Se você percebeu que uma ou ambas as pálpebras superiores estão caindo progressivamente, cobrindo parte da pupila e dificultando sua visão, é provável que esteja diante de uma ptose palpebral. Essa condição, conhecida popularmente como "pálpebra caída", vai muito além de uma questão estética — trata-se de um problema funcional que pode comprometer significativamente sua qualidade de vida.
Ao longo de mais de vinte anos como cirurgião plástico em Londrina, atendi centenas de pacientes com ptose palpebral. Muitos chegavam ao consultório achando que precisavam apenas de uma blefaroplastia para remover o excesso de pele, quando na verdade o problema real era a fraqueza do músculo elevador da pálpebra. Essa distinção é fundamental, porque o tratamento correto depende de um diagnóstico preciso.
A ptose palpebral ocorre quando o músculo elevador da pálpebra superior — responsável por manter o olho aberto — perde sua força ou se descola de sua inserção na cartilagem tarsal. O resultado é uma pálpebra que desce além da posição normal, podendo cobrir parcial ou totalmente a pupila. Diferentemente do simples excesso de pele que tratamos na blefaroplastia, a ptose envolve uma disfunção muscular ou da aponeurose que precisa ser corrigida cirurgicamente de forma específica.
Na minha prática, observo que muitos pacientes convivem com a ptose por anos antes de procurar tratamento. Alguns se adaptam inclinando a cabeça para trás ou elevando as sobrancelhas constantemente para compensar a queda da pálpebra. Essas compensações, além de causarem fadiga muscular e dores de cabeça, podem mascarar a gravidade real do problema. Se você se identificou com essa descrição, saiba que existe solução — e ela é mais acessível do que imagina.
A ptose palpebral pode ter diversas origens, e identificar a causa correta é essencial para definir a melhor abordagem cirúrgica. Na minha experiência, classifico as causas em quatro grandes grupos:
Esta é de longe a causa mais comum que encontro no consultório. Com o passar dos anos, a aponeurose do músculo elevador — uma estrutura tendinosa que conecta o músculo à pálpebra — vai se alongando, afinando ou se desinsere parcialmente da cartilagem tarsal. O resultado é uma pálpebra que vai caindo gradualmente ao longo dos anos. Esse tipo de ptose costuma ser bilateral, embora frequentemente um lado esteja mais comprometido que o outro.
O uso prolongado de lentes de contato rígidas pode acelerar esse processo, pois a manipulação repetida da pálpebra ao colocar e retirar as lentes contribui para o estiramento da aponeurose. Cirurgias oculares prévias, como a de catarata, também podem desencadear uma ptose involutiva.
Presente desde o nascimento, a ptose congênita ocorre quando o músculo elevador da pálpebra não se desenvolve adequadamente durante a gestação. O músculo apresenta uma quantidade anormal de tecido fibroso no lugar das fibras musculares contráteis, resultando em uma capacidade de elevação reduzida. Pode afetar um ou ambos os olhos.
Em crianças, a ptose congênita merece atenção especial porque pode causar ambliopia — o chamado "olho preguiçoso" — se a pálpebra caída obstruir o eixo visual durante o período crítico de desenvolvimento da visão. Nesses casos, a correção cirúrgica precoce é fundamental.
Causada por problemas nos nervos que controlam o músculo elevador. A mais conhecida é a paralisia do terceiro par craniano (nervo oculomotor), que além da ptose pode causar estrabismo e dilatação da pupila. A miastenia gravis, uma doença autoimune que afeta a junção entre o nervo e o músculo, também pode se manifestar inicialmente como ptose palpebral, frequentemente com característica flutuante — piora ao longo do dia e melhora com repouso.
Tumores palpebrais, cicatrizes, processos inflamatórios crônicos e traumas diretos na pálpebra ou na região orbital podem causar ptose por peso excessivo sobre a pálpebra ou por lesão direta do músculo elevador e sua aponeurose. Cirurgias prévias na região também se enquadram nessa categoria.
Durante a consulta, realizo um exame detalhado para identificar não apenas a presença da ptose, mas sua causa específica, pois isso determina a técnica cirúrgica mais adequada para cada paciente.
Uma das confusões mais frequentes que encontro é entre ptose palpebral e dermatocálase (excesso de pele na pálpebra superior). Embora possam coexistir — e frequentemente coexistem — são condições distintas que exigem tratamentos diferentes.
A dermatocálase é o excesso de pele e, por vezes, de gordura na pálpebra superior. A pele excedente pende sobre o sulco palpebral e pode cobrir os cílios, mas a margem da pálpebra em si permanece em posição normal. O tratamento é a blefaroplastia superior, que remove o excesso de pele e gordura.
Na ptose, o problema está na margem da pálpebra: ela desce abaixo da posição normal (que seria cerca de um a dois milímetros abaixo do limbo superior da córnea). Mesmo que você remova todo o excesso de pele com uma blefaroplastia, a pálpebra continuará caída se o músculo elevador não for reparado.
Já recebi pacientes que haviam feito blefaroplastia em outro serviço e saíram insatisfeitos porque "a pálpebra continuava caída". O motivo era simples: tinham ptose palpebral não diagnosticada. A blefaroplastia removeu o excesso de pele, mas não corrigiu a fraqueza do músculo elevador.
Por outro lado, é muito comum que eu realize a correção da ptose e a blefaroplastia no mesmo tempo cirúrgico. De fato, em pacientes acima de cinquenta anos, a combinação de ptose involutiva com dermatocálase é a regra, não a exceção. Nesse caso, primeiro corrijo a ptose — reforçando ou encurtando a aponeurose do elevador — e depois removo o excesso de pele. O resultado é um olhar completamente renovado.
Se você não tem certeza se o seu problema é excesso de pele, ptose ou ambos, a consulta presencial é o caminho. Realizo medidas precisas da fenda palpebral, da função do músculo elevador e da distância margem-reflexo para determinar exatamente o que precisa ser feito.
O sucesso da cirurgia de ptose começa com uma avaliação meticulosa. Na consulta, realizo uma série de medidas e testes que determinam não apenas a gravidade da ptose, mas também a técnica mais adequada para corrigi-la.
Examino também a posição das sobrancelhas, pois muitos pacientes com ptose desenvolvem uma elevação compensatória da sobrancelha que precisa ser considerada no planejamento cirúrgico. Avalio a presença de dermatocálase associada, a simetria facial, a função do músculo orbicular, a sensibilidade corneana e o filme lacrimal. Solicito avaliação oftalmológica quando necessário, especialmente para descartar causas neurológicas.
Quando existe suspeita de miastenia gravis, solicito teste de anticorpos anti-receptores de acetilcolina e, eventualmente, eletroneuromiografia. É fundamental excluir causas neurológicas antes de indicar cirurgia, pois o tratamento nesses casos pode ser clínico.
A escolha da técnica cirúrgica depende fundamentalmente de dois fatores: a causa da ptose e a função residual do músculo elevador. Ao longo de mais de duas décadas, domino as três principais abordagens, e escolho a mais adequada para cada caso individual.
Esta é a técnica que mais realizo, indicada para a ptose involutiva — a mais comum — onde a aponeurose do músculo elevador se alongou ou se desinsere da cartilagem tarsal. Através de uma incisão no sulco natural da pálpebra superior (a mesma utilizada na blefaroplastia), identifico a aponeurose, reforço sua inserção no tarso e ajusto a altura da pálpebra com suturas precisas.
A grande vantagem dessa técnica é que a realizo sob anestesia local com sedação, o que me permite pedir ao paciente que abra os olhos durante a cirurgia para verificar a simetria em tempo real. Esse ajuste intraoperatório é um dos segredos para obter resultados simétricos e naturais. A incisão fica escondida no sulco palpebral e torna-se praticamente invisível após a cicatrização.
Técnica minimamente invasiva realizada pela via posterior (pela face interna da pálpebra), sem incisão na pele. É ideal para ptose leve quando o teste de fenilefrina é positivo, indicando boa função do músculo de Müller. Resseco uma porção da conjuntiva e do músculo de Müller, encurtando a estrutura e elevando a pálpebra. A recuperação é mais rápida e não deixa cicatriz visível.
Reservo esta técnica para casos de ptose severa com função pobre do músculo elevador, como ocorre em ptoses congênitas graves. Quando o músculo elevador praticamente não funciona, a única alternativa é conectar a pálpebra ao músculo frontal, de modo que o paciente eleve a pálpebra ao contrair a testa.
Posso utilizar fáscia lata autóloga (retirada da coxa do próprio paciente), fáscia temporal ou materiais sintéticos como o silicone. A fáscia autóloga oferece os melhores resultados a longo prazo. A técnica exige experiência e precisão para obter um resultado funcional e esteticamente aceitável.
Na maioria dos pacientes adultos, combino a correção da ptose com blefaroplastia superior para remover o excesso de pele, obtendo um resultado completo. Em alguns casos, associo também a blefaroplastia inferior ou a blefaroplastia transconjuntival para rejuvenescimento completo da região periorbital. A elevação de supercílios também pode ser indicada quando há queda associada das sobrancelhas.
Descrevo aqui o procedimento mais comum na minha prática: o avanço da aponeurose do elevador, frequentemente associado à blefaroplastia superior.
A cirurgia é realizada sob anestesia local com sedação. Antes de iniciar, com o paciente sentado, faço marcações precisas na pálpebra, demarcando o sulco palpebral, a quantidade de pele a ser removida e os pontos de referência para a simetria.
A incisão é feita no sulco natural da pálpebra superior, seguindo a marcação previamente realizada. Após remover a faixa de pele e orbicular quando há dermatocálase associada, acesso o septo orbital e identifico a aponeurose do músculo elevador.
Identifico a aponeurose — que na ptose involutiva costuma estar adelgaçada, desinserida ou alongada — e a libero cuidadosamente. Realizo o avanço ou reinserção da aponeurose na face anterior da cartilagem tarsal com suturas de nylon ou poliéster. O ponto-chave é posicionar a sutura no local exato que proporcionará a elevação adequada da pálpebra.
Aqui está o diferencial da técnica sob anestesia local: peço ao paciente que abra os olhos e comparo a altura e o contorno de ambas as pálpebras. Faço ajustes finos nas suturas até obter a simetria desejada. Essa possibilidade de ajuste em tempo real é impossível sob anestesia geral e contribui enormemente para resultados superiores.
Fecho a incisão com suturas finas que são removidas entre o quinto e o sétimo dia. A cicatriz fica escondida no sulco palpebral natural e torna-se praticamente imperceptível em algumas semanas.
O procedimento dura entre quarenta e cinco minutos e uma hora e meia, dependendo se é uni ou bilateral e se há blefaroplastia associada. O paciente vai para casa no mesmo dia.
A recuperação da cirurgia de ptose palpebral é geralmente mais tranquila do que os pacientes imaginam. Aqui descrevo o que você pode esperar em cada fase:
Haverá inchaço e hematomas na região palpebral, o que é completamente normal. Recomendo compressas frias (gelo envolto em tecido limpo) durante vinte minutos a cada hora nas primeiras 48 horas. Mantenha a cabeça elevada, inclusive para dormir. A medicação prescrita controla bem o desconforto, que geralmente é leve. Colírios lubrificantes são utilizados para manter a córnea protegida.
O inchaço atinge seu pico entre o segundo e o terceiro dia e começa a regredir. As equimoses (manchas roxas) podem se estender para a região malar e desaparecem gradualmente em dez a quatorze dias. Os pontos são removidos entre o quinto e o sétimo dia no consultório, de forma rápida e indolor.
A maior parte do inchaço já cedeu e você estará apresentável para atividades sociais. A pálpebra pode apresentar uma ligeira assimetria temporária devido ao edema residual — isso é esperado e se resolve espontaneamente. Maquiagem suave pode ser utilizada após a retirada dos pontos.
O resultado vai se refinando progressivamente. A cicatriz no sulco palpebral amadurece e torna-se cada vez mais discreta. A sensibilidade da pálpebra, que pode ficar alterada nos primeiros dias, normaliza-se completamente.
Entre três e seis meses, o resultado definitivo se estabelece. A pálpebra assume sua posição final, o contorno palpebral fica natural e harmonioso, e os pacientes relatam uma melhora significativa não apenas na aparência, mas também no campo visual.
A ptose congênita merece um capítulo à parte por suas particularidades. Quando atendo uma criança com ptose palpebral, minha principal preocupação não é estética — é funcional. Uma pálpebra que cobre o eixo visual durante os primeiros anos de vida pode causar ambliopia, uma condição em que o cérebro "desliga" a visão daquele olho por não receber estímulos visuais adequados.
Quando a ptose é severa e cobre completamente ou quase completamente a pupila, a cirurgia deve ser realizada o mais precocemente possível — idealmente antes dos dois anos de idade — para permitir o desenvolvimento visual normal. Nesses casos, a técnica de escolha geralmente é a suspensão frontal, pois o músculo elevador costuma ter função muito pobre.
Se a ptose é parcial e não obstrui o eixo visual, posso acompanhar a criança clinicamente, com avaliações oftalmológicas periódicas para monitorar a acuidade visual e o desenvolvimento da ambliopia. A cirurgia pode ser programada para uma idade em que a cooperação da criança facilite o procedimento — geralmente entre três e cinco anos.
Em crianças, a cirurgia é realizada sob anestesia geral, o que impede o ajuste intraoperatório que faço nos adultos. Por isso, utilizo tabelas de referência baseadas na função do músculo elevador para calcular a quantidade exata de avanço ou ressecção necessária. A experiência do cirurgião é ainda mais crítica nesses casos.
Os pais devem estar cientes de que, na ptose congênita, pode ser necessário mais de um procedimento ao longo da vida da criança, especialmente se a primeira cirurgia for realizada muito precocemente. O acompanhamento a longo prazo é fundamental.
Como em qualquer procedimento cirúrgico, a correção de ptose palpebral possui riscos que discuto abertamente com todos os meus pacientes. Acredito que a transparência é fundamental para uma relação de confiança.
O ajuste da altura palpebral é milimétrico. Diferenças de apenas um milímetro são perceptíveis. A subcorreção (pálpebra que permanece mais baixa que o desejado) e a sobrecorreção (pálpebra que fica mais alta, dificultando o fechamento completo do olho) são as complicações mais comuns. O ajuste intraoperatório sob anestesia local minimiza muito esse risco, mas revisões cirúrgicas podem ser necessárias em uma pequena porcentagem de casos.
Obter simetria perfeita entre os dois olhos é o maior desafio técnico da cirurgia de ptose. É importante entender que nenhum rosto humano é perfeitamente simétrico, e pequenas assimetrias são aceitáveis e naturais. Em casos mais evidentes, uma revisão pode ser indicada.
Dificuldade para fechar completamente os olhos pode ocorrer nos primeiros dias após a cirurgia, especialmente durante o sono. Por isso prescrevo lubrificantes oculares e pomada oftálmica noturna. Essa condição geralmente melhora à medida que o edema regride e os tecidos se acomodam.
Pacientes que já têm tendência a olho seco podem apresentar piora temporária após a cirurgia. Avaliação do filme lacrimal no pré-operatório é essencial.
Raros com técnica adequada e cuidados pós-operatórios rigorosos. A suspensão de anticoagulantes e anti-inflamatórios antes da cirurgia reduz o risco de sangramento.
A taxa de revisão na cirurgia de ptose gira em torno de dez a quinze por cento na literatura médica mundial, o que é maior do que na maioria dos procedimentos estéticos. Informo isso a todos os pacientes, porque acredito que expectativas realistas são a base de resultados satisfatórios. Na minha prática, com o ajuste intraoperatório sob anestesia local, minha taxa de revisão está abaixo dessa média.
Os resultados da cirurgia de ptose palpebral são frequentemente descritos pelos meus pacientes como transformadores. E não é exagero. A pálpebra que antes cobria parte da pupila volta à sua posição natural, revelando um olhar que havia ficado escondido por anos.
A correção da ptose palpebral é duradoura. Na ptose involutiva corrigida por avanço da aponeurose, os resultados se mantêm por muitos anos. Em alguns pacientes, pode haver um grau de recidiva ao longo de décadas, o que é natural considerando que o processo de envelhecimento continua. Mas mesmo nesses casos, uma eventual revisão é um procedimento mais simples que a cirurgia original.
Formei-me pela Universidade Estadual de Londrina e tive o privilégio de ser aluno do Professor Ivo Pitanguy, o maior nome da cirurgia plástica brasileira. Ao longo de mais de vinte anos de prática, realizei mais de oito mil cirurgias plásticas, incluindo centenas de correções de ptose palpebral. Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS).
A cirurgia de ptose exige uma combinação rara de conhecimento anatômico profundo, precisão técnica milimétrica e julgamento estético refinado. O músculo elevador e sua aponeurose são estruturas delicadas que exigem manipulação cuidadosa. O sucesso do procedimento depende de ajustes muito finos — literalmente de um ou dois milímetros — que fazem toda a diferença no resultado final.
Cada ptose é diferente, e não existe uma abordagem única que sirva para todos. Na minha prática, personalizo a técnica cirúrgica para cada paciente baseado na causa da ptose, na função do músculo elevador, na idade, nas expectativas e nas condições associadas. Essa individualização é o que permite resultados consistentemente bons.
Também acredito na importância de tratar a região periorbital como um todo. Uma ptose corrigida em conjunto com uma blefaroplastia superior, quando indicada, proporciona um resultado muito mais harmonioso do que tratar cada problema isoladamente. Da mesma forma, se há queda de sobrancelha associada, a elevação de supercílios pode ser combinada para um resultado completo.
Para pacientes que buscam uma abordagem integrada de rejuvenescimento facial, a correção da ptose pode ser combinada com procedimentos como o lifting facial, o enxerto de gordura, o preenchimento facial ou a toxina botulínica, sempre respeitando as particularidades anatômicas de cada região.
São condições diferentes. A ptose palpebral é a queda da margem da pálpebra superior por fraqueza do músculo elevador ou desinserção de sua aponeurose. O excesso de pele (dermatocálase) é uma sobra de pele que pende sobre o sulco palpebral, mas a margem da pálpebra em si está em posição normal. O tratamento da ptose envolve reparo do músculo elevador, enquanto o excesso de pele é tratado com blefaroplastia. Frequentemente, ambas as condições coexistem e são corrigidas no mesmo procedimento.
Na maioria dos adultos, realizo a cirurgia sob anestesia local com sedação. Essa é a minha preferência porque permite que o paciente abra os olhos durante o procedimento, possibilitando o ajuste intraoperatório da altura palpebral — o que é fundamental para obter simetria e resultado natural. Em crianças, utilizo anestesia geral.
A correção unilateral dura entre quarenta e cinco minutos e uma hora. Bilateral, cerca de uma hora e meia. Se associada a blefaroplastia, o tempo total fica entre uma hora e meia e duas horas. É um procedimento ambulatorial — você vai para casa no mesmo dia.
A incisão é posicionada no sulco natural da pálpebra superior, ficando escondida na dobra palpebral. Após a cicatrização completa, torna-se praticamente invisível. Na técnica de conjuntivomullerectomia (via posterior), não há incisão na pele — é totalmente livre de cicatriz visível.
O resultado é duradouro na grande maioria dos casos. Porém, como o envelhecimento continua, pode haver algum grau de recidiva ao longo de muitos anos, especialmente na ptose involutiva. Em ptoses congênitas operadas na infância, pode ser necessário um segundo procedimento na adolescência ou idade adulta. Informo sempre essa possibilidade aos pais.
Quando a ptose compromete o campo visual, a cirurgia é considerada funcional, não estética, e pode ser coberta por planos de saúde. Isso é documentado através de campimetria computadorizada que demonstra a redução do campo visual superior. Posso orientá-lo sobre a documentação necessária durante a consulta.
Não existe tratamento definitivo sem cirurgia para a ptose verdadeira. Existem dispositivos temporários (como "muletas palpebrais" acopladas aos óculos) que podem ajudar em casos onde a cirurgia não é possível. Recentemente, surgiu um colírio de oximetazolina que pode proporcionar uma elevação temporária de um a dois milímetros — útil como paliativo, mas não substitui a cirurgia quando esta é indicada. Na ptose causada por miastenia gravis, o tratamento clínico da doença de base pode melhorar a ptose.
Sim, e essa é a situação mais comum na minha prática. A maioria dos pacientes adultos com ptose involutiva também apresenta excesso de pele na pálpebra superior. Corrijo ambas as condições no mesmo tempo cirúrgico, através da mesma incisão. O resultado é um rejuvenescimento completo do olhar.
O resultado provisório é visível já na primeira semana, após a retirada dos pontos. O edema residual leva de quatro a seis semanas para resolver completamente. O resultado definitivo, com cicatriz madura e contorno palpebral final, estabelece-se entre três e seis meses após a cirurgia.
Sim, é uma complicação conhecida da aplicação de toxina botulínica (Botox) na região frontal e glabelar. Quando o produto migra para o músculo elevador da pálpebra, pode causar uma ptose temporária que dura de duas a seis semanas. Essa ptose é transitória e resolve-se espontaneamente quando o efeito da toxina passa. É diferente da ptose estrutural que corrigimos cirurgicamente. Por isso, é fundamental que a aplicação de toxina botulínica seja realizada por profissional experiente com profundo conhecimento da anatomia facial.
Solicito exames laboratoriais (hemograma, coagulograma, glicemia), avaliação cardiológica com eletrocardiograma e, quando pertinente, avaliação oftalmológica completa com campimetria. Oriento suspender anti-inflamatórios, aspirina, vitamina E e fitoterápicos quinze dias antes. O tabagismo deve ser interrompido pelo mesmo período. Na véspera, jejum de oito horas.
Se você percebeu que sua pálpebra está caindo, comprometendo seu olhar ou sua visão, o próximo passo é uma avaliação presencial. Na consulta, realizo todas as medidas necessárias para diagnosticar a causa e o grau da ptose, e explico exatamente qual técnica será mais adequada para o seu caso. Minha equipe está pronta para atendê-lo.
Saiba mais sobre a primeira consulta, o investimento e as orientações de preparação pré-cirúrgica e recuperação pós-operatória.
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