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  • Ninfoplastia: Tudo o Que Você Precisa Saber

    Ninfoplastia: Tudo o Que Você Precisa Saber

    Quebrando o Silêncio Sobre a Cirurgia Íntima

    A ninfoplastia — ou labioplastia de redução dos pequenos lábios — é um dos procedimentos que mais crescem em procura nos últimos anos, e mesmo assim continua cercado de tabus e desinformação. Em minha clínica em Londrina, recebo pacientes que carregam o incômodo há anos sem nunca terem conversado sobre o assunto com um médico, muitas vezes por vergonha ou por não saberem que existe tratamento.

    Meu objetivo com este artigo é oferecer informação clara, respeitosa e completa sobre a ninfoplastia — desmistificando o procedimento sem banalizar uma decisão que é pessoal e merece ser tratada com seriedade.

    O Que São os Pequenos Lábios

    Os pequenos lábios (labia minora) são dobras de tecido localizadas entre os grandes lábios, cercando o introito vaginal e a uretra. São estruturas altamente vascularizadas e inervadas, com papel na proteção das estruturas internas e na resposta sexual.

    Existe uma variação anatômica enorme no tamanho, forma, cor e simetria dos pequenos lábios entre as mulheres. Não existe um “normal” universal — a diversidade é a regra. Porém, quando os pequenos lábios são excessivamente grandes ou assimétricos, podem causar desconforto funcional e/ou estético significativo.

    Por Que as Mulheres Buscam a Ninfoplastia

    As razões para buscar a ninfoplastia são variadas e frequentemente combinam fatores funcionais e estéticos:

    Queixas Funcionais

    • Desconforto ao usar roupas justas: pequenos lábios volumosos podem causar atrito e irritação com calças, leggings e roupas de ginástica
    • Incômodo durante atividades físicas: ciclismo, equitação, corrida e outras atividades podem ser desconfortáveis
    • Dor ou desconforto na relação sexual: o excesso de tecido pode ser tracionado ou dobrado durante a penetração
    • Dificuldade de higiene: pregas excessivas de tecido podem dificultar a higiene adequada
    • Infecções recorrentes: a retenção de umidade pode predispor a irritações e infecções

    Queixas Estéticas

    • Insatisfação com a aparência genital
    • Desconforto ao usar biquíni ou roupa de banho
    • Inibição na intimidade
    • Assimetria significativa entre os lados

    É fundamental respeitar ambos os tipos de motivação. A queixa estética não é menos legítima que a funcional — o desconforto com a própria aparência íntima pode afetar significativamente a qualidade de vida e a autoestima da mulher.

    Classificação da Hipertrofia

    Classificamos o excesso dos pequenos lábios de acordo com a projeção além dos grandes lábios:

    • Grau I: protrusão de até 2 cm — leve
    • Grau II: protrusão de 2 a 4 cm — moderada
    • Grau III: protrusão maior que 4 cm — acentuada

    A indicação cirúrgica não depende exclusivamente da classificação — pacientes com hipertrofia leve podem ter sintomas intensos, enquanto outras com excesso acentuado podem ser assintomáticas.

    Técnicas Cirúrgicas

    As duas técnicas mais utilizadas para ninfoplastia são:

    Técnica de Ressecção Linear (Edge Trim)

    Consiste na remoção do excesso de tecido ao longo da borda livre dos pequenos lábios. É a técnica mais direta e permite remover a borda escurecida que incomoda muitas pacientes. A sutura é feita com fios absorvíveis ao longo de toda a extensão.

    Vantagens: é simples, permite remover a borda hiperpigmentada, resultado previsível.

    Limitações: a cicatriz fica ao longo de toda a borda livre, o que em raros casos pode causar desconforto na cicatrização.

    Técnica de Cunha (Wedge Resection)

    Remove um fragmento em forma de V ou W do corpo do pequeno lábio, preservando a borda livre natural. A sutura une as duas margens restantes.

    Vantagens: preserva a borda natural e a anatomia da transição com o capuz do clitóris.

    Limitações: não remove a borda escurecida (se esta for uma queixa), risco de deiscência (abertura da sutura) no ponto de maior tensão.

    Minha Abordagem

    Escolho a técnica com base na anatomia de cada paciente e em suas queixas específicas. Quando a borda hiperpigmentada é uma queixa importante, a ressecção linear é preferível. Quando a paciente deseja preservar a borda natural, a técnica de cunha é mais adequada. Frequentemente, utilizo técnicas combinadas ou variações para obter o melhor resultado individualizado.

    A Cirurgia

    A ninfoplastia é realizada sob anestesia local com sedação leve. A paciente fica confortável durante todo o procedimento, que dura entre 40 minutos e uma hora.

    Após a marcação cuidadosa (o planejamento é essencial para simetria), realizo a ressecção do excesso com bisturi ou radiofrequência — esta última tem a vantagem de causar menos sangramento. A sutura é feita com fios absorvíveis extremamente finos, em camadas, para garantir boa cicatrização e conforto.

    O procedimento é ambulatorial — a paciente vai para casa no mesmo dia.

    Recuperação

    A recuperação da ninfoplastia requer paciência, mas geralmente transcorre sem complicações:

    • Primeira semana: edema e desconforto moderados. Repouso relativo, evitar esforços. Higiene cuidadosa após o uso do banheiro. Uso de compressas frias pode ajudar. Analgésicos comuns são suficientes na maioria dos casos
    • Semanas 2-3: edema diminuindo progressivamente. Retorno a atividades leves. Os fios absorvíveis começam a ser eliminados naturalmente
    • Semanas 4-6: cicatrização quase completa. Liberação gradual para atividades físicas
    • A partir de 6 semanas: liberação para atividades sexuais. Resultado estabilizando
    • 3-6 meses: resultado final, com cicatrizes amadurecidas e quase imperceptíveis

    Resultados

    A ninfoplastia é uma das cirurgias plásticas com maiores índices de satisfação. Estudos mostram taxas de satisfação superiores a 90%, com melhora significativa tanto nos sintomas funcionais quanto na autoestima e na qualidade da vida sexual.

    O resultado é permanente. O tecido removido não cresce novamente, e os pequenos lábios mantêm o novo formato ao longo da vida, com as mudanças naturais do envelhecimento.

    Riscos

    Os riscos da ninfoplastia são relativamente baixos, mas incluem:

    • Assimetria: algum grau é normal, mas assimetrias significativas podem necessitar retoque
    • Deiscência parcial: abertura de parte da sutura, que geralmente cicatriza por segunda intenção sem comprometer o resultado
    • Hematoma: raro, tratado com drenagem simples
    • Alteração de sensibilidade: geralmente transitória, resolve em semanas a meses
    • Ressecção excessiva: a complicação mais temida — por isso a moderação é fundamental no planejamento

    Quando Não Operar

    Recuso a cirurgia quando percebo que a motivação é inadequada — por exemplo, pressão de parceiro ou expectativas irrealistas baseadas em padrões pornográficos. Também não opero menores de 18 anos, pois o desenvolvimento genital pode não estar completo.

    A decisão deve ser da mulher, informada e autônoma.

    Se você convive com desconforto funcional ou estético relacionado aos pequenos lábios e gostaria de saber mais sobre a ninfoplastia, agende uma consulta. Terei prazer em esclarecer todas as suas dúvidas em um ambiente acolhedor e sem julgamentos.

  • Blefaroplastia Sem Cicatriz: A Técnica Transconjuntival

    Blefaroplastia Sem Cicatriz: A Técnica Transconjuntival

    Imagine poder tratar as bolsas sob os olhos sem nenhuma cicatriz visível na pele. Parece bom demais para ser verdade? Não é. A blefaroplastia transconjuntival é exatamente isso: uma técnica elegante que acessa a gordura palpebral pela parte interna da pálpebra inferior, sem nenhuma incisão externa. É uma das cirurgias que mais satisfaz meus pacientes em Londrina — pela eficácia, pela recuperação rápida e pela ausência de marcas.

    O Que é a Técnica Transconjuntival

    Na blefaroplastia transconjuntival, a incisão é feita na conjuntiva — a membrana rosada que reveste a parte interna da pálpebra inferior. Através dessa via, acesso diretamente os compartimentos de gordura orbital responsáveis pelas bolsas.

    Como a conjuntiva cicatriza de forma excelente e não deixa marca visível, o resultado é uma blefaroplastia verdadeiramente sem cicatriz externa.

    Para Quem é Indicada

    A transconjuntival é ideal para pacientes que apresentam:

    • Bolsas palpebrais proeminentes — a gordura orbital que se projeta criando protuberâncias sob os olhos
    • Pouco ou nenhum excesso de pele — a pele da pálpebra inferior tem boa qualidade e elasticidade
    • Sulco lacrimal marcado — que pode ser tratado com redistribuição de gordura
    • Idade geralmente entre 25 e 50 anos — embora não seja uma regra absoluta

    O perfil típico é o paciente mais jovem que tem bolsas palpebrais de origem genética — aquela pessoa que “sempre teve bolsas, mesmo dormindo bem” — e que ainda não desenvolveu excesso de pele significativo.

    Quando Não é Indicada

    A transconjuntival tem limitações. Ela não é a melhor escolha quando existe:

    • Excesso de pele significativo — rugas marcadas e pele redundante na pálpebra inferior necessitam de incisão externa para remoção de pele
    • Flacidez palpebral — pálpebra inferior frouxa que precisa de reforço estrutural
    • Necessidade de tratamento muscular — quando o músculo orbicular precisa ser abordado

    Nesses casos, a via transcutânea (com incisão abaixo dos cílios) pode ser mais adequada. A avaliação cuidadosa na consulta é o que determina a melhor via para cada paciente.

    A Técnica em Detalhes

    Anestesia

    Realizo a blefaroplastia transconjuntival sob anestesia local com sedação. O paciente fica confortável e relaxado durante todo o procedimento, que dura em torno de 40 a 60 minutos para ambos os olhos.

    Acesso e Tratamento da Gordura

    A pálpebra inferior é gentilmente evertida (virada para fora) e a incisão é feita na conjuntiva. Através dessa via, visualizo diretamente os três compartimentos de gordura orbital: medial (nasal), central e lateral.

    A abordagem à gordura pode ser de duas formas:

    • Remoção conservadora — retiro apenas o excesso de gordura, preservando o volume necessário para evitar um aspecto esqueletizado
    • Redistribuição (transposição) — em vez de simplesmente remover, reposiciono a gordura para preencher o sulco lacrimal. Essa técnica é particularmente elegante: usa a gordura que criava a bolsa para corrigir a depressão que criava a olheira

    Na minha prática, tenho preferido cada vez mais a redistribuição à remoção pura. O resultado é mais natural e evita o risco de aspecto encovado a longo prazo.

    Fechamento

    A incisão conjuntival pode ser fechada com uma sutura absorvível delicada ou, em muitos casos, nem precisa de sutura — a conjuntiva se reaproxima naturalmente e cicatriza em poucos dias.

    Combinação com Resurfacing de Pele

    Quando existe algum grau de rugas finas na pálpebra inferior — não suficiente para indicar excisão de pele, mas o bastante para incomodar — combino a transconjuntival com um resurfacing da pele palpebral usando laser ou peeling químico.

    Essa combinação trata tanto as bolsas (via transconjuntival) quanto a textura da pele (via resurfacing), mantendo a vantagem de não ter cicatriz cirúrgica externa. É o melhor dos dois mundos.

    Recuperação

    A recuperação da blefaroplastia transconjuntival é tipicamente mais suave que a da via transcutânea:

    • Dia 1: olhos levemente inchados, sensação de “areia” nos olhos (pela incisão conjuntival), compressas frias contínuas
    • Dias 2-3: inchaço no pico, possíveis equimoses leves. Colírio lubrificante conforme prescrição
    • Dias 4-7: inchaço diminuindo rapidamente, desconforto mínimo
    • Dias 7-10: maioria dos pacientes retorna ao trabalho e atividades sociais
    • Semanas 2-4: resultado se refinando, inchaço residual resolvendo
    • Meses 1-3: resultado final se consolidando

    Oriento meus pacientes a evitar lentes de contato por 2 semanas e a usar óculos escuros ao sair de casa nas primeiras semanas.

    Vantagens da Via Transconjuntival

    • Nenhuma cicatriz externa — a maior vantagem e o principal atrativo para os pacientes
    • Menor risco de retração palpebral — como não há incisão na pele nem dissecção do músculo orbicular, o risco de a pálpebra retrair é menor
    • Recuperação mais rápida — menos inchaço e equimoses comparado à via transcutânea
    • Preservação da anatomia palpebral — a estrutura da pálpebra é minimamente alterada
    • Possibilidade de redistribuição de gordura — uso da gordura excedente para preencher sulcos

    Riscos e Complicações

    Como toda cirurgia, a transconjuntival tem riscos, embora sejam raros:

    • Hematoma retrobulbar — complicação rara mas séria, que exige diagnóstico e tratamento imediatos. Ocorre em menos de 0,05% dos casos
    • Assimetria — diferença no resultado entre os dois olhos, corrigível com retoque
    • Remoção insuficiente ou excessiva — bolsa residual ou aspecto encovado, minimizado pela experiência e pelo uso da redistribuição ao invés de remoção agressiva
    • Quemose — inchaço da conjuntiva que resolve espontaneamente em dias

    Resultados e Durabilidade

    Os resultados da blefaroplastia transconjuntival são consistentes e duradouros. A gordura removida ou redistribuída não retorna — ao contrário de procedimentos como preenchimentos, que necessitam reaplicação periódica.

    A maioria dos pacientes mantém excelentes resultados por muitos anos. O envelhecimento natural continuará ocorrendo na região, mas o ponto de partida foi significativamente melhorado.

    Conclusão

    A blefaroplastia transconjuntival é uma técnica sofisticada que oferece resultados expressivos no tratamento de bolsas palpebrais, com a vantagem única de não deixar cicatriz externa. Para pacientes com indicação adequada, é a abordagem que recomendo prioritariamente.

    Se as bolsas sob seus olhos te incomodam e você quer saber se é candidato à blefaroplastia transconjuntival, agende uma consulta. Avaliarei a anatomia das suas pálpebras e indicarei a técnica mais adequada para o seu caso.

  • Dermoabrasão vs Peeling vs Laser: Qual o Melhor Resurfacing?

    Dermoabrasão vs Peeling vs Laser: Qual o Melhor Resurfacing?

    Resurfacing Facial: Três Caminhos Para o Mesmo Objetivo

    O resurfacing facial — o processo de renovar a superfície da pele para melhorar textura, cicatrizes e sinais de envelhecimento — pode ser realizado por três grandes vias: mecânica (dermoabrasão), química (peeling) e luminosa (laser). Cada uma destrói as camadas superficiais da pele de maneira diferente, mas o objetivo final é o mesmo: estimular a regeneração de uma pele nova, mais lisa e mais uniforme.

    Como cirurgião plástico em Londrina com experiência nas três técnicas, frequentemente preciso orientar meus pacientes sobre qual é a mais indicada para cada caso. A resposta nunca é simples porque depende de múltiplos fatores — o tipo de problema, o tipo de pele, a disponibilidade para recuperação e as expectativas de resultado.

    Dermoabrasão: O Resurfacing Mecânico

    A dermoabrasão utiliza um instrumento rotatório com ponteira diamantada para lixar mecanicamente a superfície da pele. É a técnica com a qual tenho mais afinidade para determinadas indicações.

    Pontos Fortes

    • Controle em tempo real: a mudança visual da pele durante o procedimento me permite ajustar a profundidade com precisão milimétrica
    • Excelente para cicatrizes: particularmente eficaz para cicatrizes de acne do tipo boxcar e para as rugas periorais (código de barras)
    • Resultado em sessão única: geralmente uma sessão é suficiente para resultados significativos
    • Custo-benefício: o investimento em uma sessão de dermoabrasão equivale a múltiplas sessões de laser fracionado

    Limitações

    • Recuperação mais intensa — 10 a 14 dias de afastamento social
    • Requer experiência significativa do cirurgião
    • Risco de alteração de pigmentação em peles mais escuras
    • Não é ideal para tratar áreas extensas como o corpo inteiro

    Melhor Para

    Cicatrizes de acne, rugas periorais profundas (código de barras), cicatrizes traumáticas faciais, resurfacing perioral isolado.

    Peeling Químico: O Resurfacing Químico

    Os peelings químicos utilizam soluções ácidas para causar uma destruição controlada das camadas superficiais da pele. Existem peelings de diferentes profundidades:

    Peelings Superficiais

    Ácido glicólico, ácido salicílico, solução de Jessner. Atingem apenas a epiderme. Excelentes para manutenção da pele, brilho e textura sutil, mas com efeito limitado sobre cicatrizes ou rugas significativas. Requerem múltiplas sessões.

    Peelings Médios

    Ácido tricloroacético (TCA) a 35%. Atingem a derme papilar. Bom equilíbrio entre eficácia e recuperação. Úteis para rugas finas, manchas e melhora global da textura.

    Peelings Profundos

    Fenol (fórmula de Baker-Gordon). Atingem a derme reticular. É o peeling mais potente, com resultados comparáveis à dermoabrasão e ao laser de CO2 para rejuvenescimento global da pele.

    Pontos Fortes dos Peelings

    • Versatilidade: diferentes profundidades para diferentes necessidades
    • Excelente para manchas: os peelings são particularmente eficazes para hiperpigmentação e dano solar
    • Custo acessível: especialmente os peelings superficiais e médios
    • Não requer equipamento sofisticado: a solução química faz o trabalho

    Limitações dos Peelings

    • Menor controle de profundidade comparado à dermoabrasão — a penetração química é menos previsível
    • Risco cardiotóxico com fenol em grandes áreas (peeling profundo)
    • Peelings profundos podem causar hipopigmentação permanente
    • Menos eficaz que a dermoabrasão para cicatrizes deprimidas individuais

    Melhor Para

    Dano solar difuso, manchas, melasma superficial, rugas finas generalizadas, manutenção da pele (superficiais), rejuvenescimento global (profundos).

    Laser: O Resurfacing Luminoso

    Os lasers de resurfacing utilizam energia luminosa para vaporizar ou coagular as camadas superficiais da pele. Os dois principais tipos são:

    Laser Ablativo (CO2 e Erbium)

    O laser de CO2 é o padrão-ouro dos lasers de resurfacing. Vaporiza a pele camada por camada com grande precisão. O laser de Erbium é menos agressivo, com recuperação mais rápida porém resultado menos intenso.

    Laser Fracionado

    A tecnologia fracionada revolucionou o resurfacing ao tratar apenas uma fração da pele em cada sessão — colunas microscópicas de pele são tratadas enquanto ilhas de pele intacta entre elas aceleram a cicatrização. Isso permite resultados significativos com recuperação muito mais rápida.

    Pontos Fortes do Laser

    • Precisão tecnológica: parâmetros de energia, profundidade e densidade são configurados numericamente
    • Versatilidade: ajustes permitem tratar desde problemas superficiais até profundos
    • Fracionado: recuperação mais tolerável com bons resultados em múltiplas sessões
    • Documentação: parâmetros reprodutíveis e documentáveis

    Limitações do Laser

    • Equipamento extremamente caro — investimento alto refletido no custo do procedimento
    • Geralmente necessita múltiplas sessões (fracionado) para resultados comparáveis a uma sessão de dermoabrasão
    • Risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, especialmente em fototipos mais altos
    • Pode ter dificuldade com cicatrizes de bordas nítidas (onde a dermoabrasão excele)

    Melhor Para

    Rejuvenescimento global da pele, fotoenvelhecimento, cicatrizes de acne (fracionado em múltiplas sessões), pacientes que preferem menor downtime por sessão.

    Comparação Direta

    Para Cicatrizes de Acne

    Minha preferência: dermoabrasão, eventualmente combinada com subcisão prévia. O controle manual e o desbaste mecânico são particularmente eficazes para nivelar bordas de cicatrizes. Laser fracionado é boa alternativa quando o paciente prefere múltiplas sessões com menor recuperação individual.

    Para Rugas Periorais

    Minha preferência: dermoabrasão para rugas profundas (código de barras). Para rugas finas difusas, laser fracionado ou peeling médio podem ser suficientes.

    Para Rejuvenescimento Global

    Para rejuvenescimento de toda a face: peeling profundo de fenol ou laser de CO2 produzem os melhores resultados em sessão única. Para abordagem mais gradual: laser fracionado em sessões seriadas.

    Para Manchas Solares

    Minha preferência: peeling químico (superficial a médio). Os peelings têm excelente ação sobre pigmentação irregular com boa relação custo-benefício.

    Minha Abordagem Integrada

    Na prática, frequentemente combino técnicas. Um exemplo típico: realizo dermoabrasão na região perioral para tratar rugas profundas do código de barras, enquanto aplico peeling médio no restante da face para uniformizar a textura global. Essa abordagem permite usar cada ferramenta onde ela funciona melhor.

    A escolha da técnica deve ser individualizada. Não existe um resurfacing universalmente superior — existe o resurfacing mais adequado para cada caso específico.

    Se você deseja melhorar a textura da sua pele ou tratar cicatrizes e gostaria de saber qual técnica de resurfacing é mais indicada para o seu caso, agende uma consulta. Terei prazer em avaliar sua pele e recomendar a abordagem que trará os melhores resultados.

  • Blefaroplastia Superior vs Inferior: Entenda as Diferenças

    Blefaroplastia Superior vs Inferior: Entenda as Diferenças

    Os olhos são o centro expressivo do rosto — e também uma das primeiras áreas a mostrar sinais de envelhecimento. Pálpebras pesadas, bolsas, excesso de pele: essas mudanças criam uma aparência cansada que nem sempre corresponde a como nos sentimos. A blefaroplastia — cirurgia das pálpebras — é um dos procedimentos que mais realizo em Londrina, e seus resultados podem ser verdadeiramente transformadores.

    Mas existe uma distinção importante que muitos pacientes desconhecem: a blefaroplastia superior e a inferior são procedimentos diferentes, com indicações, técnicas e recuperações distintas. Neste artigo, esclareço essas diferenças.

    Blefaroplastia Superior: Rejuvenescendo a Pálpebra de Cima

    O Que Ela Trata

    A blefaroplastia superior é indicada quando existe excesso de pele na pálpebra superior — condição chamada de dermatocálase. Esse excesso pode variar de leve (apenas uma dobra a mais que confere aspecto cansado) a significativo (pele que repousa sobre os cílios e compromete o campo visual).

    Além do excesso de pele, a blefaroplastia superior pode tratar:

    • Excesso de gordura — as bolsas gordurosas mediais (canto interno) e centrais da pálpebra superior que criam volume desnecessário
    • Flacidez muscular — o músculo orbicular pode estar frouxo e contribuir para a queda
    • Sulco palpebral apagado — o excesso de tecido pode obliterar a dobra natural da pálpebra

    A Técnica

    Realizo a blefaroplastia superior sob anestesia local com sedação. A incisão é posicionada exatamente no sulco palpebral natural — aquela linha onde a pálpebra se dobra ao abrir os olhos. Essa colocação é estratégica: a cicatriz fica escondida dentro da dobra natural.

    O excesso de pele é demarcado cuidadosamente antes da cirurgia, com o paciente sentado. Essa marcação é um dos momentos mais importantes do procedimento — remover pele demais pode dificultar o fechamento completo dos olhos; remover de menos compromete o resultado. A experiência do cirurgião é crucial aqui.

    Após a remoção da pele, trato o excesso de gordura quando presente e fecho com sutura delicada.

    Recuperação

    • Primeiras 48 horas: inchaço e equimoses moderadas, compressas frias são essenciais
    • 5-7 dias: remoção dos pontos, inchaço melhorando significativamente
    • 10-14 dias: maioria dos pacientes confortável socialmente, equimoses residuais camufladas com maquiagem
    • 1-3 meses: cicatriz maturando, resultado se refinando

    Blefaroplastia Inferior: Tratando Bolsas e Excesso Abaixo dos Olhos

    O Que Ela Trata

    A blefaroplastia inferior aborda as mudanças da pálpebra de baixo, que são anatomicamente diferentes das superiores:

    • Bolsas palpebrais — herniação da gordura orbital que cria protuberâncias visíveis sob os olhos
    • Excesso de pele — rugas finas e pele redundante na pálpebra inferior
    • Sulco lacrimal — a depressão entre a pálpebra inferior e a bochecha que cria aspecto de olheira
    • Flacidez do complexo pele-músculo — que acentua o aspecto cansado

    As Técnicas

    Na blefaroplastia inferior, existem duas abordagens principais, e a escolha depende da anatomia do paciente:

    Via Transcutânea (Incisão Externa)

    A incisão é feita logo abaixo da linha dos cílios inferiores. Permite acesso para remover ou redistribuir gordura, tratar excesso de pele e, quando necessário, reforçar a sustentação da pálpebra. É indicada quando há excesso de pele significativo além das bolsas.

    Via Transconjuntival (Sem Cicatriz Externa)

    A incisão é feita na parte interna da pálpebra (conjuntiva), sem cicatriz visível. É ideal para pacientes mais jovens com bolsas gordurosas proeminentes mas sem excesso de pele significativo. Dediquei um artigo inteiro a essa técnica.

    Na minha prática, a escolha entre as duas vias é individualizada. Em muitos casos, a transconjuntival combinada com redistribuição de gordura e possível resurfacing da pele é suficiente e evita cicatriz externa.

    Recuperação

    • Primeiras 48-72 horas: inchaço mais significativo que na superior, equimoses que podem se estender até as bochechas
    • 7-10 dias: inchaço em redução, equimoses clareando
    • 2-3 semanas: retorno social confortável
    • 2-3 meses: resultado se estabilizando

    As Diferenças Fundamentais

    Embora ambas sejam “blefaroplastia”, as cirurgias superior e inferior diferem em vários aspectos:

    Complexidade Técnica

    A blefaroplastia inferior é tecnicamente mais complexa. A pálpebra inferior tem uma anatomia delicada com menor margem para erro. Problemas como retração palpebral (pálpebra que puxa para baixo expondo a esclera), ectrópio (eversão da pálpebra) e olho seco são riscos específicos da blefaroplastia inferior que requerem experiência para prevenir.

    A blefaroplastia superior, embora também exija precisão, é anatomicamente mais straightforward.

    Objetivo Principal

    • Superior: remover excesso de pele e restaurar a definição do sulco palpebral. O resultado é um olhar mais aberto e descansado
    • Inferior: tratar bolsas e suavizar a transição pálpebra-bochecha. O resultado é um olhar mais jovem e menos cansado

    Cicatrizes

    • Superior: cicatriz no sulco palpebral — praticamente invisível após algumas semanas
    • Inferior transcutânea: cicatriz logo abaixo dos cílios — muito discreta mas presente
    • Inferior transconjuntival: nenhuma cicatriz externa

    Recuperação

    A blefaroplastia superior tem recuperação geralmente mais rápida e com menos inchaço e equimoses. A inferior, por envolver manipulação de gordura e estruturas mais profundas, tende a ter um pós-operatório ligeiramente mais intenso.

    Quando Combinar Superior e Inferior

    Em muitos pacientes — especialmente acima dos 50 anos — ambas as pálpebras apresentam sinais de envelhecimento. Nesses casos, a blefaroplastia completa (superior e inferior simultânea) é a melhor abordagem:

    • Uma única anestesia e recuperação
    • Resultado harmonioso e simétrico entre as pálpebras
    • Custo-benefício melhor que duas cirurgias separadas

    Frequentemente combino a blefaroplastia com o lifting facial para um rejuvenescimento completo face-olhos.

    Quando Não Fazer Blefaroplastia

    Nem toda queixa palpebral é resolvida com blefaroplastia. Existem situações em que a cirurgia não é a melhor opção:

    • Olheiras pigmentares — escurecimento da pele por melanina excessiva, tratado com cremes e laser, não cirurgia
    • Ptose do supercílio — às vezes o que parece excesso de pele na pálpebra é na verdade a sobrancelha caída empurrando tecido para baixo. Nesses casos, a elevação do supercílio é o procedimento correto
    • Olho seco grave — pacientes com síndrome de olho seco precisam de avaliação cuidadosa, pois a blefaroplastia pode piorar a condição
    • Expectativas irrealistas — a blefaroplastia não elimina rugas dinâmicas (pés de galinha) nem trata flacidez facial

    Conclusão

    A blefaroplastia superior e a inferior são procedimentos complementares mas distintos, cada um com suas indicações, técnicas e particularidades. A avaliação individualizada é fundamental para determinar qual procedimento — ou combinação — trará o melhor resultado para rejuvenescer seu olhar.

    Se suas pálpebras te incomodam ao se olhar no espelho, seja por excesso de pele, bolsas ou aspecto cansado, agende uma consulta. Avaliarei cuidadosamente a anatomia das suas pálpebras e indicarei a abordagem mais adequada para rejuvenescer seu olhar.

  • Dermoabrasão Para Cicatrizes de Acne: Resultados Reais

    Dermoabrasão Para Cicatrizes de Acne: Resultados Reais

    Cicatrizes de Acne: Um Problema Que Vai Além da Estética

    As cicatrizes de acne afetam milhões de pessoas e podem ter um impacto devastador na autoestima e na qualidade de vida. Em minha prática como cirurgião plástico em Londrina, recebo regularmente pacientes que convivem com essas marcas há anos ou décadas, muitos dos quais já tentaram diversos tratamentos sem sucesso satisfatório.

    A dermoabrasão é uma das técnicas mais antigas e mais eficazes para o tratamento de cicatrizes de acne, e continua sendo, na minha opinião, uma ferramenta insubstituível no arsenal do cirurgião plástico. Neste artigo, vou explicar por que confio tanto nesta técnica e que resultados reais ela pode oferecer.

    Entendendo as Cicatrizes de Acne

    Nem toda cicatriz de acne é igual. A classificação correta é o primeiro passo para o tratamento adequado:

    Cicatrizes Atróficas

    São as mais comuns — representam depressões na pele onde o tecido foi destruído pelo processo inflamatório da acne. Subdivide-se em:

    • Ice pick (picador de gelo): cicatrizes estreitas, profundas e pontiagudas, como se a pele tivesse sido perfurada por um objeto fino. São as mais difíceis de tratar
    • Boxcar (vagão): cicatrizes com bordas verticais bem definidas e fundo plano, semelhantes a pequenas caixas escavadas na pele. Podem ser superficiais ou profundas
    • Rolling (onduladas): depressões suaves e onduladas causadas por trações fibrosas do tecido cicatricial na derme profunda. A pele tem aspecto “ondulado” quando esticada

    Cicatrizes Hipertróficas

    Menos comuns na face, são cicatrizes elevadas onde houve produção excessiva de colágeno durante a cicatrização.

    Na prática, a maioria dos pacientes apresenta uma combinação de tipos, e o plano de tratamento precisa abordar cada componente adequadamente.

    O Que É a Dermoabrasão

    A dermoabrasão é uma técnica de resurfacing mecânico na qual a superfície da pele é lixada de forma controlada, removendo as camadas mais superficiais e estimulando uma cicatrização que produz pele nova, mais lisa e uniforme.

    Utilizo um instrumento rotatório de alta velocidade com ponteira diamantada (fraise) que desbasta a pele com precisão milimétrica. A profundidade do desbaste é controlada em tempo real pela visualização direta — a mudança de cor e textura da pele durante o procedimento me indica exatamente em que camada estou trabalhando.

    É uma técnica que exige experiência e sensibilidade tátil consideráveis. A diferença entre um resultado excelente e uma complicação está em frações de milímetro de profundidade.

    Por Que a Dermoabrasão Funciona Tão Bem

    A eficácia da dermoabrasão para cicatrizes de acne se baseia em dois mecanismos:

    Nivelamento Mecânico

    Ao lixar a superfície da pele, nivelamos as bordas elevadas das cicatrizes com o tecido circundante. Cicatrizes do tipo boxcar, que têm bordas nítidas, são especialmente responsivas a esse nivelamento — a dermoabrasão literalmente “apaga” as bordas, suavizando a transição entre a cicatriz e a pele normal.

    Estimulação da Neocolagênese

    O trauma controlado à pele desencadeia uma cascata de cicatrização que inclui produção de colágeno novo. Esse colágeno se deposita de forma mais organizada que o colágeno cicatricial original, resultando em uma pele de textura superior. Esse remodelamento continua por meses após o procedimento.

    Resultados Reais: O Que Esperar

    Sendo completamente honesto com meus pacientes, a dermoabrasão não elimina completamente as cicatrizes de acne. Nenhum tratamento faz isso. O que ela oferece é uma melhora significativa — geralmente entre 40% e 70% — na aparência das cicatrizes, dependendo do tipo e da profundidade.

    • Cicatrizes boxcar superficiais: melhora de 60-80% — estas respondem melhor
    • Cicatrizes rolling: melhora de 40-60% — frequentemente combinamos com subcisão para melhores resultados
    • Cicatrizes ice pick: melhora de 30-50% — por serem muito profundas, respondem menos ao resurfacing superficial. Podem necessitar de punch excision antes da dermoabrasão

    Essa honestidade nas expectativas é fundamental. Pacientes que entendem claramente o que podem esperar ficam satisfeitos com o resultado. Pacientes que esperavam pele perfeita ficarão frustrados mesmo com uma melhora objetivamente significativa.

    A Técnica na Prática

    Preparo Pré-Operatório

    Quatro a seis semanas antes do procedimento, inicio um protocolo de preparação da pele que pode incluir:

    • Tretinoína tópica para estimular renovação celular
    • Hidroquinona em pacientes com tendência a hiperpigmentação
    • Proteção solar rigorosa
    • Profilaxia antiviral quando indicada

    O Procedimento

    A dermoabrasão é realizada sob anestesia local com sedação ou, em casos extensos, anestesia geral. A pele é resfriada com spray de cloretila para endurecê-la — pele firme permite um desbaste mais uniforme e controlado.

    Com a fraise diamantada em rotação, desbasto sistematicamente toda a área afetada. Trabalho região por região, controlando a profundidade pela mudança de coloração da pele: do branco rosado da epiderme superficial ao rosa mais intenso da derme papilar.

    O procedimento completo dura entre 30 minutos e uma hora, dependendo da extensão.

    Pós-Operatório

    A recuperação da dermoabrasão é o aspecto que mais exige preparo emocional do paciente:

    • Dias 1-3: a pele tratada fica em carne viva, vermelha e exsudativa. Curativos úmidos são aplicados
    • Dias 4-7: formação de crostas. A pele começa a reepitelizar por baixo das crostas
    • Dias 7-14: as crostas caem, revelando pele nova, rosada e sensível
    • Semanas 2-6: eritema (vermelhidão) progressivamente menos intenso. Proteção solar rigorosa obrigatória
    • Meses 2-6: a vermelhidão resolve completamente na maioria dos pacientes. O remodelamento do colágeno continua melhorando a textura

    O afastamento social típico é de 10 a 14 dias. Muitos pacientes preferem agendar o procedimento em período de férias.

    Dermoabrasão vs Outras Técnicas

    É natural perguntar como a dermoabrasão se compara a outras opções de resurfacing:

    Laser Fracionado (CO2 ou Erbium)

    O laser fracionado trata a pele em colunas microscópicas, deixando ilhas de pele intacta entre elas. Isso permite recuperação mais rápida, mas geralmente requer múltiplas sessões para resultados comparáveis aos de uma única sessão de dermoabrasão.

    Peeling Químico Profundo

    O peeling de fenol oferece resultados comparáveis à dermoabrasão para resurfacing, mas com menos controle sobre a profundidade e mais risco de complicações sistêmicas.

    Na minha experiência, a dermoabrasão continua sendo a técnica com melhor relação entre controle, resultado e previsibilidade para cicatrizes de acne.

    Combinando Técnicas

    Os melhores resultados geralmente vêm da combinação de técnicas, e não de uma abordagem isolada:

    • Subcisão + Dermoabrasão: a subcisão libera as trações fibrosas sob cicatrizes rolling, e a dermoabrasão nivela a superfície
    • Punch excision + Dermoabrasão: cicatrizes ice pick profundas são removidas individualmente com punch e, após cicatrização, a dermoabrasão uniformiza a superfície
    • Enxerto de gordura + Dermoabrasão: o enxerto restaura volume nas áreas deprimidas, e a dermoabrasão melhora a textura superficial

    Se você convive com cicatrizes de acne e gostaria de conhecer as opções para melhorar a textura da sua pele, agende uma consulta. Terei prazer em avaliar suas cicatrizes, classificá-las adequadamente e propor o plano de tratamento mais eficaz para o seu caso.

  • Anatomia do Envelhecimento Facial: Por Que o Rosto Cai

    Anatomia do Envelhecimento Facial: Por Que o Rosto Cai

    Para entender verdadeiramente o lifting facial — e por que a técnica deep plane é superior — é fundamental compreender o que acontece com o rosto ao longo do tempo. O envelhecimento facial não é simplesmente “a pele que enruga”. É um processo complexo que envolve todas as camadas da face: osso, gordura, músculo e pele. Como cirurgião plástico facial em Londrina, considero que educar meus pacientes sobre essa anatomia é essencial para que compreendam por que determinadas abordagens funcionam e outras não.

    As Camadas da Face: Uma Estrutura em Múltiplos Níveis

    A face é composta por camadas sobrepostas, da mais profunda à mais superficial:

    • Esqueleto facial — a estrutura óssea que sustenta tudo
    • Gordura profunda — compartimentos de gordura abaixo dos músculos
    • Músculos e SMAS — a camada musculoaponeurótica que conecta e movimenta os tecidos
    • Gordura superficial — compartimentos de gordura acima dos músculos
    • Pele — a camada externa visível

    Ligamentos de retenção atravessam essas camadas, ancorando os tecidos moles ao osso e à fáscia profunda. São eles que mantêm os tecidos faciais em posição. Quando esses ligamentos enfraquecem, os tecidos começam a ceder pela ação da gravidade.

    O Esqueleto: A Base Encolhe

    Um aspecto pouco conhecido do envelhecimento facial é que o próprio osso muda ao longo do tempo. O esqueleto facial sofre reabsorção óssea progressiva, particularmente em áreas específicas:

    • Órbita — o orifício ósseo dos olhos se alarga, permitindo que o globo ocular se aprofunde e a gordura periorbital se projete (criando bolsas)
    • Maxila — a região que sustenta as maçãs do rosto perde projeção, fazendo com que a bochecha “caia” para frente e para baixo
    • Mandíbula — o ângulo mandibular se retrai, perdendo definição; a altura do osso mandibular diminui, especialmente na região anterior
    • Mento — o queixo pode retrair ligeiramente, alterando o perfil

    Essa reabsorção óssea é como se os alicerces da casa encolhessem — tudo que está apoiado sobre eles se desloca. Não é possível reverter a reabsorção óssea com cirurgia de tecidos moles, mas o enxerto de gordura e implantes podem compensar parcialmente essa perda de suporte estrutural.

    A Gordura: O Volume se Redistribui

    A gordura facial não está distribuída de forma uniforme — ela é organizada em compartimentos distintos, separados por septos fibrosos. Com o envelhecimento, duas coisas acontecem simultaneamente:

    Perda de Volume em Áreas Superiores

    Os compartimentos de gordura da região superior e média da face — têmporas, maçãs do rosto, região periorbital — perdem volume progressivamente. Isso cria:

    • Aspecto esqueletizado nas têmporas
    • Perda da plenitude e projeção das maçãs
    • Aprofundamento dos sulcos
    • Aspecto cansado e deprimido na região dos olhos

    Acúmulo e Descida em Áreas Inferiores

    Enquanto as regiões superiores perdem volume, os compartimentos inferiores ganham — seja por redistribuição gravitacional, seja por herniação da gordura através de septos enfraquecidos. Isso resulta nos:

    • Jowls — acúmulo de tecido abaixo da linha da mandíbula
    • Sulcos nasogenianos profundos — a gordura malar que desceu “empurra” o sulco
    • Papada — gordura submentoniana se torna mais proeminente
    • Bolsas palpebrais — gordura periorbital que se projeta anteriormente

    É por isso que, com o envelhecimento, o rosto assume aquela aparência de “retângulo” — volume se acumula na parte inferior enquanto a parte superior esvazia. O triângulo da juventude (base nas maçãs do rosto, ponta no queixo) se inverte.

    Os Ligamentos: A Sustentação Cede

    Os ligamentos de retenção facial são estruturas fibrosas que ancoram os tecidos moles ao esqueleto. Os principais são:

    • Ligamento zigomático — ancora os tecidos do terço médio ao arco zigomático
    • Ligamento mandibular — sustenta os tecidos ao longo da borda da mandíbula
    • Ligamento platisma-auricular — ajuda a manter o contorno cervicomandibular
    • Ligamentos orbitários — sustentam os tecidos ao redor dos olhos

    Com o tempo, esses ligamentos se alongam e enfraquecem. Quando o ligamento zigomático cede, por exemplo, a gordura malar desce, criando o sulco nasogeniano profundo e a bochecha caída. Quando o ligamento mandibular enfraquece, os jowls se formam abaixo da mandíbula.

    Este é exatamente o motivo pelo qual o deep plane é superior: nesta técnica, liberamos os ligamentos enfraquecidos e reposicionamos toda a camada SMAS como uma unidade — não apenas puxamos a pele por cima de ligamentos que continuam cedendo.

    O SMAS: A Camada-Chave

    O SMAS — Sistema Musculoaponeurótico Superficial — é uma camada contínua de músculo e fáscia que conecta os músculos da expressão facial entre si e com a pele. É a mesma camada que o platisma representa no pescoço.

    Com o envelhecimento, o SMAS perde tônus e se torna mais frouxo. Como a pele está conectada ao SMAS e o SMAS está ancorado ao osso pelos ligamentos, quando o SMAS cai, a pele cai junto.

    O lifting deep plane trabalha diretamente no SMAS, entrando abaixo dele e reposicionando-o. É como ajustar o forro de uma jaqueta — quando o forro está no lugar certo, o tecido externo naturalmente se ajusta.

    A Pele: O Reflexo Visível de Tudo

    A pele é a camada mais externa e, portanto, a mais visível. Ela envelhece de duas formas:

    Envelhecimento Intrínseco

    Geneticamente programado, envolve a redução gradual na produção de colágeno (diminui cerca de 1% ao ano a partir dos 20 anos), perda de elastina e ácido hialurônico. A pele se torna progressivamente mais fina, seca e menos elástica.

    Envelhecimento Extrínseco (Fotoenvelhecimento)

    Causado principalmente pela radiação ultravioleta, é responsável por até 80% do envelhecimento visível da pele. Manifesta-se como rugas, manchas, aspereza e perda de elasticidade. Tabagismo, poluição e estresse oxidativo também contribuem.

    O lifting facial não trata diretamente a qualidade da pele — trata a posição dos tecidos. É por isso que frequentemente recomendo procedimentos complementares de resurfacing (laser, peelings, dermoabrasão) para otimizar a qualidade cutânea.

    O Pescoço: Envelhecimento Acelerado

    O pescoço merece menção especial porque envelhece de forma particularmente visível:

    • O músculo platisma se afina e suas bordas mediais se separam, criando as bandas verticais visíveis
    • Gordura submentoniana se acumula (genética + envelhecimento)
    • A pele cervical, naturalmente mais fina, perde elasticidade rapidamente
    • O ângulo cervicomental se torna obtuso, perdendo definição

    É por isso que insisto na importância de tratar o pescoço junto com a face — são unidades anatômicas que envelhecem juntas e devem ser rejuvenescidas juntas.

    A Sequência do Envelhecimento: Um Mapa Temporal

    Embora cada pessoa envelheça de forma única, existe uma sequência geral observável:

    • 30-35 anos: primeiras linhas finas, início sutil de perda de volume temporal e malar
    • 35-40 anos: sulcos nasogenianos mais evidentes, início de flacidez mandibular leve, pálpebras começando a mostrar excesso
    • 40-50 anos: jowls evidentes, pescoço perdendo definição, linhas de marionete surgindo, perda de volume generalizada no terço médio
    • 50-60 anos: flacidez significativa em todas as áreas, bandas platismais visíveis, dermatocálase palpebral, inversão completa do triângulo da juventude
    • 60+ anos: mudanças avançadas em todas as camadas, pele fina e atrófica, esqueletização facial, pescoço com flacidez marcada

    Como o Lifting Deep Plane Aborda Cada Camada

    Agora que entendemos a anatomia do envelhecimento, fica claro por que o deep plane é a abordagem mais lógica e eficaz:

    • Ligamentos: são liberados e os tecidos reposicionados acima deles
    • SMAS: é elevado e suspenso como uma unidade, restaurando a estrutura de sustentação
    • Gordura: os compartimentos de gordura se movem junto com o SMAS, voltando à posição juvenil
    • Pele: redistribuída sem tensão sobre a nova estrutura, resultando em aspecto natural e cicatrizes melhores
    • Volume: complementado com enxerto de gordura quando necessário

    É uma abordagem que respeita e trabalha com a anatomia — não contra ela.

    Conclusão

    O envelhecimento facial é um processo multifatorial que afeta todas as camadas da face: osso, gordura, ligamentos, SMAS e pele. Uma abordagem cirúrgica que trate apenas a pele está fadada a produzir resultados artificiais e efêmeros. O lifting deep plane, ao tratar as camadas profundas onde as mudanças realmente acontecem, oferece o rejuvenescimento mais lógico, natural e duradouro.

    Se você nota que seu rosto está mudando e quer entender exatamente quais estruturas estão envolvidas no seu caso, agende uma consulta. Explicarei pessoalmente a anatomia do seu envelhecimento e quais abordagens trarão os melhores resultados para você.

  • Bichectomia e Harmonização Facial: Entenda a Relação

    Bichectomia e Harmonização Facial: Entenda a Relação

    Harmonização Facial: Um Conceito em Evolução

    O termo “harmonização facial” se popularizou enormemente nos últimos anos, abrangendo um conjunto de procedimentos que visam equilibrar as proporções do rosto. Dentro desse conceito, a bichectomia frequentemente aparece como peça-chave — mas será que ela realmente se encaixa em todos os planos de harmonização? Em minha experiência como cirurgião plástico facial em Londrina, a resposta é: depende muito de cada caso.

    Neste artigo, vou explorar a relação entre bichectomia e harmonização facial de forma criteriosa, baseada em princípios de anatomia e proporção — não em tendências passageiras.

    O Que É Harmonização Facial de Verdade

    Harmonização facial, em sua essência, significa trazer equilíbrio às proporções do rosto. Não é sobre criar um padrão único de beleza, mas sobre identificar o que está desproporcional em um rosto específico e corrigir de forma que todas as estruturas conversem entre si.

    Os pilares de um rosto harmonioso incluem:

    • Proporção dos terços: terço superior, médio e inferior com alturas equilibradas
    • Simetria: não perfeita (inexistente na natureza), mas sem assimetrias grosseiras
    • Contorno: transições suaves entre as regiões faciais
    • Volume: distribuição equilibrada de gordura e músculo
    • Projeção: relação harmônica entre as proeminências faciais

    A harmonização verdadeira considera todos esses elementos de forma integrada. O erro mais comum que observo é tratar cada elemento isoladamente, sem considerar o impacto no conjunto.

    Onde a Bichectomia Se Encaixa

    A bola de Bichat contribui para o volume do terço médio-inferior da face. Quando excessivamente volumosa, pode causar um arredondamento que mascara a estrutura óssea subjacente — zigomáticos, mandíbula e mento. Nesse contexto específico, sua remoção pode revelar contornos que estavam “escondidos” sob o excesso de gordura.

    Porém — e este é um ponto crucial — a bichectomia subtrai. Ela remove tecido. A maioria dos procedimentos de harmonização facial adiciona: preenchimento em mandíbula, em queixo, em zigomáticos, em lábios. Quando combinamos procedimentos que adicionam volume em algumas áreas com a remoção de volume em outra, o resultado pode ser uma definição facial impressionante — ou pode ser um rosto que parece artificial, com cheias onde a natureza não previa e vazios onde deveria haver plenitude.

    A Combinação Clássica: Bichectomia + Preenchimento

    A combinação mais popular é a bichectomia associada a preenchimento com ácido hialurônico em mandíbula, queixo e zigomáticos. A lógica é: removemos gordura das bochechas e adicionamos volume nas proeminências ósseas, criando contraste e definição.

    Quando Funciona Bem

    • Paciente com rosto genuinamente arredondado por bola de Bichat volumosa
    • Estrutura óssea bem desenvolvida que fica mascarada pelo excesso de gordura
    • Mandíbula e queixo proporcionais — o preenchimento serve apenas para acentuar, não para criar estrutura que não existe
    • Paciente com boa reserva de gordura facial residual, de forma que a remoção da bola de Bichat não cause esqueletização

    Quando Funciona Mal

    • Paciente com rosto já fino, onde a bichectomia cria depressões não naturais
    • Excesso de preenchimento tentando compensar a remoção exagerada de gordura
    • Paciente jovem sem considerar o envelhecimento futuro
    • Busca por um “formato” específico de rosto que não condiz com a estrutura anatômica individual

    A Perspectiva do Cirurgião Plástico

    Minha formação como cirurgião plástico me dá uma visão distinta da harmonização facial. Enquanto muitos procedimentos de harmonização são realizados em consultórios por profissionais de diversas formações, a visão cirúrgica considera o rosto em três dimensões, leva em conta as estruturas profundas e, fundamentalmente, pensa no resultado a longo prazo.

    Quando avalio um paciente que deseja “harmonizar o rosto”, minha análise inclui:

    • A estrutura óssea subjacente — maxila, mandíbula, zigomáticos, mento
    • A distribuição dos compartimentos de gordura faciais
    • A qualidade e espessura da pele
    • A musculatura facial
    • O envelhecimento projetado para os próximos 10, 20 anos

    Essa análise profunda me permite recomendar o plano mais adequado, que pode incluir ou não a bichectomia, e que pode incluir procedimentos cirúrgicos que oferecem resultados mais definitivos e naturais que abordagens puramente injetáveis.

    Alternativas Cirúrgicas à Harmonização

    Para muitos pacientes que buscam harmonização facial, procedimentos cirúrgicos oferecem resultados superiores e mais duradouros:

    • Mentoplastia: projetar o queixo transforma o perfil de forma permanente — resultado incomparavelmente superior ao preenchimento repetitivo
    • Rinoplastia: um nariz harmonioso impacta toda a percepção facial
    • Otoplastia: orelhas proporcionais contribuem para o equilíbrio visual do rosto
    • Enxerto de gordura: restauração volumétrica permanente e com efeito regenerativo
    • Lifting facial: para pacientes que já apresentam flacidez, o reposicionamento tecidual é a verdadeira harmonização

    Minha Posição Honesta

    Realizo bichectomia quando ela é parte de um plano lógico e fundamentado anatomicamente. Não a realizo como procedimento “de moda” ou quando minha avaliação indica que o resultado será prejudicial ao longo prazo.

    A verdadeira harmonização facial não é sobre seguir tendências — é sobre entender o que cada rosto precisa para alcançar seu melhor equilíbrio. Às vezes isso inclui a bichectomia; muitas vezes não inclui.

    O paciente bem informado é o melhor paciente. Espero que este artigo ajude você a formar uma opinião mais crítica sobre o papel da bichectomia na harmonização facial, para além das promessas simplificadas que circulam nas redes sociais.

    Se você busca harmonização facial e gostaria de uma avaliação criteriosa e individualizada, agende uma consulta. Terei prazer em analisar suas proporções e recomendar o plano mais adequado para alcançar equilíbrio e naturalidade no seu rosto.

  • Lifting Facial + Enxerto de Gordura: A Combinação Perfeita

    Lifting Facial + Enxerto de Gordura: A Combinação Perfeita

    Se o lifting facial deep plane é o padrão-ouro em reposicionamento dos tecidos faciais, o enxerto de gordura é seu complemento ideal. Na minha prática em Londrina, combino esses dois procedimentos na maioria dos meus pacientes de lifting — e o resultado é um rejuvenescimento verdadeiramente tridimensional que nem o lifting isolado nem o enxerto sozinho conseguem alcançar.

    Neste artigo, explico por que essa combinação é tão poderosa, como funciona o processo e o que esperar dos resultados.

    Por Que o Lifting Sozinho Nem Sempre é Suficiente

    O envelhecimento facial não é apenas sobre flacidez — é sobre perda de volume. Ao longo dos anos, perdemos gordura em áreas-chave da face:

    • Têmporas — a região temporal se deprime, criando um aspecto esqueletizado
    • Maçãs do rosto — o volume malar que sustenta a aparência jovem e saudável diminui
    • Sulcos nasogenianos — a perda de volume no terço médio aprofunda essas linhas
    • Região periorbital — o esqueletamento da órbita contribui para olheiras e aspecto cansado
    • Lábios — perda de volume labial com afinamento do vermelhão

    O lifting deep plane reposiciona brilhantemente os tecidos caídos, mas não repõe volume que foi perdido ao longo de décadas. É como reorganizar os móveis de uma sala que encolheu — tudo fica no lugar certo, mas falta preenchimento.

    O enxerto de gordura resolve exatamente essa equação, restaurando volume onde ele foi perdido e criando um resultado pleno e harmonioso.

    O Que é o Enxerto de Gordura Facial

    O enxerto de gordura — também chamado de lipoenxertia ou fat grafting — consiste em transferir gordura do próprio paciente de uma área doadora (geralmente abdômen, flancos ou parte interna das coxas) para a face.

    O processo envolve três etapas principais:

    1. Coleta (Lipoaspiração)

    Uma pequena quantidade de gordura é aspirada da área doadora usando cânulas finas. Não é uma lipoaspiração corporal convencional — coletamos apenas o necessário para a face, geralmente 30 a 80 ml de gordura processada. A incisão na área doadora é mínima — 2 a 3 milímetros.

    2. Processamento

    A gordura coletada é cuidadosamente processada para separar as células de gordura viáveis do fluido anestésico, sangue e óleo. Utilizo a técnica de centrifugação ou decantação, dependendo do caso, para obter um concentrado puro de adipócitos saudáveis.

    3. Injeção

    A gordura processada é injetada na face usando microcânulas em múltiplas passadas e camadas. Esta é a etapa mais artística do processo — a quantidade, a profundidade e a distribuição da gordura em cada região determinam o resultado final.

    Onde Aplico o Enxerto de Gordura

    Cada face tem suas necessidades específicas, mas as áreas mais comuns de volumização incluem:

    • Região malar (maçãs do rosto) — restauro a projeção e a plenitude que definem um rosto jovem. Esta é a área onde mais frequentemente realizo enxertia
    • Sulcos nasogenianos — suavizo a profundidade dessas linhas, que o lifting sozinho pode não resolver completamente
    • Têmporas — preencho a concavidade temporal que contribui para um aspecto envelhecido
    • Sulcos lacrimo-jugais — a transição entre pálpebra inferior e bochecha, onde a perda de volume cria olheiras e aspecto cansado
    • Região perioral — linhas de marionete e comissuras labiais se beneficiam de volume adicional
    • Queixo e mandíbula — em casos selecionados, para melhorar o contorno

    A Sinergia com o Lifting Deep Plane

    A combinação de lifting e enxerto de gordura é sinérgica — o resultado combinado é superior à soma das partes. Eis por quê:

    O Lifting Cria a Base

    O deep plane reposiciona o SMAS e os tecidos profundos, recriando a estrutura facial juvenil. Os jowls são eliminados, a mandíbula é redefinida, o pescoço é esculpido. Mas a face reposicionada pode ainda apresentar depressões e perda de volume.

    O Enxerto Completa a Tridimensionalidade

    A gordura enxertada preenche essas depressões, restaura a plenitude das maçãs do rosto, suaviza transições e cria aquela aparência viçosa e saudável que é marca da juventude. O resultado passa de “rejuvenescido” para “radiante”.

    Benefício Adicional: Qualidade da Pele

    A gordura enxertada contém células-tronco mesenquimais que parecem ter um efeito regenerativo sobre os tecidos ao redor. Pacientes que recebem enxerto de gordura frequentemente relatam — e eu confirmo na avaliação clínica — uma melhora na qualidade e na textura da pele nas áreas tratadas. A pele fica mais viçosa, mais luminosa, com aparência mais saudável.

    Quanto de Gordura Sobrevive?

    Uma pergunta frequente é sobre a taxa de sobrevivência da gordura enxertada. É uma pergunta válida, pois nem toda gordura injetada se integra permanentemente.

    Na minha experiência e com base na literatura, a taxa de sobrevivência do enxerto de gordura facial é de aproximadamente 60 a 80% quando realizado com técnica adequada. Isso significa que parte da gordura é reabsorvida nos primeiros 3 a 6 meses, mas a porção que sobrevive se integra permanentemente aos tecidos, com resultado duradouro.

    Para compensar essa reabsorção esperada, injeto uma quantidade ligeiramente maior do que o necessário — o chamado sobrecorreção calculada. Nas primeiras semanas, a face pode parecer um pouco mais volumosa que o ideal, mas à medida que a reabsorção parcial ocorre, o resultado se estabiliza no ponto exato desejado.

    Como é Realizado o Procedimento Combinado

    Quando combino lifting e enxerto de gordura, o fluxo cirúrgico é:

    • Início: coleta da gordura da área doadora e processamento
    • Lifting deep plane: realizo todo o lifting facial e cervical
    • Enxerto de gordura: após o reposicionamento dos tecidos, injeto a gordura nas áreas planejadas
    • Fechamento: a pele é redistribuída e as incisões fechadas

    A ordem é importante: o enxerto é feito após o lifting porque o reposicionamento dos tecidos muda a anatomia da face, e preciso ver essa nova anatomia para decidir exatamente onde e quanto de gordura injetar.

    O tempo adicional para o enxerto de gordura é de 30 a 45 minutos no tempo cirúrgico total.

    Recuperação

    A recuperação do procedimento combinado é essencialmente a mesma do lifting isolado, com algumas particularidades:

    • Inchaço adicional: as áreas que receberam enxerto ficam mais inchadas que as demais. Isso é especialmente notável nas maçãs do rosto e têmporas nos primeiros 7 a 10 dias
    • Área doadora: o local da lipoaspiração pode apresentar equimoses e desconforto leve por 7 a 14 dias, mas geralmente não impacta significativamente a recuperação
    • Cuidados com a gordura: evitar pressão ou massagem sobre as áreas enxertadas nas primeiras 3 semanas para não comprometer a integração

    O resultado do enxerto se estabiliza em torno de 3 a 4 meses, quando a reabsorção parcial já ocorreu e o volume remanescente é o definitivo.

    Enxerto de Gordura vs Preenchimento

    Muitos pacientes perguntam se não poderiam simplesmente usar preenchimento com ácido hialurônico ao invés do enxerto de gordura. A resposta depende do contexto:

    • Para volumes pequenos e pontuais (lábios, rugas finas), o ácido hialurônico pode ser adequado
    • Para restauração volumétrica ampla da face (maçãs do rosto, têmporas, múltiplas áreas), o enxerto de gordura é superior porque: é permanente, tem efeito regenerativo na pele, é material do próprio corpo (sem risco de reações), e o custo-benefício a longo prazo é melhor

    No contexto do lifting facial, onde já estamos no centro cirúrgico e o paciente está sob anestesia, o enxerto de gordura é a escolha lógica e superior ao preenchimento para restauração volumétrica.

    Resultados

    A combinação de lifting deep plane com enxerto de gordura produz o que considero o rejuvenescimento facial mais completo disponível atualmente. Os pacientes não apenas parecem mais jovens — parecem mais saudáveis, mais viçosos, mais radiantes.

    É a diferença entre um rosto que foi “puxado” (resultado de técnicas superficiais sem volumização) e um rosto que foi verdadeiramente rejuvenescido em todas as dimensões.

    Conclusão

    O enxerto de gordura é o complemento natural e ideal do lifting facial deep plane. Juntos, esses procedimentos abordam os dois pilares do envelhecimento facial — flacidez e perda de volume — resultando em um rejuvenescimento tridimensional, natural e duradouro.

    Se você deseja entender como a combinação de lifting com enxerto de gordura pode rejuvenescer sua face de forma completa, agende uma consulta. Avaliarei pessoalmente quais áreas se beneficiariam de reposicionamento e volumização para alcançar o melhor resultado possível.

  • Bichectomia: Vale a Pena? Prós, Contras e Indicações Reais

    Bichectomia: Vale a Pena? Prós, Contras e Indicações Reais

    Um Procedimento Que Exige Honestidade

    A bichectomia — cirurgia para remoção da bola de Bichat — tornou-se um dos procedimentos estéticos mais comentados e procurados nos últimos anos. Nas redes sociais, é apresentada como a solução definitiva para afinar o rosto e evidenciar os contornos faciais. Na realidade, o tema merece uma discussão muito mais cuidadosa do que a maioria das publicações oferece.

    Como cirurgião plástico facial em Londrina, com uma visão focada na harmonia e no equilíbrio do rosto, tenho uma posição bastante criteriosa em relação à bichectomia. Neste artigo, vou compartilhar minha perspectiva honesta sobre quando ela realmente vale a pena e quando pode ser uma decisão arriscada.

    O Que É a Bola de Bichat

    A bola de Bichat é um coxim de gordura localizado nas bochechas, entre o músculo masseter e o músculo bucinador. Recebe esse nome em homenagem ao anatomista francês Marie François Xavier Bichat, que a descreveu no século XIX.

    Essa estrutura tem funções importantes durante a infância — facilita a sucção durante a amamentação e protege estruturas profundas da face durante o crescimento. No adulto, seu papel funcional é mínimo, mas ela contribui para o volume e o contorno das bochechas.

    A bola de Bichat tem tamanho variável entre os indivíduos. Algumas pessoas têm bolas de Bichat volumosas que contribuem significativamente para a “redondeza” facial, enquanto outras têm volumes mínimos.

    Como É a Cirurgia

    A bichectomia é tecnicamente simples e rápida:

    • Realizada sob anestesia local
    • Dura aproximadamente 30-40 minutos
    • A incisão é feita dentro da boca, na mucosa jugal
    • A bola de gordura é identificada, dissecada e removida parcial ou totalmente
    • Não há cicatriz externa
    • O paciente vai para casa no mesmo dia

    A recuperação envolve edema facial por 1-2 semanas, dieta pastosa nos primeiros dias e cuidados com higiene oral.

    Quando a Bichectomia Vale a Pena

    Na minha avaliação, a bichectomia é genuinamente indicada em situações específicas:

    Rosto Constitutivamente Arredondado

    Pacientes com rosto naturalmente redondo devido a bolas de Bichat volumosas, que mantêm a aparência de “bochechas cheias” independente do peso corporal. São pessoas que mesmo magras apresentam uma face arredondada que as incomoda esteticamente.

    Mordedura Crônica da Mucosa

    Existe uma indicação funcional: pacientes que mordem repetidamente a mucosa interna da bochecha porque a bola de Bichat é volumosa demais, criando excesso de tecido que se interpõe entre os dentes.

    Complemento a Outros Procedimentos

    Em alguns casos, a bichectomia pode complementar uma rinoplastia ou mentoplastia quando o terço médio facial é excessivamente volumoso e desproporcionado.

    Quando a Bichectomia NÃO Vale a Pena

    E aqui está o ponto crucial — as situações em que a bichectomia pode ser prejudicial são mais comuns do que as indicações genuínas:

    Pacientes Magros com Rosto Fino

    Pessoas que já têm pouco volume facial e desejam “afinar mais” estão correndo um risco real. A remoção de gordura de um rosto que já é delgado pode resultar em uma aparência esqueletizada, envelhecida e cansada — exatamente o oposto do que buscavam.

    Pacientes Jovens Sem Considerar o Envelhecimento

    Este é meu maior alerta. A gordura facial é perdida naturalmente com o envelhecimento. O rosto que é “cheia demais” aos 25 anos frequentemente será o rosto que mantém uma aparência jovem e saudável aos 45. Remover gordura que será naturalmente perdida com o tempo é antecipar o envelhecimento.

    Já atendi pacientes de 35-40 anos arrependidos de bichectomias realizadas na década anterior, com faces escavadas que agora precisam de enxerto de gordura para restaurar o volume perdido. A ironia é evidente.

    Influência das Redes Sociais

    Muitos pacientes buscam a bichectomia não por insatisfação genuína com a anatomia facial, mas pela influência de tendências estéticas passageiras. O rosto “contornado” que está em voga hoje pode não ser o padrão estético de amanhã, mas os efeitos da cirurgia são permanentes.

    O Envelhecimento: O Fator Que Ninguém Menciona

    Preciso enfatizar este ponto porque é o mais negligenciado nas discussões sobre bichectomia: a gordura facial é um dos ativos mais valiosos que temos contra o envelhecimento.

    A partir dos 30-35 anos, começamos a perder volume facial progressivamente. A região malar desincha, as bochechas afundam, os sulcos nasolabiais se aprofundam e o rosto adquire aquela aparência “cansada” e “escavada” que todos associamos ao envelhecimento.

    Remover gordura facial cirurgicamente em um paciente jovem é, em essência, acelerar esse processo. A bola de Bichat removida não regenera — e a falta que ela fará pode se tornar evidente uma década depois, quando a perda volumétrica natural do envelhecimento se somar à perda cirúrgica.

    Alternativas à Bichectomia

    Para pacientes que desejam um rosto mais definido, existem alternativas que não envolvem a remoção permanente de tecido:

    • Contorno com ácido hialurônico: preenchimento estratégico em mandíbula e queixo pode criar definição facial sem remover gordura
    • Toxina botulínica no masseter: reduz o volume do músculo masseter, afinando o terço inferior
    • Perda de peso: em pacientes com excesso de peso, o emagrecimento pode reduzir significativamente o volume facial
    • Mentoplastia: um queixo mais projetado cria a ilusão de um rosto mais fino e definido

    Minha Abordagem

    Sou honesto com meus pacientes: realizo bichectomia quando genuinamente indicada, mas recuso o procedimento quando avalio que será prejudicial a longo prazo. Minha responsabilidade como cirurgião vai além de atender desejos imediatos — preciso considerar como o resultado se comportará ao longo dos anos.

    Na consulta, faço uma análise facial completa, considerando o volume de gordura disponível, a estrutura óssea, a idade do paciente e as projeções de envelhecimento futuro. Se a bichectomia é indicada, realizo com tranquilidade. Se não é, explico claramente os motivos e proponho alternativas que alcançarão o resultado desejado sem os riscos a longo prazo.

    Essa transparência é fundamental. Um bom cirurgião é aquele que sabe dizer “não” quando necessário.

    Se você está considerando a bichectomia e gostaria de uma avaliação honesta e individualizada, agende uma consulta. Terei prazer em analisar seu rosto, discutir se o procedimento é indicado no seu caso e apresentar todas as alternativas disponíveis.

  • Cicatrizes do Lifting Facial: Onde Ficam e Como Evoluem

    Cicatrizes do Lifting Facial: Onde Ficam e Como Evoluem

    A preocupação com cicatrizes é um dos principais motivos que levam pacientes a hesitar em realizar o lifting facial. É uma preocupação compreensível — afinal, ninguém quer trocar a flacidez por marcas visíveis. A boa notícia é que, com técnica adequada e cuidados pós-operatórios corretos, as cicatrizes do lifting facial são tipicamente discretas e, na maioria dos casos, praticamente imperceptíveis após a maturação completa.

    Neste artigo, vou explicar exatamente onde ficam as incisões, como as cicatrizes evoluem ao longo do tempo, e o que fazer para otimizar o resultado cicatricial.

    O Trajeto das Incisões no Lifting Deep Plane

    O planejamento das incisões é uma das primeiras coisas que defino ao programar a cirurgia. Cada incisão é posicionada estrategicamente em áreas de transição natural, onde se torna virtualmente invisível após a cicatrização.

    Região Temporal (Linha do Cabelo)

    A incisão inicia na região temporal, dentro ou ao longo da linha do cabelo. Existem duas abordagens principais:

    • Incisão intracapilar — feita dentro do cabelo, ficando completamente escondida. A desvantagem potencial é uma discreta elevação da linha do cabelo
    • Incisão ao longo da linha do cabelo (trichophytic) — feita na borda do cabelo, permitindo que os fios crescam através da cicatriz, camuflando-a. Esta é minha preferência na maioria dos casos, pois preserva a posição natural da linha do cabelo

    Região Pré-Auricular

    A incisão segue para baixo pela região pré-auricular — a área logo à frente da orelha. Aqui, posiciono a incisão dentro do trago (a proeminência cartilaginosa na entrada do canal auditivo). Essa técnica, chamada de incisão retrotragal, esconde a cicatriz dentro de uma estrutura anatômica natural.

    Em homens, a incisão pré-auricular pode seguir um trajeto ligeiramente diferente para respeitar a linha da barba, como expliquei no artigo sobre lifting masculino.

    Contorno do Lóbulo da Orelha

    A incisão contorna delicadamente o lóbulo da orelha, seguindo seu formato natural. Este é um ponto crucial: o lóbulo deve manter sua aparência natural e solta após a cirurgia. Um lóbulo distorcido ou “colado” à face é sinal de técnica inadequada ou tensão excessiva.

    Região Retroauricular

    Atrás da orelha, a incisão segue o sulco retroauricular — a dobra natural onde a orelha encontra o crânio. Esta é uma área naturalmente escondida, e a cicatriz aqui é praticamente invisível mesmo com o cabelo preso.

    Extensão para o Couro Cabeludo Posterior

    A incisão termina se estendendo discretamente para o couro cabeludo na região occipital, escondida pelo cabelo. A extensão varia conforme o grau de excesso de pele na região do pescoço que precisa ser removido.

    Incisão Submentoniana

    Quando o lifting inclui o tratamento do pescoço — o que é frequente na minha prática — adiciono uma pequena incisão sob o queixo, no sulco submentoniano natural. Essa incisão de 3 a 4 centímetros permite acesso direto ao pescoço para lipoaspiração, remoção de gordura profunda e platysmaplastia. Após a cicatrização, ela é virtualmente invisível, pois fica em uma área de sombra natural.

    A Evolução das Cicatrizes: O Que Esperar Mês a Mês

    A cicatrização é um processo biológico com fases bem definidas. Entender cada fase ajuda o paciente a ter paciência e expectativas realistas.

    Primeiras 2 Semanas

    Nesta fase, as cicatrizes estão em fase inflamatória — é normal que estejam vermelhas, levemente inchadas e com crostas. Os pontos de sutura são removidos entre o 5º e o 10º dia. Após a remoção, fitas adesivas especiais (Steri-Strips) podem ser aplicadas para proteger a cicatriz.

    Semanas 3 a 6

    As cicatrizes entram na fase proliferativa. Podem ficar mais rosadas ou avermelhadas — o que é normal e esperado. Existe uma leve elevação que é parte natural do processo de remodelação. Nesta fase, inicio os cuidados tópicos com cremes cicatrizantes.

    Meses 2 a 4

    Este é frequentemente o período em que os pacientes ficam mais ansiosos, porque as cicatrizes podem parecer mais evidentes do que nas primeiras semanas. É a fase de maturação ativa — o colágeno está sendo reorganizado, e a cicatriz pode estar rosada e ligeiramente firme. Tranquilizo meus pacientes: isso é temporário e esperado.

    Meses 4 a 8

    Gradualmente, as cicatrizes começam a clarear, amolecer e afinar. A coloração rosada vai dando lugar a um tom mais próximo da pele natural. É nesta fase que os pacientes começam a perceber como as cicatrizes estão ficando discretas.

    Meses 8 a 12

    A maturação final resulta em cicatrizes finas, macias e da cor da pele ao redor. Na maioria dos pacientes, as cicatrizes são praticamente imperceptíveis a olho nu, mesmo de perto. O resultado cicatricial definitivo é avaliado neste período.

    Por Que as Cicatrizes do Deep Plane São Melhores

    Um aspecto técnico importante: a qualidade das cicatrizes no deep plane tende a ser superior à de técnicas superficiais. A razão é simples e lógica.

    No deep plane, toda a sustentação vem das estruturas profundas reposicionadas. A pele fecha sem tensão — ela é redistribuída suavemente sobre a nova estrutura. Uma cicatriz sem tensão cicatriza melhor: fica mais fina, mais plana e menos visível.

    Em técnicas superficiais, onde a pele é responsável por parte da sustentação, o fechamento ocorre sob tensão. Tensão na pele é o principal fator que leva a cicatrizes alargadas, hipertróficas ou visíveis ao longo do tempo.

    Cuidados Para Otimizar as Cicatrizes

    Prescrevo um protocolo específico de cuidados cicatriciais para meus pacientes:

    Proteção Solar Rigorosa

    Este é o cuidado mais importante. A cicatriz em maturação é extremamente vulnerável à hiperpigmentação causada pela radiação UV. Recomendo protetor solar FPS 50+ sobre as cicatrizes diariamente, reaplicando a cada 3-4 horas quando exposto ao sol. Essa disciplina deve ser mantida por no mínimo 12 meses.

    Cremes Cicatrizantes

    A partir da terceira semana, prescrevo cremes à base de silicone médico. O silicone tópico é o tratamento com melhor evidência científica para otimizar cicatrizes — ele cria um ambiente de hidratação ideal que favorece a organização do colágeno.

    Massagem Cicatricial

    A partir do segundo mês, oriento massagens suaves sobre as cicatrizes com movimentos circulares. Isso ajuda a amolecer a fibrose e a melhorar a textura da cicatriz.

    Evitar Tração

    Nas primeiras semanas, movimentos bruscos ou atividades que tracionem a pele da face e pescoço devem ser evitados. A cicatriz em formação é frágil e pode alargar se submetida a estresse mecânico.

    Fatores Que Influenciam a Cicatrização

    Cada pessoa cicatriza de forma diferente. Alguns fatores que influenciam a qualidade final das cicatrizes:

    • Genética — o fator mais determinante. Pacientes com histórico de cicatrizes hipertróficas ou queloidianas devem informar o cirurgião
    • Tipo de pele — peles mais escuras (fototipos III-VI) tendem a ter cicatrizes mais pigmentadas; a proteção solar é ainda mais importante
    • Tabagismo — compromete a cicatrização ao reduzir a oxigenação dos tecidos
    • Idade — pacientes mais jovens tendem a cicatrizar com mais vigor, o que paradoxalmente pode significar cicatrizes inicialmente mais rosadas, mas que amadurecem para um excelente resultado final
    • Nutrição — deficiências de vitamina C, zinco e proteínas podem prejudicar a cicatrização

    E Se a Cicatriz Não Ficar Ideal?

    Na grande maioria dos meus pacientes — estimo mais de 95% — as cicatrizes amadurecem para um resultado excelente. Porém, em casos raros, uma cicatriz pode ficar mais visível do que o desejado. Nessas situações, existem opções:

    • Injeção de corticoide — para cicatrizes hipertróficas ou elevadas
    • Laser fracionado — para melhorar textura e coloração
    • Revisão cirúrgica da cicatriz — em casos selecionados, a excisão e novo fechamento da cicatriz pode melhorar significativamente o resultado

    Essas intervenções são raras, mas é importante que o paciente saiba que existem soluções caso alguma cicatriz não evolua idealmente.

    Conclusão

    As cicatrizes do lifting facial deep plane são estrategicamente posicionadas, fecham sem tensão e amadurecem para resultados excelentes na grande maioria dos pacientes. Com os cuidados adequados — especialmente proteção solar e uso de silicone tópico — elas se tornam praticamente imperceptíveis ao longo de 6 a 12 meses.

    Se a preocupação com cicatrizes é o que te impede de considerar o lifting facial, agende uma consulta para que eu possa mostrar resultados reais de cicatrizes em diferentes fases de maturação. Tenho certeza de que ficará tranquilo ao ver a evolução.