Categoria: blefaroplastia

  • Blefaroplastia Combinada com Lifting: Rejuvenescimento Completo

    Blefaroplastia Combinada com Lifting: Rejuvenescimento Completo

    Na minha prática em Londrina, a combinação mais frequente de procedimentos faciais é, sem dúvida, o lifting facial deep plane com blefaroplastia. A razão é simples: olhos e face envelhecem juntos, e tratá-los separadamente pode criar uma desarmonia — olhos rejuvenescidos em uma face envelhecida, ou vice-versa.

    Neste artigo, explico por que essa combinação faz tanto sentido, como é realizada e quais as vantagens de abordar tudo em um único tempo cirúrgico.

    Por Que Combinar Faz Sentido

    O envelhecimento facial é um processo global. As mesmas forças que causam flacidez na face — gravidade, perda de colágeno, atrofia de gordura — também afetam as pálpebras. A maioria dos pacientes que se beneficia de um lifting facial também apresenta algum grau de envelhecimento palpebral:

    • Excesso de pele nas pálpebras superiores
    • Bolsas nas pálpebras inferiores
    • Sulco lacrimal marcado
    • Pálpebras pesadas que contribuem para o aspecto cansado

    Tratar a face e ignorar os olhos seria como renovar uma casa e deixar as janelas velhas. O resultado seria incompleto e perceptivelmente incongruente.

    Vantagens da Cirurgia Combinada

    Uma Única Anestesia e Recuperação

    A vantagem mais prática: em vez de duas cirurgias, duas anestesias e dois períodos de recuperação, o paciente passa por tudo uma única vez. A recuperação combinada não é significativamente mais longa que a do lifting isolado — as pálpebras cicatrizam dentro do mesmo período de recuperação facial.

    Resultado Harmonioso

    Quando opero olhos e face simultaneamente, consigo calibrar o resultado de forma integrada. Posso ajustar a quantidade de pele removida das pálpebras considerando o efeito do lifting na posição dos tecidos periorbitais. Esse ajuste fino só é possível quando os procedimentos são realizados juntos.

    Custo-Benefício

    O custo combinado é tipicamente menor que a soma de duas cirurgias separadas, pois compartilha-se o centro cirúrgico, a anestesia e parte do acompanhamento pós-operatório.

    Sinergia Técnica

    Do ponto de vista técnico, o lifting deep plane e a blefaroplastia se complementam. O lifting reposiciona os tecidos do terço médio da face, o que influencia diretamente a transição pálpebra-bochecha. A blefaroplastia refina as pálpebras. Juntos, o rejuvenescimento da região periorbital é muito mais completo.

    Como é Realizada a Combinação

    Na minha abordagem, a sequência cirúrgica é:

    • Início: blefaroplastia superior bilateral — marcação e remoção do excesso de pele, tratamento de gordura e eventual correção de ptose
    • Lifting deep plane: realizo o lifting facial completo, incluindo deep neck lift quando indicado
    • Blefaroplastia inferior: realizo por último, pois o lifting pode alterar ligeiramente a posição da pálpebra inferior e preciso ver o resultado do reposicionamento antes de finalizar
    • Enxerto de gordura: se indicado, é feito integrado ao procedimento

    O tempo cirúrgico total para a combinação completa varia de 4 a 6 horas, dependendo da extensão de cada componente.

    Cuidados Específicos no Pós-Operatório Combinado

    A recuperação do procedimento combinado segue as mesmas fases do lifting, com atenção adicional aos olhos:

    • Compressas frias: focadas tanto nas pálpebras quanto na face
    • Colírios lubrificantes: essenciais nos primeiros 7-10 dias
    • Cabeça elevada: fundamental para reduzir inchaço facial e palpebral simultaneamente
    • Proteção solar: especialmente rigorosa sobre as cicatrizes palpebrais

    O pico de inchaço ocorre no 2º-3º dia e resolve progressivamente. A maioria dos pacientes retorna socialmente em 2 a 3 semanas — praticamente o mesmo período do lifting isolado.

    A Importância do Planejamento Integrado

    O planejamento de uma cirurgia combinada exige experiência e visão holística. Preciso considerar como cada procedimento influencia o outro:

    • O lifting tensiona ligeiramente a pele lateral das pálpebras — isso afeta quanto de pele posso remover na blefaroplastia
    • A blefaroplastia inferior precisa considerar o novo posicionamento do terço médio após o lifting
    • A quantidade de gordura a ser redistribuída nas pálpebras deve harmonizar com o enxerto de gordura facial

    É esta visão integrada — face e olhos como uma unidade estética — que diferencia um resultado excelente de um resultado apenas bom.

    Outros Procedimentos que Podem ser Adicionados

    Além da blefaroplastia, frequentemente adiciono ao lifting:

    • Enxerto de gordura facial — para restaurar volume em maçãs, têmporas e sulcos
    • Lip lift — para rejuvenescer o lábio superior
    • Elevação do supercílio — quando as sobrancelhas contribuem para o envelhecimento do olhar
    • Resurfacing com laser ou peeling — para melhorar a qualidade da pele

    A beleza de uma abordagem combinada bem planejada é que cada procedimento complementa os demais, resultando em um rejuvenescimento verdadeiramente completo e harmonioso.

    Conclusão

    A combinação de blefaroplastia com lifting facial deep plane é a abordagem mais completa para rejuvenescimento facial. Ao tratar olhos e face simultaneamente, alcançamos harmonia, naturalidade e um resultado que não seria possível com procedimentos isolados.

    Se você deseja um rejuvenescimento completo que inclua face, pescoço e olhos, agende uma consulta. Avaliarei todas as áreas que se beneficiariam de tratamento e apresentarei um plano cirúrgico integrado e personalizado para o seu caso.

  • Olheiras e Bolsas: O Que a Cirurgia Resolve (e o Que Não Resolve)

    Olheiras e Bolsas: O Que a Cirurgia Resolve (e o Que Não Resolve)

    Olheiras e bolsas são queixas universais — quase todo mundo tem algum grau de incômodo com a região abaixo dos olhos. Mas o que muitos não sabem é que “olheiras” e “bolsas” são termos genéricos que englobam diferentes condições, com diferentes causas e diferentes tratamentos. Nem toda olheira é cirúrgica, e nem toda bolsa precisa de bisturi.

    Neste artigo, quero ser transparente sobre o que a blefaroplastia e outros procedimentos cirúrgicos resolvem — e o que está fora do alcance do cirurgião.

    Os Diferentes Tipos de Olheiras

    1. Olheira Vascular (Roxas/Azuladas)

    Causada pela transparência dos vasos sanguíneos através da pele fina da pálpebra inferior. A pele nessa região é a mais fina do corpo — apenas 0,5mm — e em algumas pessoas é tão fina que os vasos subjacentes ficam visíveis, criando uma coloração arroxeada ou azulada.

    A cirurgia resolve? Parcialmente. O enxerto de gordura pode adicionar uma camada de volume sobre os vasos, atenuando a transparência. Mas se a pele for extremamente fina, o resultado pode ser limitado.

    2. Olheira Pigmentar (Marrons/Escuras)

    Causada por excesso de melanina na pele periorbital. É mais comum em fototipos mais altos (peles morenas a negras) e tem forte componente genético. A pigmentação pode ser epidérmica (superficial) ou dérmica (profunda).

    A cirurgia resolve? Não. Olheiras pigmentares são tratadas com cremes clareadores, peelings químicos, laser específico ou luz intensa pulsada. A cirurgia não remove pigmento.

    3. Olheira Estrutural (Sulco Lacrimal)

    Causada por uma depressão na transição entre a pálpebra inferior e a bochecha — o chamado sulco lacrimal ou tear trough. Essa depressão cria uma sombra que dá aparência de olheira escura, mesmo quando não há pigmentação anormal.

    A cirurgia resolve? Sim — esta é uma das melhores indicações cirúrgicas. A redistribuição de gordura orbital (transpondo gordura das bolsas para preencher o sulco) ou o enxerto de gordura preenchem essa depressão com excelente resultado.

    4. Olheira por Perda de Volume (Esqueletização)

    Com o envelhecimento, a gordura periorbital se redistribui e o osso orbital se alarga. Isso cria um aspecto encovado, com sombras profundas ao redor dos olhos.

    A cirurgia resolve? Sim, com enxerto de gordura para restaurar o volume perdido. Preenchimento com ácido hialurônico também pode ajudar, mas com resultado temporário.

    Os Diferentes Tipos de Bolsas

    1. Bolsas Gordurosas (Herniação de Gordura Orbital)

    São protuberâncias causadas pela gordura orbital que se projeta através do septo orbital enfraquecido. Podem ser genéticas (presentes desde a juventude) ou adquiridas com o envelhecimento.

    A cirurgia resolve? Sim — esta é a indicação clássica da blefaroplastia inferior. Seja por via transconjuntival ou transcutânea, a remoção ou redistribuição da gordura herniada resolve definitivamente as bolsas gordurosas.

    2. Bolsas por Edema (Inchaço)

    Inchaço matinal da pálpebra inferior causado por retenção de líquido. Piora com sal, álcool, falta de sono e posição deitada prolongada. Geralmente melhora ao longo do dia.

    A cirurgia resolve? Não diretamente. O edema crônico pode ter causas sistêmicas (tireoide, alergias, problemas renais) que precisam ser investigadas e tratadas clinicamente. A blefaroplastia pode até piorar temporariamente o edema pós-operatório.

    3. “Bolsas” por Flacidez (Festões Malares)

    Os festões são acúmulos de tecido e fluido na transição entre pálpebra inferior e bochecha, criando uma ondulação descendente. São diferentes das bolsas gordurosas verdadeiras e são notoriamente difíceis de tratar.

    A cirurgia resolve? Parcialmente. Os festões podem ser melhorados com técnicas específicas (suspensão do orbicular, cauterização interna), mas sua correção completa é um dos maiores desafios da cirurgia palpebral. É fundamental honestidade sobre as limitações nestes casos.

    O Diagnóstico Correto é Tudo

    A importância de um diagnóstico preciso não pode ser subestimada. Na consulta, avalio cuidadosamente qual componente — ou combinação de componentes — está causando a queixa do paciente:

    • Examino a pele em diferentes iluminações para identificar pigmentação versus sombra
    • Palpo a região para diferenciar gordura herniada de edema
    • Avalio o sulco lacrimal e a transição pálpebra-bochecha
    • Verifico a qualidade e elasticidade da pele
    • Testo a presença de componente alérgico ou edematoso

    Com esse diagnóstico, posso informar o paciente com precisão: “A cirurgia vai resolver X e Y, mas Z precisa de outro tratamento.” Essa honestidade previne expectativas irrealistas e frustrações pós-operatórias.

    O Que a Cirurgia Resolve Muito Bem

    • Bolsas gordurosas palpebrais (herniação de gordura orbital)
    • Sulco lacrimal (com redistribuição de gordura ou enxerto)
    • Excesso de pele na pálpebra inferior (com remoção cutânea)
    • Perda de volume periorbital (com enxerto de gordura)
    • Combinação de bolsas + sulco (transposição de gordura)

    O Que Precisa de Abordagem Não Cirúrgica

    • Olheiras pigmentares (melanina) — tratamentos tópicos e laser
    • Edema crônico — investigação e tratamento clínico
    • Olheiras vasculares puras — preenchimento pode ajudar, mas skincare é a base
    • Rugas dinâmicas (pés de galinha) — toxina botulínica

    A Combinação Ideal de Tratamentos

    Na minha prática, frequentemente combino diferentes abordagens para o mesmo paciente:

    • Blefaroplastia transconjuntival para bolsas gordurosas + redistribuição de gordura para sulco lacrimal
    • Enxerto de gordura para perda de volume + laser para qualidade de pele
    • Cirurgia para o componente estrutural + cremes/peeling para o componente pigmentar

    É a combinação personalizada — e não um tratamento único — que produz os melhores resultados globais na região periorbital.

    Conclusão

    Olheiras e bolsas são condições multifatoriais que exigem diagnóstico preciso antes de qualquer tratamento. A blefaroplastia é extraordinariamente eficaz para bolsas gordurosas e problemas estruturais, mas não é solução universal. A honestidade sobre o que a cirurgia pode e não pode fazer é essencial para a satisfação do paciente.

    Se olheiras ou bolsas te incomodam e você quer entender exatamente qual o componente do seu caso e como tratá-lo adequadamente, agende uma consulta. Farei uma avaliação detalhada e explicarei com transparência quais resultados podemos alcançar.

  • Recuperação da Blefaroplastia: Dia a Dia do Pós-Operatório

    Recuperação da Blefaroplastia: Dia a Dia do Pós-Operatório

    A blefaroplastia é uma das cirurgias faciais com recuperação mais rápida e agradável, mas mesmo assim gera muitas dúvidas. Meus pacientes em Londrina querem saber exatamente o que esperar em cada fase — e eu acho que essa transparência é fundamental. Quando o paciente sabe o que é normal, fica mais tranquilo e a recuperação flui melhor.

    Neste artigo, descrevo a recuperação da blefaroplastia dia a dia, baseado na minha experiência com centenas de pacientes operados.

    Dia da Cirurgia (Dia 0)

    A blefaroplastia é realizada sob anestesia local com sedação. O procedimento dura de 40 minutos a 1 hora e meia, dependendo se operamos apenas pálpebras superiores, inferiores ou ambas.

    Ao final, aplico pomada oftálmica nos olhos e micropore sobre as incisões. O paciente sai do centro cirúrgico com os olhos levemente inchados, mas caminhando e orientado. Pode sentir os olhos pesados e lacrimejantes — efeito da pomada e da anestesia local.

    Nas primeiras horas em casa:

    • Compressas frias sobre os olhos (gaze embebida em soro gelado ou bolsa de gel) — 20 minutos com, 20 sem
    • Cabeça elevada — dormir com dois travesseiros
    • Evitar esforço visual — nada de celular, TV ou leitura nas primeiras horas
    • Tomar a medicação prescrita no horário

    Dia 1: O Amanhecer do Pós-Operatório

    O primeiro dia é quando o inchaço se manifesta de forma mais evidente. Os olhos estarão inchados, possivelmente com equimoses (roxos) começando a aparecer. Alguns pacientes acordam com os olhos parcialmente inchados a ponto de dificultar a abertura completa — é temporário e normal.

    Oriento meus pacientes a continuar com compressas frias de forma diligente. A alimentação deve ser leve, evitando sal em excesso. Hidratação abundante.

    Colírios lubrificantes são iniciados conforme prescrição — os olhos podem estar ressecados pela proximidade da cirurgia e pelo uso da pomada.

    Dias 2-3: Pico do Inchaço

    O inchaço atinge seu pico entre o segundo e terceiro dia. Os olhos podem parecer bastante inchados e as equimoses se expandem, podendo atingir as bochechas superiores. É o momento em que mais pacientes me ligam preocupados — e eu os tranquilizo: isso é absolutamente normal e temporário.

    Nesta fase, muitos pacientes conseguem abrir os olhos normalmente, mas com aspecto edemaciado. A visão não é afetada de forma significativa, embora possa haver leve turvação pela pomada oftálmica.

    Já é possível tomar banho normalmente, evitando jatos de água diretamente sobre os olhos. Lavar suavemente o rosto com sabonete neutro está liberado.

    Dias 4-5: A Virada

    A partir do quarto dia, a melhora é perceptível a cada manhã. O inchaço começa a diminuir visivelmente, as equimoses começam a mudar de cor (de roxo-azulado para amarelado-esverdeado), e os pacientes já se sentem significativamente mais confortáveis.

    Muitos retomam atividades leves em casa — leitura suave, televisão, conversas por telefone. Trabalho remoto com computador pode ser iniciado com moderação, fazendo pausas frequentes.

    Dias 5-7: Remoção dos Pontos

    Entre o quinto e sétimo dia, o paciente retorna ao consultório para remoção dos pontos. É um procedimento rápido e praticamente indolor. Após a retirada, micropore pode ser reaplicado por mais alguns dias para proteção.

    Neste momento, o inchaço já reduziu significativamente — provavelmente 50-60% do pico. As equimoses estão em fase de reabsorção. Muitos pacientes ficam positivamente surpresos com a melhora ao se olharem no espelho.

    Dias 7-10: Retorno Social

    A maioria dos meus pacientes se sente confortável para sair de casa e ter interações sociais por volta do 7º ao 10º dia. Com óculos escuros, a discretíssima equimose residual fica completamente camuflada.

    Para mulheres, maquiagem leve pode ser aplicada sobre as pálpebras a partir do 7º dia (após remoção dos pontos), o que ajuda a camuflar eventuais equimoses residuais.

    Semanas 2-3: O Resultado Começa a Aparecer

    Nas segunda e terceira semanas, o resultado da blefaroplastia começa a se revelar verdadeiramente. O inchaço residual se dissipa, as cicatrizes estão em fase inicial de maturação (ainda rosadas mas finas), e os olhos já mostram a abertura e a luminosidade desejadas.

    É neste período que pacientes começam a receber comentários como “Você está com uma aparência ótima!” ou “Descansou bastante?” — sem que ninguém perceba a cirurgia. Esse é exatamente o resultado que busco.

    Meses 1-3: Refinamento

    Ao longo dos primeiros três meses, melhorias sutis continuam ocorrendo:

    • Inchaço residual mínimo se resolve completamente
    • Cicatrizes amadurecem — de rosadas a praticamente imperceptíveis
    • Sensibilidade palpebral retorna completamente ao normal
    • O resultado final se consolida

    Cuidados Essenciais na Recuperação

    Ao longo dos anos, identifiquei os cuidados que fazem mais diferença na qualidade da recuperação:

    • Compressas frias nos primeiros 3 dias: o fator isolado que mais reduz inchaço e equimoses
    • Dormir com cabeça elevada: por pelo menos 7 dias, ajuda na drenagem do edema
    • Proteção solar: iniciar FPS 50+ sobre as cicatrizes assim que os pontos forem removidos
    • Colírios lubrificantes: manter os olhos hidratados reduz desconforto e protege a córnea
    • Evitar esforço físico: por 2 semanas — exercícios aumentam a pressão e podem piorar o inchaço ou causar sangramento
    • Não usar lentes de contato: por 2 semanas após a cirurgia
    • Evitar álcool: nos primeiros 7 dias — favorece inchaço e sangramento

    O Que NÃO é Normal

    É importante saber diferenciar o pós-operatório normal de sinais que merecem atenção:

    • Dor intensa e progressiva em um olho: pode indicar hematoma retrobulbar — requer avaliação urgente
    • Perda visual: qualquer alteração significativa na visão deve ser comunicada imediatamente
    • Inchaço que aumenta significativamente após ter diminuído: pode indicar sangramento tardio
    • Secreção purulenta: sinal de possível infecção, raro mas que exige tratamento

    Esses cenários são raros, mas é minha responsabilidade alertar os pacientes. Mantenho contato direto e acessível com todos os meus operados nos primeiros dias.

    Conclusão

    A recuperação da blefaroplastia é relativamente rápida e previsível. Com cuidados adequados, a maioria dos pacientes retorna ao convívio social em 7 a 10 dias e ao resultado final em 1 a 3 meses. A chave é seguir as orientações, ter paciência com o processo e manter comunicação aberta com o cirurgião.

    Se você está considerando uma blefaroplastia e quer entender melhor como seria a recuperação no seu dia a dia, agende uma consulta. Explicarei cada etapa do processo de forma personalizada para sua rotina e expectativas.

  • Blefaroplastia Masculina: O Que Muda?

    Blefaroplastia Masculina: O Que Muda?

    A blefaroplastia é, na minha experiência, a cirurgia facial que os homens mais procuram como procedimento isolado. Antes mesmo de considerar um lifting facial, muitos pacientes masculinos chegam ao meu consultório em Londrina com uma queixa específica: “Meus olhos parecem cansados o tempo todo.” Colegas de trabalho perguntam se dormiu mal, a câmera do computador em reuniões online acentua as bolsas, o espelho mostra alguém mais velho do que se sente.

    A blefaroplastia masculina resolve essas queixas de forma eficaz, mas exige um planejamento diferente do feminino. Neste artigo, detalho o que muda quando operamos pálpebras masculinas.

    Diferenças Anatômicas das Pálpebras Masculinas

    As pálpebras masculinas têm características distintas que influenciam o planejamento cirúrgico:

    • Sobrancelhas mais baixas e retas — enquanto a sobrancelha feminina tem um arco e fica acima da borda orbital, a masculina é mais reta e posicionada mais baixa, rente ao rebordo ósseo. Isso significa que parte do que parece excesso de pele palpebral pode ser, na verdade, peso da sobrancelha caída
    • Pele mais espessa — a pele palpebral masculina tende a ser mais grossa, o que pode fazer as pálpebras parecerem mais pesadas
    • Maior volume de gordura orbital — homens frequentemente apresentam bolsas palpebrais mais proeminentes
    • Sulco palpebral menos definido — a dobra natural da pálpebra superior é tipicamente mais baixa e menos pronunciada em homens

    O Que Não Pode Mudar: Preservando a Masculinidade

    O objetivo estético da blefaroplastia masculina é fundamentalmente diferente da feminina. Enquanto em mulheres buscamos um olhar aberto e luminoso — por vezes com sulco palpebral bem definido — em homens o objetivo é outro.

    O olhar masculino deve permanecer forte, definido e, em certo grau, profundo. Um excesso de exposição do sulco palpebral ou uma abertura ocular exagerada pode feminilizar o olhar — resultado que seria completamente inadequado.

    Na prática, isso significa que sou mais conservador na remoção de pele em homens. Prefiro deixar um pouco a mais do que correr o risco de um olhar excessivamente aberto ou “arregalado”. A sutileza é a chave.

    Planejamento Cirúrgico

    Blefaroplastia Superior Masculina

    A marcação da pele a ser removida é feita com o paciente sentado. Em homens, demarco de forma mais conservadora que em mulheres:

    • Preservo mais pele para manter a cobertura natural do sulco palpebral masculino
    • Mantenho uma distância segura da sobrancelha para evitar que cicatriz e sobrancelha fiquem muito próximas
    • Avalio cuidadosamente se há ptose do supercílio contribuindo para o excesso — se houver, pode ser necessário abordar a sobrancelha ao invés de, ou além de, remover pele

    Blefaroplastia Inferior Masculina

    As bolsas palpebrais são uma queixa muito comum em homens. Minha abordagem preferida é a via transconjuntival quando possível, pois:

    • Não deixa cicatriz externa — importante para homens que não usam maquiagem para camuflar
    • Permite redistribuição de gordura para suavizar o sulco lacrimal
    • Recuperação é mais discreta

    Quando há excesso de pele significativo na pálpebra inferior, a via transcutânea com incisão subciliar é necessária. A cicatriz é discreta, mas em homens — que não usam maquiagem — precisa ser ainda mais meticulosamente planejada.

    A Importância da Avaliação do Supercílio

    Em homens, a queda da sobrancelha (ptose do supercílio) é mais comum do que em mulheres como causa de aspecto cansado do olhar. A sobrancelha masculina, naturalmente mais pesada e mais baixa, quando desce ainda mais com o envelhecimento, empurra tecido sobre a pálpebra superior.

    Se eu simplesmente remover pele da pálpebra sem abordar a sobrancelha, o resultado será insatisfatório e de curta duração — a sobrancelha continuará empurrando tecido para baixo.

    Na consulta, avalio cuidadosamente se a queixa palpebral é de origem palpebral verdadeira (excesso de pele, ptose) ou superciliar (sobrancelha caída). Frequentemente, é uma combinação das duas. Nesses casos, posso combinar a blefaroplastia com uma elevação sutil do supercílio.

    Recuperação Específica no Homem

    A recuperação da blefaroplastia masculina segue o mesmo cronograma geral, com considerações específicas:

    • Camuflagem: como a maioria dos homens não usa maquiagem, as equimoses ficam mais visíveis e o período de afastamento social pode ser ligeiramente maior
    • Óculos escuros: tornam-se o melhor aliado durante a primeira semana
    • Barba: manter a barba sem raspar nos primeiros dias pode ajudar a desviar a atenção da região ocular durante a recuperação
    • Retorno ao trabalho: para trabalho presencial, 7 a 10 dias é o período típico. Para home office com câmera, 5 a 7 dias pode ser suficiente

    Resultados e Expectativas

    O resultado da blefaroplastia masculina deve ser perceptível mas não óbvio. O paciente deve parecer descansado e rejuvenescido — não operado. Os colegas devem notar que “algo mudou para melhor” sem conseguir identificar exatamente o quê.

    Na minha experiência, a satisfação masculina com a blefaroplastia é extremamente alta. É uma cirurgia com impacto significativo, recuperação relativamente curta e resultado natural quando bem planejada.

    Combinações Frequentes

    Homens que buscam blefaroplastia frequentemente se beneficiam de procedimentos complementares:

    • Lifting facial deep plane — quando existe flacidez facial e cervical associada
    • Elevação do supercílio — para tratar ptose do supercílio coexistente
    • Resurfacing periocular — laser ou peeling para tratar rugas ao redor dos olhos

    Conclusão

    A blefaroplastia masculina é um procedimento altamente eficaz para rejuvenescer o olhar, mas exige um planejamento que respeite as particularidades anatômicas e estéticas masculinas. Conservadorismo na remoção de pele, preservação da profundidade do olhar e avaliação cuidadosa do supercílio são as chaves para um resultado natural e satisfatório.

    Se você percebe que seus olhos não refletem mais a energia que sente, agende uma consulta. Avaliarei a anatomia das suas pálpebras e supercílios e explicarei objetivamente o que pode ser feito para rejuvenescer seu olhar de forma natural e masculina.

  • Ptose Palpebral: Quando a Pálpebra Caída Afeta a Visão

    Ptose Palpebral: Quando a Pálpebra Caída Afeta a Visão

    Existe uma diferença importante entre o excesso de pele palpebral e a ptose palpebral — e confundir as duas pode levar a um tratamento incorreto. Enquanto a dermatocálase (excesso de pele) é tratada com blefaroplastia, a ptose verdadeira exige uma abordagem cirúrgica diferente que atua no músculo elevador da pálpebra. Em Londrina, recebo com frequência pacientes que foram avaliados apenas para blefaroplastia quando, na verdade, apresentam ptose que precisa ser corrigida simultaneamente.

    O Que é Ptose Palpebral

    A ptose palpebral é a queda da pálpebra superior causada por fraqueza ou desinserção do músculo levantador da pálpebra (músculo elevador). Diferentemente do excesso de pele, que apenas encobre a pálpebra, a ptose significa que a borda da pálpebra — a margem palpebral — está posicionada mais baixa do que deveria.

    Em condições normais, a margem palpebral superior repousa cerca de 1 a 2 milímetros abaixo do limbo superior da córnea (a borda colorida do olho). Na ptose, essa margem desce, podendo cobrir parcial ou totalmente a pupila e comprometer o campo visual.

    Causas da Ptose

    Ptose Involucionária (Senil)

    É a causa mais comum e resulta do envelhecimento natural. Ao longo dos anos, a aponeurose do músculo elevador se estica ou se desinsere parcialmente da placa tarsal. É um processo gradual que se manifesta tipicamente após os 50-60 anos.

    Ptose Congênita

    Presente desde o nascimento, resulta de desenvolvimento inadequado do músculo elevador. Pode variar de leve a severa e, em casos significativos, requer correção na infância para prevenir ambliopia (olho preguiçoso).

    Ptose Mecânica

    Causada pelo peso de tumores palpebrais, cicatrizes ou edema crônico sobre a pálpebra.

    Ptose Neurogênica

    Resultado de problemas neurológicos que afetam o nervo oculomotor ou a via simpática. Pode ser sinal de condições sérias que necessitam investigação.

    Ptose Pós-Cirúrgica

    Pode ocorrer após cirurgias oculares, incluindo cirurgia de catarata, devido à manipulação do músculo elevador durante o procedimento.

    Quando a Ptose Afeta a Visão

    A ptose vai além da questão estética quando começa a obstruir o campo visual. Os sinais de que isso está acontecendo incluem:

    • Necessidade de elevar as sobrancelhas — o paciente inconscientemente contrai o músculo frontal para levantar a sobrancelha e abrir mais o olho
    • Inclinação da cabeça para trás — para enxergar sob a pálpebra caída
    • Dificuldade para ler — especialmente em direção inferior do olhar
    • Fadiga visual — cansaço excessivo dos olhos ao final do dia
    • Obstrução do campo visual superior — dificuldade para dirigir, subir escadas, atividades esportivas

    Quando a ptose compromete o campo visual, o tratamento cirúrgico deixa de ser apenas estético e se torna funcional — uma indicação médica reconhecida.

    Diagnóstico: Diferenciando Ptose de Dermatocálase

    Na consulta, realizo uma avaliação sistemática para diferenciar as duas condições:

    • Medida da fenda palpebral — a distância entre as margens das pálpebras superior e inferior
    • Distância margem-reflexo (MRD1) — a distância entre a margem palpebral e o reflexo pupilar. Normal é 4-5mm; valores menores indicam ptose
    • Função do elevador — meço a excursão do músculo elevador, que indica se a ptose pode ser corrigida por avanço da aponeurose ou se técnicas mais complexas são necessárias
    • Teste de fenilefrina — em casos selecionados, aplico um colírio que simula a correção, permitindo que o paciente visualize o resultado esperado
    • Campimetria — exame de campo visual que documenta objetivamente a obstrução

    Muitos pacientes apresentam tanto ptose quanto dermatocálase simultaneamente — e ambas precisam ser tratadas na mesma cirurgia para um resultado completo.

    O Tratamento Cirúrgico da Ptose

    Avanço ou Reinserção da Aponeurose

    A técnica mais utilizada para ptose involucionária. Através da mesma incisão do sulco palpebral usada na blefaroplastia, acesso a aponeurose do músculo elevador, avanço-a e reinsiro-a na placa tarsal na posição correta. Isso restaura a transmissão de força do músculo para a pálpebra, elevando sua margem.

    A beleza dessa abordagem é que pode ser combinada com a blefaroplastia superior no mesmo ato cirúrgico — corrijo a ptose e removo o excesso de pele simultaneamente.

    Ressecção do Músculo de Müller

    Para ptoses leves (1-2mm), a ressecção da conjuntiva e do músculo de Müller por via posterior pode ser eficaz. É uma técnica elegante para casos específicos.

    Suspensão ao Frontal

    Para ptoses severas com função do elevador muito pobre, utilizo uma fáscia ou material sintético para conectar a pálpebra diretamente ao músculo frontal, permitindo que o paciente eleve a pálpebra usando a sobrancelha. É reservada para casos mais complexos.

    A Importância de Diagnosticar a Ptose Antes da Blefaroplastia

    Este é um ponto que considero fundamental: toda blefaroplastia superior deve incluir avaliação cuidadosa para ptose. Se o cirurgião realiza apenas a remoção de pele sem corrigir uma ptose coexistente, o resultado será insatisfatório — o paciente ficará sem excesso de pele, mas com o olho ainda parcialmente fechado.

    Pior: se o excesso de pele removido estava compensando parcialmente a ptose (elevando mecanicamente a pálpebra), a blefaroplastia sem correção da ptose pode até piorar a aparência, tornando a queda mais evidente.

    Recuperação

    A recuperação da correção de ptose é semelhante à da blefaroplastia:

    • Primeiros 3-5 dias: inchaço moderado, compressas frias, repouso
    • 7 dias: remoção dos pontos
    • 10-14 dias: retorno às atividades sociais
    • 1-3 meses: resultado final se estabilizando

    Um aspecto particular da recuperação da ptose: nos primeiros dias, a pálpebra pode parecer mais elevada que o desejado (sobrecorreção). Isso é intencional — existe um relaxamento gradual nas primeiras semanas que leva a pálpebra à posição final planejada.

    Resultados

    A correção da ptose é uma das cirurgias mais gratificantes que realizo. A mudança é imediata e significativa: olhos que pareciam sonolentos e cansados se abrem, o campo visual melhora, e os pacientes frequentemente relatam uma sensação de “leveza” que não sentiam há anos.

    A satisfação é particularmente alta em pacientes que tinham ptose funcional — a melhora no campo visual transforma sua qualidade de vida, desde dirigir com mais segurança até ler sem esforço.

    Conclusão

    A ptose palpebral é uma condição que vai além da estética, podendo comprometer significativamente o campo visual e a qualidade de vida. Seu diagnóstico correto e tratamento cirúrgico adequado são fundamentais para um resultado satisfatório — especialmente quando coexiste com dermatocálase e outras alterações palpebrais.

    Se você percebe que suas pálpebras estão cada vez mais pesadas ou que precisa forçar as sobrancelhas para cima para enxergar melhor, agende uma consulta. Uma avaliação detalhada permitirá identificar se há ptose além do excesso de pele e planejar o tratamento mais completo para o seu caso.

  • Blefaroplastia Sem Cicatriz: A Técnica Transconjuntival

    Blefaroplastia Sem Cicatriz: A Técnica Transconjuntival

    Imagine poder tratar as bolsas sob os olhos sem nenhuma cicatriz visível na pele. Parece bom demais para ser verdade? Não é. A blefaroplastia transconjuntival é exatamente isso: uma técnica elegante que acessa a gordura palpebral pela parte interna da pálpebra inferior, sem nenhuma incisão externa. É uma das cirurgias que mais satisfaz meus pacientes em Londrina — pela eficácia, pela recuperação rápida e pela ausência de marcas.

    O Que é a Técnica Transconjuntival

    Na blefaroplastia transconjuntival, a incisão é feita na conjuntiva — a membrana rosada que reveste a parte interna da pálpebra inferior. Através dessa via, acesso diretamente os compartimentos de gordura orbital responsáveis pelas bolsas.

    Como a conjuntiva cicatriza de forma excelente e não deixa marca visível, o resultado é uma blefaroplastia verdadeiramente sem cicatriz externa.

    Para Quem é Indicada

    A transconjuntival é ideal para pacientes que apresentam:

    • Bolsas palpebrais proeminentes — a gordura orbital que se projeta criando protuberâncias sob os olhos
    • Pouco ou nenhum excesso de pele — a pele da pálpebra inferior tem boa qualidade e elasticidade
    • Sulco lacrimal marcado — que pode ser tratado com redistribuição de gordura
    • Idade geralmente entre 25 e 50 anos — embora não seja uma regra absoluta

    O perfil típico é o paciente mais jovem que tem bolsas palpebrais de origem genética — aquela pessoa que “sempre teve bolsas, mesmo dormindo bem” — e que ainda não desenvolveu excesso de pele significativo.

    Quando Não é Indicada

    A transconjuntival tem limitações. Ela não é a melhor escolha quando existe:

    • Excesso de pele significativo — rugas marcadas e pele redundante na pálpebra inferior necessitam de incisão externa para remoção de pele
    • Flacidez palpebral — pálpebra inferior frouxa que precisa de reforço estrutural
    • Necessidade de tratamento muscular — quando o músculo orbicular precisa ser abordado

    Nesses casos, a via transcutânea (com incisão abaixo dos cílios) pode ser mais adequada. A avaliação cuidadosa na consulta é o que determina a melhor via para cada paciente.

    A Técnica em Detalhes

    Anestesia

    Realizo a blefaroplastia transconjuntival sob anestesia local com sedação. O paciente fica confortável e relaxado durante todo o procedimento, que dura em torno de 40 a 60 minutos para ambos os olhos.

    Acesso e Tratamento da Gordura

    A pálpebra inferior é gentilmente evertida (virada para fora) e a incisão é feita na conjuntiva. Através dessa via, visualizo diretamente os três compartimentos de gordura orbital: medial (nasal), central e lateral.

    A abordagem à gordura pode ser de duas formas:

    • Remoção conservadora — retiro apenas o excesso de gordura, preservando o volume necessário para evitar um aspecto esqueletizado
    • Redistribuição (transposição) — em vez de simplesmente remover, reposiciono a gordura para preencher o sulco lacrimal. Essa técnica é particularmente elegante: usa a gordura que criava a bolsa para corrigir a depressão que criava a olheira

    Na minha prática, tenho preferido cada vez mais a redistribuição à remoção pura. O resultado é mais natural e evita o risco de aspecto encovado a longo prazo.

    Fechamento

    A incisão conjuntival pode ser fechada com uma sutura absorvível delicada ou, em muitos casos, nem precisa de sutura — a conjuntiva se reaproxima naturalmente e cicatriza em poucos dias.

    Combinação com Resurfacing de Pele

    Quando existe algum grau de rugas finas na pálpebra inferior — não suficiente para indicar excisão de pele, mas o bastante para incomodar — combino a transconjuntival com um resurfacing da pele palpebral usando laser ou peeling químico.

    Essa combinação trata tanto as bolsas (via transconjuntival) quanto a textura da pele (via resurfacing), mantendo a vantagem de não ter cicatriz cirúrgica externa. É o melhor dos dois mundos.

    Recuperação

    A recuperação da blefaroplastia transconjuntival é tipicamente mais suave que a da via transcutânea:

    • Dia 1: olhos levemente inchados, sensação de “areia” nos olhos (pela incisão conjuntival), compressas frias contínuas
    • Dias 2-3: inchaço no pico, possíveis equimoses leves. Colírio lubrificante conforme prescrição
    • Dias 4-7: inchaço diminuindo rapidamente, desconforto mínimo
    • Dias 7-10: maioria dos pacientes retorna ao trabalho e atividades sociais
    • Semanas 2-4: resultado se refinando, inchaço residual resolvendo
    • Meses 1-3: resultado final se consolidando

    Oriento meus pacientes a evitar lentes de contato por 2 semanas e a usar óculos escuros ao sair de casa nas primeiras semanas.

    Vantagens da Via Transconjuntival

    • Nenhuma cicatriz externa — a maior vantagem e o principal atrativo para os pacientes
    • Menor risco de retração palpebral — como não há incisão na pele nem dissecção do músculo orbicular, o risco de a pálpebra retrair é menor
    • Recuperação mais rápida — menos inchaço e equimoses comparado à via transcutânea
    • Preservação da anatomia palpebral — a estrutura da pálpebra é minimamente alterada
    • Possibilidade de redistribuição de gordura — uso da gordura excedente para preencher sulcos

    Riscos e Complicações

    Como toda cirurgia, a transconjuntival tem riscos, embora sejam raros:

    • Hematoma retrobulbar — complicação rara mas séria, que exige diagnóstico e tratamento imediatos. Ocorre em menos de 0,05% dos casos
    • Assimetria — diferença no resultado entre os dois olhos, corrigível com retoque
    • Remoção insuficiente ou excessiva — bolsa residual ou aspecto encovado, minimizado pela experiência e pelo uso da redistribuição ao invés de remoção agressiva
    • Quemose — inchaço da conjuntiva que resolve espontaneamente em dias

    Resultados e Durabilidade

    Os resultados da blefaroplastia transconjuntival são consistentes e duradouros. A gordura removida ou redistribuída não retorna — ao contrário de procedimentos como preenchimentos, que necessitam reaplicação periódica.

    A maioria dos pacientes mantém excelentes resultados por muitos anos. O envelhecimento natural continuará ocorrendo na região, mas o ponto de partida foi significativamente melhorado.

    Conclusão

    A blefaroplastia transconjuntival é uma técnica sofisticada que oferece resultados expressivos no tratamento de bolsas palpebrais, com a vantagem única de não deixar cicatriz externa. Para pacientes com indicação adequada, é a abordagem que recomendo prioritariamente.

    Se as bolsas sob seus olhos te incomodam e você quer saber se é candidato à blefaroplastia transconjuntival, agende uma consulta. Avaliarei a anatomia das suas pálpebras e indicarei a técnica mais adequada para o seu caso.

  • Blefaroplastia Superior vs Inferior: Entenda as Diferenças

    Blefaroplastia Superior vs Inferior: Entenda as Diferenças

    Os olhos são o centro expressivo do rosto — e também uma das primeiras áreas a mostrar sinais de envelhecimento. Pálpebras pesadas, bolsas, excesso de pele: essas mudanças criam uma aparência cansada que nem sempre corresponde a como nos sentimos. A blefaroplastia — cirurgia das pálpebras — é um dos procedimentos que mais realizo em Londrina, e seus resultados podem ser verdadeiramente transformadores.

    Mas existe uma distinção importante que muitos pacientes desconhecem: a blefaroplastia superior e a inferior são procedimentos diferentes, com indicações, técnicas e recuperações distintas. Neste artigo, esclareço essas diferenças.

    Blefaroplastia Superior: Rejuvenescendo a Pálpebra de Cima

    O Que Ela Trata

    A blefaroplastia superior é indicada quando existe excesso de pele na pálpebra superior — condição chamada de dermatocálase. Esse excesso pode variar de leve (apenas uma dobra a mais que confere aspecto cansado) a significativo (pele que repousa sobre os cílios e compromete o campo visual).

    Além do excesso de pele, a blefaroplastia superior pode tratar:

    • Excesso de gordura — as bolsas gordurosas mediais (canto interno) e centrais da pálpebra superior que criam volume desnecessário
    • Flacidez muscular — o músculo orbicular pode estar frouxo e contribuir para a queda
    • Sulco palpebral apagado — o excesso de tecido pode obliterar a dobra natural da pálpebra

    A Técnica

    Realizo a blefaroplastia superior sob anestesia local com sedação. A incisão é posicionada exatamente no sulco palpebral natural — aquela linha onde a pálpebra se dobra ao abrir os olhos. Essa colocação é estratégica: a cicatriz fica escondida dentro da dobra natural.

    O excesso de pele é demarcado cuidadosamente antes da cirurgia, com o paciente sentado. Essa marcação é um dos momentos mais importantes do procedimento — remover pele demais pode dificultar o fechamento completo dos olhos; remover de menos compromete o resultado. A experiência do cirurgião é crucial aqui.

    Após a remoção da pele, trato o excesso de gordura quando presente e fecho com sutura delicada.

    Recuperação

    • Primeiras 48 horas: inchaço e equimoses moderadas, compressas frias são essenciais
    • 5-7 dias: remoção dos pontos, inchaço melhorando significativamente
    • 10-14 dias: maioria dos pacientes confortável socialmente, equimoses residuais camufladas com maquiagem
    • 1-3 meses: cicatriz maturando, resultado se refinando

    Blefaroplastia Inferior: Tratando Bolsas e Excesso Abaixo dos Olhos

    O Que Ela Trata

    A blefaroplastia inferior aborda as mudanças da pálpebra de baixo, que são anatomicamente diferentes das superiores:

    • Bolsas palpebrais — herniação da gordura orbital que cria protuberâncias visíveis sob os olhos
    • Excesso de pele — rugas finas e pele redundante na pálpebra inferior
    • Sulco lacrimal — a depressão entre a pálpebra inferior e a bochecha que cria aspecto de olheira
    • Flacidez do complexo pele-músculo — que acentua o aspecto cansado

    As Técnicas

    Na blefaroplastia inferior, existem duas abordagens principais, e a escolha depende da anatomia do paciente:

    Via Transcutânea (Incisão Externa)

    A incisão é feita logo abaixo da linha dos cílios inferiores. Permite acesso para remover ou redistribuir gordura, tratar excesso de pele e, quando necessário, reforçar a sustentação da pálpebra. É indicada quando há excesso de pele significativo além das bolsas.

    Via Transconjuntival (Sem Cicatriz Externa)

    A incisão é feita na parte interna da pálpebra (conjuntiva), sem cicatriz visível. É ideal para pacientes mais jovens com bolsas gordurosas proeminentes mas sem excesso de pele significativo. Dediquei um artigo inteiro a essa técnica.

    Na minha prática, a escolha entre as duas vias é individualizada. Em muitos casos, a transconjuntival combinada com redistribuição de gordura e possível resurfacing da pele é suficiente e evita cicatriz externa.

    Recuperação

    • Primeiras 48-72 horas: inchaço mais significativo que na superior, equimoses que podem se estender até as bochechas
    • 7-10 dias: inchaço em redução, equimoses clareando
    • 2-3 semanas: retorno social confortável
    • 2-3 meses: resultado se estabilizando

    As Diferenças Fundamentais

    Embora ambas sejam “blefaroplastia”, as cirurgias superior e inferior diferem em vários aspectos:

    Complexidade Técnica

    A blefaroplastia inferior é tecnicamente mais complexa. A pálpebra inferior tem uma anatomia delicada com menor margem para erro. Problemas como retração palpebral (pálpebra que puxa para baixo expondo a esclera), ectrópio (eversão da pálpebra) e olho seco são riscos específicos da blefaroplastia inferior que requerem experiência para prevenir.

    A blefaroplastia superior, embora também exija precisão, é anatomicamente mais straightforward.

    Objetivo Principal

    • Superior: remover excesso de pele e restaurar a definição do sulco palpebral. O resultado é um olhar mais aberto e descansado
    • Inferior: tratar bolsas e suavizar a transição pálpebra-bochecha. O resultado é um olhar mais jovem e menos cansado

    Cicatrizes

    • Superior: cicatriz no sulco palpebral — praticamente invisível após algumas semanas
    • Inferior transcutânea: cicatriz logo abaixo dos cílios — muito discreta mas presente
    • Inferior transconjuntival: nenhuma cicatriz externa

    Recuperação

    A blefaroplastia superior tem recuperação geralmente mais rápida e com menos inchaço e equimoses. A inferior, por envolver manipulação de gordura e estruturas mais profundas, tende a ter um pós-operatório ligeiramente mais intenso.

    Quando Combinar Superior e Inferior

    Em muitos pacientes — especialmente acima dos 50 anos — ambas as pálpebras apresentam sinais de envelhecimento. Nesses casos, a blefaroplastia completa (superior e inferior simultânea) é a melhor abordagem:

    • Uma única anestesia e recuperação
    • Resultado harmonioso e simétrico entre as pálpebras
    • Custo-benefício melhor que duas cirurgias separadas

    Frequentemente combino a blefaroplastia com o lifting facial para um rejuvenescimento completo face-olhos.

    Quando Não Fazer Blefaroplastia

    Nem toda queixa palpebral é resolvida com blefaroplastia. Existem situações em que a cirurgia não é a melhor opção:

    • Olheiras pigmentares — escurecimento da pele por melanina excessiva, tratado com cremes e laser, não cirurgia
    • Ptose do supercílio — às vezes o que parece excesso de pele na pálpebra é na verdade a sobrancelha caída empurrando tecido para baixo. Nesses casos, a elevação do supercílio é o procedimento correto
    • Olho seco grave — pacientes com síndrome de olho seco precisam de avaliação cuidadosa, pois a blefaroplastia pode piorar a condição
    • Expectativas irrealistas — a blefaroplastia não elimina rugas dinâmicas (pés de galinha) nem trata flacidez facial

    Conclusão

    A blefaroplastia superior e a inferior são procedimentos complementares mas distintos, cada um com suas indicações, técnicas e particularidades. A avaliação individualizada é fundamental para determinar qual procedimento — ou combinação — trará o melhor resultado para rejuvenescer seu olhar.

    Se suas pálpebras te incomodam ao se olhar no espelho, seja por excesso de pele, bolsas ou aspecto cansado, agende uma consulta. Avaliarei cuidadosamente a anatomia das suas pálpebras e indicarei a abordagem mais adequada para rejuvenescer seu olhar.