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Como é feito o lifting facial?

Do planejamento à alta: anestesia, deep plane, enxerto de gordura e procedimentos associados, que dependem da sua avaliação.

Temas: Lifting facial

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Como é feito o lifting facial?: mulher de cabelos loiros presos e suéter claro, sentada à mesa, toca o pescoço enquanto se olha num espelho de mão.

Em resumo: como é feito o lifting facial?

Começo pelo planejamento do rosto e do pescoço. Na cirurgia, com anestesia geral venosa total, reposiciono os tecidos profundos abaixo do SMAS (deep plane), ajusto a pele e, quando há perda de volume, associo enxerto de gordura. Pescoço, pálpebras e outros procedimentos entram só com indicação própria; quando entram, sigo sempre a mesma ordem.

  • Planejamento: exame por regiões, saúde e expectativas antes da técnica.
  • Anestesia: geral venosa total (TIVA), como em quase todas as minhas cirurgias.
  • Duração: cerca de 3 horas de lifting; o enxerto de gordura acrescenta cerca de 2 horas e o deep neck, cerca de 50 minutos.
  • Incisões: junto às orelhas (pré-tragal) e à linha do cabelo; no pescoço, pode haver uma abaixo do queixo.
  • Sangramento: rede hemostática em todos os liftings, sem drenos.
  • Internação: alta na manhã seguinte, depois da minha avaliação.

A página do lifting facial deep plane regenerativo reúne indicação, recuperação e riscos. Aqui descrevo as etapas da cirurgia, do planejamento à alta.

O que avalio antes de escolher a técnica

Na consulta, examino testa, têmporas, supercílios, pálpebras, bochechas, sulcos, lábios, queixo, mandíbula e pescoço, e pergunto o que incomoda você e o que deseja preservar. Distingo queda dos tecidos, perda de volume e alterações da pele, porque cada uma pede um tratamento diferente. Avaliar uma região não significa indicar cirurgia nela: manchas e rugas finas, por exemplo, podem precisar de cuidados dermatológicos.

Antes de operar, todos fazem exames e avaliação de risco cirúrgico com eletrocardiograma. Medicamentos, cirurgias anteriores e hábitos como o cigarro entram nessa avaliação.

Anestesia e início da cirurgia

Opero no Hospital do Coração Bela Suíça, em Londrina. Você chega duas horas antes; faço as marcações do rosto e, quando há enxerto, da área doadora de gordura. Uso anestesia geral venosa total (TIVA) com propofol e remifentanil, conduzida pelo anestesiologista, como em quase todas as minhas cirurgias.

Os procedimentos associados são definidos na consulta, não durante a operação. Não acrescento uma cirurgia diferente só porque o paciente já está anestesiado.

A ordem das etapas

Quando o plano inclui todas as etapas, sigo esta ordem: coleta da gordura, pálpebras e supercílios, enxerto de gordura no rosto, pescoço e, por último, o deep plane. O lifting em si leva cerca de 3 horas; o enxerto acrescenta cerca de 2 horas, e o deep neck, cerca de 50 minutos. A etapa sem indicação fica de fora, e a ordem das demais se mantém.

O deep plane: reposicionar em vez de esticar a pele

O SMAS é a camada de sustentação da face, ligada aos músculos da expressão. No deep plane, trabalho abaixo dela e mobilizo em conjunto pele, tecido subcutâneo e SMAS, em vez de depender da tração da pele.

Para isso, libero os ligamentos de retenção previstos no plano. Jacono e Bryant descrevem, no deep plane estendido, a liberação dos ligamentos zigomáticos, massetéricos, mandibulares e cervicais [2]. O reposicionamento é predominantemente vertical. Depois de reposicionar os tecidos, acomodo a pele e retiro o excesso junto às orelhas e à linha do cabelo. A incisão na frente da orelha é pré-tragal, em homens e mulheres.

O objetivo é tratar a relação entre bochechas, mandíbula e pescoço sem tensão desnecessária na pele. Isso não elimina cicatrizes nem riscos, e não permite prometer um número de anos de rejuvenescimento.

Enxerto de gordura

Quando há perda de volume, associo o enxerto de gordura facial, com gordura retirada em geral do abdômen inferior ou da face interna das coxas. A gordura repõe volume; o reposicionamento cuida da sustentação. São objetivos complementares, como discutem Marten e Elyassnia [1]. Uma face com volume suficiente não precisa receber gordura em todas as regiões.

Pescoço e pálpebras

A perda de contorno da mandíbula pode envolver tanto a descida dos tecidos da face quanto o pescoço, por isso avalio as duas regiões juntas. Quando estruturas abaixo do músculo platisma, como gordura, músculos digástricos ou glândulas submandibulares, participam do volume, discuto o deep neck e seus riscos específicos. Não retiro músculo ou glândula como rotina.

Quando indicada, a blefaroplastia pode ser feita junto ao lifting, sem aumentar o valor da cirurgia. As pálpebras podem receber tratamentos diferentes dos dois lados, porque a anatomia pode ser diferente.

Procedimentos que nem todos fazem

Lip lift, mentoplastia com implante e bichectomia têm indicações próprias e não formam um pacote. Faço o lip lift só junto ao lifting; a bichectomia, só associada a outra cirurgia da face, quando um excesso localizado justifica a redução. O implante de silicone sólido no queixo responde a uma falta de projeção que o reposicionamento dos tecidos não cria; junto ao lifting, acrescenta ao orçamento só o valor do implante.

Fim da cirurgia e primeira noite

Uso rede hemostática em todos os liftings: pontos temporários que aproximam a pele dos tecidos tratados para reduzir espaços onde o sangue poderia se acumular. Não uso drenos. A rede não elimina o risco de hematoma; explico a técnica na página sobre a rede hemostática.

Depois de cerca de duas horas na recuperação pós-anestésica, você volta ao quarto. Passo para ver você à noite, e a alta costuma ocorrer na manhã seguinte, depois da minha avaliação. A rede é retirada no consultório no dia seguinte à alta.

O que conversamos antes de decidir

Explico os benefícios esperados e os limites: cicatrizes, assimetrias, sangramento, alterações de sensibilidade e possíveis lesões nervosas, temporárias ou permanentes. A ASPS também descreve a cirurgia em etapas: anestesia, incisão e fechamento [3]. Saber como a cirurgia é feita ajuda você a perguntar por que cada procedimento foi indicado e o que ficou de fora.

Perguntas frequentes

Lifting é só esticar a pele?

Não. No deep plane, reposiciono os tecidos profundos e só depois acomodo a pele. Retirar mais pele não substitui sustentação.

Todo lifting leva enxerto de gordura?

Não. Associo o enxerto quando há perda de volume; em pacientes sem essa perda, o lifting pode ser feito sem gordura.

Vou precisar de dreno?

Não uso drenos. Em todos os liftings uso a rede hemostática, que é retirada no consultório no dia seguinte à alta.

Quanto tempo fico internado?

Uma noite. A alta costuma ocorrer na manhã seguinte, depois da minha avaliação.

Vamos conversar sobre o seu plano

Para entender quais etapas fazem sentido para o seu rosto, fale com a Isanna para marcar uma consulta comigo. Explico o que proponho, o que não recomendo e por quê.

Referências

  1. Marten TJ, Elyassnia D. Fat grafting in facial rejuvenation. Clin Plast Surg. 2015;42(2):219–252.
  2. Jacono A, Bryant LM. Extended Deep Plane Facelift: Incorporating Facial Retaining Ligament Release and Composite Flap Shifts to Maximize Midface, Jawline and Neck Rejuvenation. Clin Plast Surg. 2018;45(4):527–554.
  3. American Society of Plastic Surgeons. Facelift Procedure Steps.