O que é o clitóris?
O clitóris é um pequeno órgão erétil localizado na vulva, à frente da uretra e entre os pequenos lábios. Embriologicamente, tem a mesma origem tecidual do pênis masculino. Por isso, apresenta estruturas semelhantes em escala menor: glande, prepúcio e corpos cavernosos (responsáveis pela ereção).
Trata-se de uma das zonas erógenas de maior sensibilidade. Seus prolongamentos laterais à uretra e à vagina se dilatam durante o estímulo, aumentando a lubrificação vaginal.
Clitoromegalia: o aumento do clitóris
Quando o clitóris permanece aumentado em repouso, sem qualquer estímulo, chamamos de clitoromegalia (ou hipertrofia clitoriana). A causa principal é a exposição excessiva a andrógenos (hormônios masculinos) em alguma fase da vida.
Entre os fatores mais comuns estão: predisposição genética, hiperplasia adrenal congênita, síndrome dos ovários policísticos (SOP), tumores produtores de andrógenos e uso de anabolizantes androgênicos. Algumas pacientes apresentam o aumento desde a infância; outras o desenvolvem após uso de anabolizantes. O aumento causado por esses medicamentos não regride totalmente, mesmo após anos sem utilizá-los.
Aspectos psicológicos
Algumas mulheres convivem bem com o clitóris aumentado. Porém, o aumento pode causar desconforto durante a relação sexual, ao usar roupas justas ou ao praticar exercícios como ciclismo.
Em outros casos, gera constrangimento, vergonha ou até disforia corporal, levando à perda de interesse sexual. Esse impacto na qualidade de vida justifica a busca por avaliação especializada. Na consulta, avalio o grau de incômodo e discuto com a paciente a real necessidade da cirurgia.
Entenda a diferença entre clitoroplastia e clitoropexia
A clitoroplastia reduz efetivamente o tamanho do clitóris. Já a clitoropexia apenas reposiciona o clitóris na vulva com pontos de fixação, sem alterar seu volume. Na internet, alguns profissionais usam os termos como sinônimos, o que pode gerar confusão.
A clitoropexia pode disfarçar casos discretos de aumento. Porém, quando a hipertrofia é significativa, a clitoroplastia oferece resultado mais satisfatório. Procure um especialista com experiência em ambas as técnicas para indicar a melhor opção.
Especialização nos Estados Unidos
A clitoroplastia não é amplamente difundida no Brasil. A maioria dos profissionais realiza apenas a clitoropexia, por desconhecimento da técnica ou receio de complicações. Por isso, busquei formação nos Estados Unidos com o Dr. Gary Alter (urologista e cirurgião plástico, criador da técnica Wedge de ninfoplastia) e a Dra. Christine A. Hamori (cirurgiã plástica).
Desde então, realizo clitoroplastia em pacientes de todo o Brasil e do exterior. O clitóris possui mais de 8.000 terminações nervosas, o que exige técnica extremamente refinada para preservar a sensibilidade por completo.
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Inscreva-se no YouTubeAssista à minha explicação sobre a cirurgia de redução de clitóris em Londrina

Pré-operatório
Importante: pré-requisito para realizar a redução de clitóris
Se a causa da clitoromegalia for o uso de anabolizantes androgênicos, exijo pelo menos seis meses sem essas substâncias antes da cirurgia. A paciente também precisa compreender que não poderá retomar o uso, pois o risco de o clitóris aumentar novamente é quase certo.
A consulta
Na consulta, avalio tamanho, formato e posição do clitóris e da glande, além de prepúcio, pequenos lábios, grandes lábios, região pubiana e períneo. Essa avaliação completa permite indicar o tratamento mais adequado para cada caso.
Exames
Solicito os seguintes exames antes da clitoroplastia:
- Hemograma completo;
- TAP com INR + KPTT;
- Ureia;
- Creatinina;
- Glicemia de jejum;
- Proteínas totais e frações
- Vitamina D
- Vitamina C
- Exame de urina tipo I;
- Eletrocardiograma;
- Risco cirúrgico, que consiste na avaliação com o cardiologista.
A anestesia
A clitoroplastia é um procedimento delicado, quase uma microcirurgia. Os vasos e nervos precisam ser isolados e preservados para manter a sensibilidade e a vascularização.
Evito a anestesia local nessa cirurgia porque ela pode distorcer a anatomia e causar vasoconstrição dos vasos que irrigam o clitóris. Prefiro anestesia geral ou, em alguns casos, bloqueio (raquianestesia) com sedação.
A cirurgia de clitoroplastia
Início
Inicio com uma incisão circunferencial na base do clitóris, em sentido oblíquo, para preservar a pele na face dorsal da glande e evitar incômodo durante a ereção. Em seguida, libero a pele cuidadosamente ao redor do clitóris, expondo-o por completo. Passo um fio de reparo na glande para auxiliar a apresentação. A hemostasia deve ser meticulosa para evitar lesão à artéria e veias dorsais.
Dissecção e isolamento do feixe vásculo-nervoso
O passo seguinte consiste em duas incisões verticais paramendianas, uma de cada lado da face ventral, expondo os dois corpos cavernosos. Isolo então todo o feixe vásculo-nervoso dorsal com o auxílio de um cordão ou dreno de Penrose n. 1 para evitar lesões.
Redução dos corpos cavernosos
Reduzo cada corpo cavernoso retirando um segmento cujo comprimento varia conforme o caso. Realizo sutura hemostática nos cotos proximais e, na sequência, aplico um ponto com fio PDS 5-0 de cada lado, reunindo os cotos proximais aos distais. Nesse momento, a redução no comprimento do clitóris já é nítida.
Banho de vasodilatador para evitar espasmo vascular
Antes da fixação, banho o feixe vásculo-nervoso com solução vasodilatadora contendo lidocaína ou papaverina para prevenir isquemia do pedículo vascular por espasmo.
Fixação do clitóris (clitoropexia)
A clitoropexia também faz parte da clitoroplastia e serve para posicionar o clitóris conforme desejado. Nesse caso, o risco de recidiva é mínimo, pois os corpos cavernosos já foram reduzidos. Quando realizada isoladamente, sem redução dos corpos, o risco de o clitóris voltar ao tamanho anterior é maior. Durante essa etapa, verifico com atenção a integridade da vascularização da glande.
Sutura e ajustes
Nessa etapa, ressuturo a pele sobre o clitóris e trato eventuais excessos de prepúcio, pequenos lábios ou grandes lábios. Quando indicado, um enxerto de gordura nos grandes lábios pode ajudar a harmonizar ainda mais o resultado.
Redução da glande
A etapa final é a avaliação da glande e, se necessário, sua redução. A maior sensibilidade concentra-se nas posições 12h e 6h (usando a analogia do relógio). Por isso, retiro um segmento triangular nas posições 3h e 9h, reduzindo o clitóris em todas as dimensões e preservando a sensibilidade ao máximo.
Pós-operatório
A recuperação da clitoroplastia costuma ser tranquila. Pode haver desconforto discreto na primeira semana, que analgésicos comuns controlam bem.
Pomada
Indico pomada de sulfadiazina de prata a 1% durante a primeira semana. Trata-se de um antibiótico tópico eficaz, especialmente importante por ser uma área úmida com sutura não exposta.
Retorno à atividade sexual
Recomendo aguardar no mínimo seis semanas antes de retomar relações sexuais. Essa orientação vale para qualquer cirurgia íntima, incluindo a clitoroplastia.
Sensibilidade
A dúvida mais frequente é sobre o risco de perda de sensibilidade. Embora esse risco sempre exista em teoria, nenhuma paciente que operei apresentou perda de sensibilidade ou necrose do clitóris. A técnica que emprego prioriza a preservação integral do feixe neurovascular.
Pontos
Todos os pontos utilizados são absorvíveis: fios de vicryl 5-0 incolor e PDS 5-0 e 6-0, cada um aplicado em uma região específica. Quando a glande é reduzida, pode ser necessário retirar algum ponto no retorno de dois meses, caso os fios de PDS 6-0 não tenham sido absorvidos.
Agende pelo WhatsApp
Entre em contato com a clínica e agende uma avaliação para clitoroplastia ou outras modalidades de cirurgia íntima. Posso indicar os melhores tratamentos para o seu caso.
A clitoroplastia é frequentemente combinada com a ninfoplastia, a prepucioplastia e o enxerto de gordura nos grandes lábios. Conheça também a redução de grandes lábios, a lipoaspiração pubiana, o lifting do monte de Vênus, a perineoplastia, a vaginoplastia e a himenoplastia. Saiba mais sobre investimento e consulta online.
Dr. Walter Zamarian Jr.
Cirurgião Plástico em Londrina - PR
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Perguntas frequentes sobre clitoroplastia
O que causa o aumento do clitóris?
As causas mais comuns de clitoromegalia incluem uso de anabolizantes androgênicos, hiperplasia adrenal congênita, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e fatores genéticos. Tumores produtores de andrógenos também podem ser responsáveis. Investigo a causa antes de indicar qualquer tratamento, pois ela influencia o planejamento cirúrgico. O aumento causado por anabolizantes não regride totalmente, mesmo após anos sem o uso.
Qual a diferença entre clitoroplastia e clitoropexia?
A clitoroplastia reduz efetivamente o tamanho do clitóris, incluindo os corpos cavernosos e, quando necessário, a glande. A clitoropexia apenas reposiciona o clitóris com pontos de fixação, sem alterar o volume. Indico a clitoropexia para casos discretos e a clitoroplastia para hipertrofias mais significativas.
A clitoroplastia preserva a sensibilidade?
A preservação da sensibilidade é a prioridade absoluta dessa cirurgia. Isolo cuidadosamente o feixe vásculo-nervoso dorsal e utilizo banho de solução vasodilatadora para prevenir espasmos vasculares. Nenhuma paciente que operei até hoje apresentou perda de sensibilidade ou necrose.
Como é a recuperação após a clitoroplastia?
A recuperação costuma ser tranquila. O desconforto na primeira semana é discreto e controlado com analgésicos comuns. Recomendo pomada de sulfadiazina de prata a 1% para prevenir infecções. A maioria das pacientes retoma atividades leves em poucos dias, e os pontos utilizados são absorvíveis.
Quando posso retomar a atividade sexual após a cirurgia?
Recomendo aguardar no mínimo seis semanas. Esse período permite a cicatrização completa dos tecidos e preserva o resultado cirúrgico. A orientação vale para todas as cirurgias íntimas.
Qual a formação do Dr. Zamarian em clitoroplastia?
A clitoroplastia ainda é pouco difundida no Brasil. Para dominar essa técnica, busquei formação com os Drs. Gary Alter e Christine A. Hamori, referências mundiais em cirurgia genital. Essa especialização me permite oferecer a clitoroplastia com segurança e resultados consistentes.
Qual tipo de anestesia é utilizada na clitoroplastia?
Prefiro anestesia geral ou, em alguns casos, raquianestesia com sedação. Evito anestesia local porque ela pode distorcer a anatomia e causar vasoconstrição dos vasos que irrigam o clitóris. Como se trata de uma cirurgia quase microscópica, a escolha da anestesia adequada é essencial para a segurança.
Preciso parar de usar anabolizantes antes da cirurgia?
Sim. Exijo pelo menos seis meses sem anabolizantes androgênicos antes da clitoroplastia. Além disso, o uso não pode ser retomado nunca mais, pois o risco de o clitóris aumentar novamente é quase certo. Essa orientação é inegociável.
A clitoroplastia pode ser combinada com outras cirurgias íntimas?
Sim. Combino frequentemente a clitoroplastia com ninfoplastia (redução dos pequenos lábios), redução de prepúcio ou enxerto de gordura nos grandes lábios. Na consulta, avalio toda a região íntima e indico os procedimentos que podem ser realizados em conjunto para um resultado harmonioso.
O clitóris pode voltar a aumentar após a clitoroplastia?
O risco de recidiva é extremamente baixo, pois a técnica inclui redução efetiva dos corpos cavernosos. A clitoropexia complementar posiciona o clitóris, mas é a redução dos corpos que garante estabilidade. O risco real de recidiva existe apenas com o retorno ao uso de anabolizantes androgênicos.

