativa sobre cirurgia plástica frequentemente pula da consulta direto para o resultado final. Mostra-se o antes e o depois, mas omite-se o durante — aquele período entre a cirurgia e o resultado estabilizado que é, na verdade, a parte mais desafiadora de toda a jornada.

    Como cirurgião plástico em Londrina, acompanho meus pacientes por meses após cada procedimento. Conheço intimamente cada fase da recuperação e, neste artigo, vou compartilhar tudo aquilo que raramente é discutido mas que faz toda a diferença na experiência do paciente.

    O Primeiro Dia: Mais Tranquilo do Que Você Imagina

    A maioria dos pacientes se surpreende positivamente com o primeiro dia pós-operatório. Graças à analgesia administrada durante a cirurgia e à medicação prescrita, a dor é geralmente muito menor do que o esperado. O que predomina é uma sensação de cansaço, sonolência (efeito residual da sedação) e desconforto — não dor aguda.

    É importante manter a cabeça elevada, tomar a medicação nos horários prescritos e ter paciência. O curativo pode ser desconfortável, e a impossibilidade de ver o resultado gera ansiedade — isso é normal.

    Dias 2-5: O Pico do Inchaço

    É aqui que a realidade começa a divergir da expectativa. O inchaço atinge seu pico entre o segundo e o quarto dia, e muitos pacientes ficam assustados com o que veem no espelho. Em um lifting facial, o rosto pode parecer muito diferente do habitual. Em uma rinoplastia, o nariz inchado pode parecer maior que antes. Na blefaroplastia, as equimoses podem dar uma aparência assustadora.

    O que ninguém conta: este é o momento de confiar no processo. O que você vê nos primeiros dias NÃO é o resultado. Repito isso a cada consulta de retorno porque é uma das informações mais importantes de toda a jornada.

    O Fenômeno do “Post-Surgery Blues”

    Aqui está algo que poucos cirurgiões mencionam na consulta pré-operatória, mas que é extremamente comum: a oscilação emocional pós-operatória.

    Entre o terceiro e o sétimo dia, muitos pacientes experimentam tristeza, arrependimento ou ansiedade. Os fatores são múltiplos:

    • A aparência inchada e equimótica gera frustração
    • A limitação de atividades causa sensação de impotência
    • O efeito da anestesia e das medicações no humor
    • A privação de sono (desconforto pode atrapalhar o sono)
    • O isolamento social temporário

    Essa fase é normal, transitória e atinge a grande maioria dos pacientes — inclusive os que ficam completamente satisfeitos com o resultado final. Saber que isso vai acontecer e que vai passar é talvez a informação mais valiosa que posso compartilhar.

    Semanas 2-4: A Fase da Impaciência

    O inchaço está diminuindo, as equimoses mudaram de roxo para amarelado e o paciente já se sente fisicamente melhor. Começa a sair de casa, retoma algumas atividades e, inevitavelmente, começa a analisar obsessivamente o resultado em formação.

    Nesta fase, a pergunta mais frequente que recebo é: “Doutor, está normal?” Na maioria absoluta das vezes, está tudo dentro do esperado — mas o paciente, sem referência do que é normal para cada fase, preocupa-se com qualquer detalhe.

    Assimetrias temporárias são comuns nesta fase. O inchaço não resolve uniformemente — um lado pode desinchar antes do outro, criando uma assimetria que será transitória mas que causa preocupação.

    Meses 1-3: Os Altos e Baixos

    A recuperação não é linear. Há dias em que o paciente se olha no espelho e ama o que vê, e dias em que percebe inchaço residual ou algum detalhe que o preocupa. Essa oscilação é normal e esperada.

    O que ninguém conta: o resultado vai melhorando progressivamente, mas não em linha reta. Há flutuações — manhãs com mais inchaço, noites melhor. Dias em que tudo parece ótimo e dias em que parece que “não adiantou nada”. Isso faz parte do processo.

    6-12 Meses: O Resultado Real

    Dependendo do procedimento, o resultado final estabiliza entre 6 e 12 meses. Para a rinoplastia, pode levar até 18 meses na ponta nasal. Para o lifting facial, 6 meses é uma boa referência. Para a blefaroplastia, 3-4 meses.

    É nessa fase que a satisfação atinge seu ápice. O inchaço desapareceu completamente, as cicatrizes amadureceram, os tecidos se acomodaram em sua posição definitiva e o paciente finalmente vê aquilo que o cirurgião projetou desde o planejamento.

    O Que Ninguém Fala: A Lista Completa

    • Coceira: é sinal de cicatrização, mas pode ser enlouquecedora. Medicações e cremes ajudam
    • Dormência: áreas operadas podem ficar com sensibilidade alterada por semanas a meses. É normal e resolve na grande maioria dos casos
    • Dificuldade para sorrir: após lifting facial, o sorriso pode parecer “diferente” nas primeiras semanas. Normaliza completamente
    • Cabelo: anestesia geral pode causar queda temporária de cabelo (eflúvio telógeno) 2-3 meses após a cirurgia. Reversível
    • Cansaço: a fadiga pós-operatória pode durar semanas. O corpo está investindo energia na cicatrização
    • Constipação: efeito colateral comum de analgésicos opioides. Fibras e hidratação ajudam
    • Dificuldade para dormir: ter que dormir em posição específica (cabeça elevada, de barriga para cima) é desconfortável para muitos

    Dicas Práticas Para Uma Boa Recuperação

    • Siga as orientações ao pé da letra: cada orientação existe por uma razão. Não improvise
    • Não pesquise no Google: pesquisar complicações cirúrgicas na internet só aumenta a ansiedade. Confie na sua equipe médica
    • Tire fotos periódicas: quando você se vê todos os dias, não percebe a evolução. Fotos semanais mostram a progressão
    • Mantenha contato com o cirurgião: não hesite em ligar ou enviar mensagem se algo o preocupar
    • Alimente-se bem: proteínas, vitamina C, zinco — nutrientes que favorecem a cicatrização
    • Seja paciente: este é o conselho mais importante e o mais difícil de seguir

    A Gratificação Que Vem

    Apesar de todos os desafios da recuperação, a grande maioria dos meus pacientes — mais de 95% — declara que faria tudo de novo. O resultado final compensa amplamente o desconforto temporário. A chave é estar preparado para o processo e não apenas para o resultado.

    Se você está se preparando para uma cirurgia plástica e quer entender melhor o que esperar da recuperação, agende uma consulta. Terei prazer em explicar em detalhes cada fase do pós-operatório do seu procedimento específico, para que você atravesse o processo com tranquilidade e confiança.

  • Como Me Preparar Para Minha Cirurgia Plástica: Guia Completo

    Como Me Preparar Para Minha Cirurgia Plástica: Guia Completo

    A Preparação Faz Toda a Diferença

    Uma cirurgia plástica bem-sucedida começa muito antes do dia da operação. Em minha experiência como cirurgião plástico em Londrina, percebo claramente que pacientes bem preparados têm recuperações mais tranquilas, menos ansiedade e melhores resultados. A preparação adequada elimina surpresas, reduz riscos e permite que você atravesse o processo com confiança.

    Neste guia, compilei todas as orientações que dou aos meus pacientes nas semanas que antecedem a cirurgia.

    4 a 6 Semanas Antes

    Exames Pré-Operatórios

    Após a consulta e a decisão de operar, solicito exames laboratoriais e de imagem que variam conforme o procedimento e o perfil do paciente. Os mais comuns incluem:

    • Hemograma completo
    • Coagulograma (TP, TTPA, INR)
    • Glicemia de jejum
    • Ureia e creatinina
    • Eletrocardiograma
    • Risco cirúrgico (avaliação cardiológica)

    Se houver qualquer alteração nos exames, ajustamos antes de prosseguir. A segurança sempre vem primeiro.

    Medicações a Suspender

    Este é um dos pontos mais importantes da preparação:

    • Aspirina e anti-inflamatórios (ibuprofeno, diclofenaco): suspender pelo menos 14 dias antes. Esses medicamentos interferem na coagulação e aumentam o risco de sangramento
    • Anticoagulantes: manejo em conjunto com o médico prescritor — nunca suspenda por conta própria
    • Vitamina E em doses altas: suspender 14 dias antes
    • Suplementos à base de ginkgo biloba, ginseng, alho em cápsulas: suspender 14 dias antes — são antiagregantes naturais
    • Anticoncepcionais: a conduta varia conforme o procedimento e o risco tromboembólico — discutimos caso a caso

    Medicações de uso contínuo como anti-hipertensivos, antidepressivos e hormônios tireoidianos geralmente são mantidos. Sempre oriento individualmente.

    Tabagismo

    Se você fuma, a recomendação é parar pelo menos 4 semanas antes da cirurgia — e preferencialmente não retomar depois. O tabagismo compromete seriamente a cicatrização, aumenta o risco de necrose de retalhos, infecção e complicações respiratórias. Em procedimentos como o lifting facial, o risco é tão significativo que considero o tabagismo ativo uma contraindicação relativa.

    2 a 3 Semanas Antes

    Alimentação

    Uma alimentação equilibrada nas semanas que antecedem a cirurgia favorece a cicatrização e a recuperação:

    • Priorize proteínas de boa qualidade — fundamentais para a reparação tecidual
    • Consuma frutas e vegetais ricos em vitamina C — essencial para a produção de colágeno
    • Mantenha-se bem hidratado — 2 litros de água por dia no mínimo
    • Evite excesso de sal — reduz retenção de líquidos no pós-operatório
    • Evite álcool nas duas semanas anteriores

    Planejamento Doméstico

    Prepare sua casa para o período de recuperação:

    • Faça compras de supermercado para pelo menos 7-10 dias
    • Prepare refeições que possam ser congeladas
    • Organize seus medicamentos pós-operatórios em local de fácil acesso
    • Deixe toalhas e roupas confortáveis separadas
    • Se necessário, organize cuidados para filhos ou animais de estimação
    • Posicione itens de uso frequente em altura acessível — evitar se abaixar ou esticar

    Planejamento Profissional

    O tempo de afastamento varia conforme o procedimento:

    • Procedimentos menores (otoplastia, bichectomia): 5-7 dias
    • Blefaroplastia: 7-10 dias
    • Rinoplastia: 10-14 dias
    • Lifting facial: 14-21 dias

    Comunique seu afastamento com antecedência e delegue responsabilidades. Nada atrapalha mais a recuperação do que a ansiedade de questões profissionais pendentes.

    1 Semana Antes

    Confirmações Práticas

    • Confirme o horário e local da cirurgia
    • Confirme o acompanhante que ficará com você no dia e na primeira noite
    • Prepare as roupas que usará no dia — roupas com abertura frontal (botões ou zíper), confortáveis e folgadas
    • Tenha documentos e carteirinha do plano (se aplicável) organizados

    Cuidados com a Pele

    Se prescrito protocolo de preparação cutânea (comum em dermoabrasão e cirurgias faciais), este é o momento de estar em dia com ele. Mantenha a pele limpa, hidratada e protegida do sol.

    Véspera da Cirurgia

    • Jejum: geralmente 8 horas para sólidos e 6 horas para líquidos claros. Sigo as orientações específicas do anestesista
    • Banho: banho completo com sabonete antisséptico (clorexidina) conforme orientação
    • Não aplicar cremes, maquiagem, perfumes ou esmalte nas unhas
    • Remover joias, piercings, lentes de contato
    • Descansar: uma boa noite de sono faz diferença

    O Dia da Cirurgia

    Chegue no horário marcado, acompanhado. Você será recebido pela equipe, terá um acesso venoso instalado e conversará comigo e com o anestesista antes de entrar no centro cirúrgico.

    A ansiedade pré-operatória é natural e esperada. Não tenha vergonha de expressá-la — converse com a equipe, tire últimas dúvidas. A comunicação aberta reduz significativamente o estresse.

    Preparação Emocional

    Além da preparação física, a preparação emocional é igualmente importante:

    • Expectativas realistas: releia as informações discutidas na consulta. O resultado final leva semanas a meses para se consolidar — o que você verá nos primeiros dias não é o resultado definitivo
    • Aceite o desconforto temporário: inchaço, equimoses e desconforto fazem parte do processo e são transitórios
    • Rede de apoio: ter alguém de confiança para ajudá-lo nos primeiros dias é fundamental — tanto prática quanto emocionalmente
    • Paciência: a recuperação não é linear. Há dias melhores e piores. Isso é normal

    O Que Levar Para o Hospital/Clínica

    • Documentos pessoais e do convênio
    • Medicações de uso contínuo
    • Roupa confortável com abertura frontal
    • Chinelo ou sapato fácil de calçar
    • Carregador de celular
    • Não leve objetos de valor

    Se você tem uma cirurgia plástica marcada ou está considerando agendar, e gostaria de tirar todas as suas dúvidas sobre a preparação, agende uma consulta. Terei prazer em orientar pessoalmente cada etapa para que sua experiência seja a mais tranquila e segura possível.

  • Rinoplastia Estruturada: Por Que é Minha Técnica de Escolha

    Rinoplastia Estruturada: Por Que é Minha Técnica de Escolha

    Se existe uma cirurgia em que a técnica faz toda a diferença entre um resultado excelente e uma complicação futura, é a rinoplastia. Ao longo de mais de duas décadas operando narizes em Londrina, testemunhei a evolução das técnicas e adotei definitivamente a rinoplastia estruturada como minha abordagem principal. Neste artigo, explico por que essa técnica produz resultados superiores e mais previsíveis.

    O Que é a Rinoplastia Estruturada

    A rinoplastia estruturada — também chamada de rinoplastia com enxertos estruturais — é uma filosofia cirúrgica que se baseia em construir e reforçar a estrutura do nariz usando enxertos de cartilagem, ao invés de simplesmente remover tecido e contar com a cicatrização para definir a forma final.

    O conceito fundamental é: um nariz bem operado precisa de estrutura forte para manter sua forma ao longo dos anos. Sem sustentação adequada, as forças de cicatrização e da gravidade podem deformar o resultado com o tempo.

    A Evolução da Rinoplastia: Do Reductivo ao Estrutural

    Para entender o valor da abordagem estruturada, é útil conhecer um pouco de história:

    A Era Redutiva

    Por décadas, a rinoplastia era predominantemente redutiva — o cirurgião removia cartilagem, raspava osso e reduzia estruturas. O pensamento era: “o nariz é grande demais, vamos diminuir.” O resultado imediato podia ser satisfatório, mas com o tempo, muitos narizes operados dessa forma desenvolviam problemas:

    • Colapso da ponta nasal (nariz em “bico de papagaio”)
    • Obstrução respiratória por colapso das válvulas nasais
    • Irregularidades visíveis no dorso
    • Ponta amorfada e sem definição
    • Retração alar

    A Revolução Estrutural

    A partir dos anos 90, cirurgiões visionários como Jack Gunter e Rod Rohrich perceberam que a chave para resultados duradouros era fortalecer a estrutura ao invés de enfraquecê-la. Nasceu a rinoplastia estruturada — e ela transformou completamente os resultados a longo prazo.

    Os Princípios da Técnica

    A rinoplastia estruturada se baseia em princípios claros:

    1. Preservar Antes de Remover

    Não removo cartilagem desnecessariamente. Cada porção de cartilagem nasal tem função estrutural — se eu posso reshaping sem remover, prefiro.

    2. Enxertar Para Sustentar

    Utilizo enxertos de cartilagem em pontos estratégicos para criar sustentação, definição e projeção. Os enxertos mais comuns que utilizo incluem:

    • Strut columelar — uma trave de cartilagem posicionada entre as cartilagens alares, funcionando como o pilar central que sustenta a ponta do nariz
    • Spreader grafts — enxertos posicionados entre o septo e as cartilagens laterais superiores, que abrem a válvula nasal interna e evitam a aparência de “teto desabado” no dorso
    • Alar batten grafts — enxertos que reforçam a parede lateral do nariz, prevenindo colapso inspiratório
    • Cap graft — enxerto sobre a ponta para refinamento e definição
    • Shield graft — enxerto que define o ponto de maior projeção da ponta

    3. Controlar a Cicatrização

    Os enxertos não apenas dão forma ao nariz — eles controlam as forças de cicatrização. Quando as estruturas são fortes e estão na posição correta, a cicatrização trabalha a nosso favor ao invés de distorcer o resultado.

    De Onde Vem a Cartilagem

    Os enxertos de cartilagem podem ser obtidos de diferentes fontes:

    • Septo nasal — a fonte primária e preferida. O septo tem cartilagem em quantidade geralmente suficiente para rinoplastia primária, além de ser a mesma cartilagem do nariz (ideal em consistência e propriedades)
    • Cartilagem auricular — da concha da orelha. Uso quando o septo não oferece cartilagem suficiente (frequente em rinoplastias secundárias). A incisão na orelha é retroauricular e praticamente invisível
    • Cartilagem costal — de uma costela. Reservada para casos complexos (rinoplastias terciárias, narizes muito depletados) onde grandes volumes de cartilagem são necessários

    Via Aberta vs Via Fechada

    A rinoplastia estruturada é mais frequentemente realizada por via aberta (endonasal externa) — com uma pequena incisão na columela (a faixa de pele entre as narinas) que permite exposição completa das estruturas nasais.

    Por que via aberta? Porque a precisão exigida pela colocação de enxertos estruturais se beneficia enormemente da visão direta. Posicionar um spreader graft ou um strut columelar com perfeição é significativamente mais fácil e seguro quando vejo exatamente onde estou trabalhando.

    A cicatriz columelar da via aberta é mínima — fica na base da columela e se torna praticamente invisível em poucas semanas.

    Vantagens da Rinoplastia Estruturada

    • Previsibilidade — como construímos a forma ativamente com enxertos, dependemos menos da imprevisibilidade da cicatrização
    • Estabilidade a longo prazo — resultados que se mantêm ao longo de anos e décadas, sem colapso ou distorção progressiva
    • Manutenção da função respiratória — a técnica reforça válvulas nasais ao invés de enfraquecê-las
    • Resultados naturais — a possibilidade de ajuste fino permite narizes que parecem naturais, não operados
    • Versatilidade — funciona para narizes que precisam ser reduzidos, aumentados, refinados ou reconstruídos

    Resultados e Durabilidade

    O resultado da rinoplastia estruturada é avaliado após 12 a 18 meses, quando todo o inchaço profundo se resolveu e os enxertos se estabilizaram. O que torna essa técnica especial é que o resultado neste ponto é essencialmente definitivo — diferentemente de técnicas redutivas, onde o nariz pode continuar mudando negativamente ao longo dos anos.

    Tenho pacientes operados há mais de 15 anos cujos narizes mantêm a mesma forma e definição — com boa projeção, ponta definida e dorso suave. Isso é estrutura trabalhando.

    A Importância da Experiência

    A rinoplastia estruturada exige experiência significativa. Saber quais enxertos usar, onde posicioná-los, quanta cartilagem utilizar e como fixá-los são decisões que dependem de julgamento clínico refinado. Cada nariz é diferente, e a abordagem estruturada precisa ser personalizada.

    É por isso que a rinoplastia é frequentemente chamada de “a cirurgia mais difícil da face” — porque milímetros fazem diferença e não existe uma fórmula única.

    Conclusão

    A rinoplastia estruturada representa o estado da arte em cirurgia do nariz. Ao construir e reforçar ao invés de simplesmente remover, ela produz narizes funcionais, estéticos e estáveis a longo prazo. É minha técnica de escolha porque consistentemente entrega o que os pacientes mais desejam: um nariz natural, bonito e que respira bem.

    Se você está considerando uma rinoplastia e deseja entender como a abordagem estruturada pode beneficiar o seu caso, agende uma consulta. Avaliarei a anatomia do seu nariz pessoalmente e explicarei como podemos alcançar o resultado que você busca com segurança e previsibilidade.