Se você já passou por um lifting facial e sente que o resultado não ficou como esperava — ou que os efeitos do envelhecimento voltaram com o passar dos anos — saiba que existe uma solução. O lifting facial secundário, também chamado de lifting revisional, é uma cirurgia especializada que corrijo resultados insatisfatórios ou que simplesmente envelheceram naturalmente ao longo do tempo.
Ao longo de mais de vinte anos de prática e mais de oito mil cirurgias realizadas, recebi inúmeros pacientes que buscavam uma revisão do seu lifting anterior. Alguns haviam sido operados por outros cirurgiões e não estavam satisfeitos com o resultado. Outros tinham resultados que foram excelentes na época, mas o tempo cobrou seu preço após dez ou quinze anos. Em ambos os casos, o lifting secundário oferece uma oportunidade real de reconquistar a harmonia facial.
O que diferencia o lifting secundário de uma primeira cirurgia é a complexidade. Operar um rosto que já foi operado exige conhecimento profundo da anatomia alterada, respeito pelos tecidos cicatriciais e uma estratégia cirúrgica meticulosa. É uma cirurgia que poucos cirurgiões se sentem confortáveis em realizar, mas que, nas mãos experientes, pode entregar resultados extraordinários — muitas vezes superiores ao primeiro procedimento.
Quando opero um rosto pela primeira vez, encontro a anatomia em seu estado natural. Os planos teciduais são bem definidos, os ligamentos estão intactos e a vascularização segue seu padrão original. No lifting secundário, o cenário é diferente: há tecido cicatricial, os planos de dissecção foram alterados e a pele pode estar mais fina ou comprometida.
No entanto, há uma vantagem que poucos mencionam: o chamado "fenômeno do atraso" (delay phenomenon). Estudos publicados em revistas como a Plastic and Reconstructive Surgery demonstram que os retalhos cutâneos em uma segunda cirurgia possuem melhor vascularização do que na primeira. Isso ocorre porque a cicatrização do primeiro procedimento estimula a formação de novos vasos sanguíneos, tornando os tecidos mais resistentes e com menor risco de necrose.
Essa é uma das razões pelas quais, na minha experiência, as taxas de complicação do lifting secundário são semelhantes às do lifting primário — desde que a cirurgia seja realizada com técnica adequada e planejamento cuidadoso.
Existem duas situações principais que levam um paciente a procurar o lifting facial secundário. Cada uma exige uma abordagem diferente, e é fundamental que eu entenda a história completa antes de planejar a cirurgia.
O lifting facial, mesmo o mais bem executado, não interrompe o processo de envelhecimento. Ele "atrasa o relógio" em dez a quinze anos, mas a gravidade, a perda de volume ósseo e gorduroso, e a diminuição do colágeno continuam agindo. Após esse período, é natural que sinais de envelhecimento reapareçam: flacidez nas bochechas, aprofundamento dos sulcos nasogenianos, bandas no pescoço e perda da definição mandibular.
Nesses casos, o lifting secundário é uma continuação natural do cuidado com a aparência. O paciente já teve uma experiência positiva com o primeiro procedimento e deseja manter os benefícios por mais uma década. A cirurgia costuma ser mais direta porque os tecidos profundos já foram adequadamente tratados anteriormente.
Essa é a situação mais delicada. O paciente procura a revisão porque o primeiro lifting não atendeu suas expectativas. As queixas mais comuns incluem:
Em todos esses cenários, minha abordagem começa por uma análise detalhada do que foi feito anteriormente, compreendendo a técnica utilizada e os limites anatômicos que encontrarei durante a revisão.
A grande maioria dos liftings anteriores que encontro em pacientes de revisão foi realizada com técnicas mais superficiais: plicatura de SMAS, SMASectomia ou até mesmo liftings apenas cutâneos. Nesses casos, o plano profundo (deep plane) permanece praticamente intocado, o que me dá a oportunidade de realizar uma cirurgia verdadeiramente transformadora.
No lifting deep plane, a dissecção ocorre abaixo do SMAS, liberando os ligamentos de retenção facial — zigomático, massetérico, mandibular e cervical. Essa liberação permite que eu eleve toda a estrutura músculo-aponeurótica como uma unidade, em um vetor vertical que reproduz a direção oposta à gravidade.
O principal desafio técnico do lifting secundário é a presença de tecido cicatricial nos planos de dissecção anteriores. A boa notícia é que, na maioria das técnicas superficiais, a cicatrização ocorre no plano subcutâneo — acima do SMAS. Quando entro no plano profundo, frequentemente encontro tecidos que nunca foram manipulados.
Quando o lifting anterior também foi realizado no plano profundo, a dissecção exige mais cuidado, mas ainda é possível. O tecido cicatricial forma planos identificáveis que guiam a dissecção. A experiência do cirurgião em reconhecer esses planos e navegar com segurança é o que faz a diferença entre um resultado excelente e uma complicação.
Cada caso de revisão apresenta desafios únicos. Alguns dos problemas mais comuns que corrijo incluem:
Se há um procedimento que considero praticamente indispensável no lifting secundário, é o enxerto de gordura. Pacientes que buscam uma revisão geralmente apresentam perda de volume facial significativa — seja pelo envelhecimento natural ou pela remoção excessiva de gordura no primeiro procedimento.
A gordura autóloga (retirada do próprio corpo do paciente) oferece três benefícios fundamentais na revisão:
Utilizo a gordura em três preparações diferentes: miligordura para volume profundo, microgordura para sulcos intermediários e nanogordura (rica em células-tronco) para regeneração da pele. Essa abordagem em camadas garante um resultado harmônico e natural.
Em muitos pacientes que me procuram insatisfeitos com o lifting anterior, percebo que o problema principal não é a flacidez residual, mas a perda de volume. O rosto parece esqueletizado, com sombras profundas e contornos angulosos que dão uma aparência envelhecida e, paradoxalmente, "operada".
Nesses casos, o enxerto de gordura tem um papel tão importante quanto o próprio lifting. A combinação de reposicionamento tecidual com volumização restaura a harmonia facial de forma surpreendente. Muitos dos meus pacientes de revisão relatam que o resultado final é superior ao que tiveram com o primeiro lifting.
O pescoço é frequentemente a área mais negligenciada no primeiro lifting. Muitos pacientes chegam com um rosto razoavelmente tratado, mas um pescoço que denuncia a idade — com bandas platismais proeminentes, gordura submentoniana residual e perda do ângulo cervicomental.
No lifting secundário, dedico atenção especial ao pescoço. Através de uma incisão submentoniana discreta (sob o queixo), acesso as estruturas profundas e realizo:
A dissecção cervical no lifting secundário se conecta com a dissecção facial, permitindo uma elevação contínua do platisma e do SMAS. O resultado é um pescoço definido e harmonioso, que conversa com o rejuvenescimento facial.
Assim como no lifting primário, utilizo a rede hemostática desenvolvida pelos Drs. André e Luiz Auersvald em todos os meus liftings secundários. Essa técnica consiste em pontos transfixantes que eliminam o espaço morto, reduzindo drasticamente o risco de hematoma e dispensando o uso de drenos. A rede é removida em quarenta e oito horas no consultório, de forma simples e indolor.
O lifting facial secundário raramente é um procedimento isolado. Para alcançar o melhor resultado possível, frequentemente associo outros procedimentos no mesmo tempo cirúrgico:
As pálpebras envelhecem de forma independente e muitas vezes precisam de atenção na revisão. O excesso de pele nas pálpebras superiores e as bolsas de gordura nas inferiores podem ser corrigidos simultaneamente, complementando o rejuvenescimento facial de forma significativa.
Com o envelhecimento progressivo, as sobrancelhas tendem a cair, especialmente na porção lateral. A elevação de supercílios devolve abertura e vivacidade ao olhar, harmonizando-se perfeitamente com o lifting.
Alguns pacientes aproveitam a revisão facial para realizar uma rinoplastia, corrigindo aspectos do nariz que contribuem para uma aparência envelhecida, como a queda da ponta nasal ou o alargamento da base.
Após a cicatrização completa do lifting (cerca de três a quatro semanas), complemento o resultado com toxina botulínica na testa, glabela e pés de galinha. Em nossa clínica, contamos com uma equipe de dermatologistas que realizam esses refinamentos com precisão.
Homens que já fizeram lifting também buscam revisão. O lifting secundário masculino exige atenção especial à preservação das características naturais masculinas, como a posição das patilhas e o contorno angular da mandíbula.
A consulta pré-operatória para um lifting revisional é mais detalhada do que para um lifting primário. Preciso entender não apenas sua anatomia atual, mas toda a história cirúrgica anterior. Algumas informações fundamentais que busco:
Solicito os mesmos exames do lifting primário, com atenção redobrada à avaliação cardiológica, já que muitos pacientes de revisão são um pouco mais velhos:
Quinze dias antes e quinze dias depois da cirurgia, você deverá suspender: ácido acetilsalicílico (Aspirina, AAS), anti-inflamatórios não esteroidais, vitamina E em altas doses, Ginkgo biloba, ômega 3 em altas doses e arnica. O tabagismo deve ser interrompido pelo mesmo período — a nicotina compromete a circulação sanguínea e aumenta significativamente o risco de complicações, especialmente em uma revisão onde os tecidos já possuem cicatrizes.
A duração do lifting facial secundário varia entre quatro e seis horas, dependendo da complexidade do caso e dos procedimentos associados. É realizado sob anestesia geral em centro cirúrgico devidamente equipado.
Sempre que possível, utilizo as mesmas cicatrizes do lifting anterior. Isso evita novas marcas e permite que eu excise a cicatriz antiga, substituindo-a por uma nova cicatriz mais fina e delicada. As incisões seguem o mesmo trajeto clássico: dentro do cabelo na região temporal, na dobra pré-auricular, contornando o lóbulo e continuando atrás da orelha.
Se o paciente apresenta deformidade do lóbulo (pixie ear), reconstruo essa região com técnica específica, liberando o lóbulo da tração e restabelecendo seu formato natural.
A dissecção no lifting secundário segue os princípios do deep plane, mas com adaptações. Nos casos em que o primeiro lifting foi superficial, encontro o plano profundo praticamente virgem e posso trabalhar com a mesma liberdade de uma cirurgia primária. Quando o primeiro procedimento envolveu o plano profundo, navego pelos planos cicatriciais com cuidado redobrado, identificando os ligamentos e liberando-os para permitir o reposicionamento vertical.
Após o reposicionamento dos tecidos profundos, aplico gordura nas áreas que necessitam de volume: têmporas, maçãs do rosto, sulcos nasogenianos, linhas de marionete e contorno mandibular. A nanogordura é distribuída superficialmente por toda a face para estimular a regeneração cutânea.
O princípio mais importante do fechamento no lifting secundário é: toda a tensão deve ser suportada pelos tecidos profundos, nunca pela pele. A pele é simplesmente redrapeada sobre a nova estrutura, sem esticar. Isso é o que garante cicatrizes finas e um resultado natural, sem aparência "puxada".
Finalizo com a rede hemostática de Auersvald, que será removida em quarenta e oito horas. Essa técnica é especialmente valiosa na revisão, já que os tecidos cicatriciais podem sangrar mais facilmente.
A recuperação do lifting secundário é muito semelhante à do lifting primário, com algumas particularidades:
Você permanecerá com curativo compressivo e a rede hemostática. Haverá inchaço e algum desconforto, controlados com medicação. Mantenha a cabeça elevada e aplique compressas frias conforme orientado. Retorne ao consultório em quarenta e oito horas para remoção da rede.
O inchaço atinge seu pico entre o segundo e terceiro dia e começa a diminuir progressivamente. Alguns pacientes apresentam equimoses (manchas roxas) que podem se estender ao pescoço por gravidade. Isso é normal e resolve espontaneamente em dez a quatorze dias.
Em alguns casos de revisão, o inchaço pode ser ligeiramente mais prolongado do que no lifting primário, devido à presença de tecido cicatricial que dificulta a drenagem linfática. Isso é temporário e não compromete o resultado final. A maioria dos meus pacientes está apresentável para atividades sociais em duas a três semanas.
Retorno progressivo às atividades normais. Evite exercícios intensos, exposição solar direta e qualquer trauma na face. Durma de barriga para cima. A maioria dos pontos é removida ou absorvida na primeira ou segunda semana.
O resultado vai se refinando ao longo de meses. Entre seis meses e um ano, você verá o resultado definitivo. E esse resultado durará novamente por dez a quinze anos, devolvendo a confiança e a harmonia que você buscava.
É importante ser transparente sobre os riscos. O lifting facial secundário é uma cirurgia mais complexa do que o primário, mas isso não significa que seja mais perigosa. Com técnica adequada e planejamento cuidadoso, as taxas de complicação são comparáveis às do lifting primário.
Na consulta pré-operatória, discuto cada um desses riscos detalhadamente, avaliando seu caso específico e definindo juntos se a relação risco-benefício é favorável.
Formei-me pela Universidade Estadual de Londrina e tive o privilégio de ser aluno do Professor Ivo Pitanguy, o maior nome da cirurgia plástica brasileira e um dos mais respeitados do mundo. Com ele, aprendi não apenas técnicas cirúrgicas, mas uma filosofia de respeito ao paciente e busca incessante pela excelência.
Ao longo de mais de vinte anos de prática, realizei mais de oito mil cirurgias plásticas. Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Participo regularmente de congressos nacionais e internacionais, mantendo-me atualizado com os avanços da especialidade.
O lifting facial secundário exige tudo o que um cirurgião pode oferecer: conhecimento anatômico profundo, experiência com diferentes técnicas, julgamento cirúrgico refinado e capacidade de improvisar quando a anatomia alterada apresenta surpresas durante o procedimento. Não é uma cirurgia para quem está começando. É a cirurgia que mais exige maturidade técnica.
Não prometo milagres. Prometo honestidade, técnica refinada e dedicação completa ao seu resultado. Se durante a consulta eu perceber que a revisão não trará benefício significativo, ou que os riscos superam os ganhos no seu caso específico, direi isso claramente. Prefiro ser honesto a criar expectativas irrealistas.
O que posso garantir é que cada lifting secundário que realizo recebe o mesmo nível de dedicação e planejamento meticuloso que dedico a qualquer cirurgia. Para mim, a revisão não é um procedimento menor — é uma oportunidade de entregar o resultado que você merecia desde o início.
Recomendo aguardar no mínimo doze meses após o primeiro lifting. Esse período permite a maturação completa das cicatrizes, estabilização dos tecidos e resolução total do inchaço. Em casos de insatisfação com o resultado, esse tempo também permite uma avaliação mais precisa do que realmente precisa ser corrigido.
Não necessariamente. Estudos científicos demonstram que, com técnica adequada, as taxas de complicação são comparáveis ao lifting primário. O "fenômeno do atraso" melhora a vascularização dos retalhos, e a experiência do cirurgião em navegar pelos planos cicatriciais minimiza os riscos. O fundamental é escolher um cirurgião com experiência específica em revisões.
Sim, essa é uma das correções mais comuns no lifting secundário. A deformidade pixie ear ocorre quando a pele é suturada sob tensão excessiva, puxando o lóbulo para baixo. Na revisão, libero o lóbulo da tração, reconstruo sua inserção e fecho sem tensão, apoiando todo o peso nos tecidos profundos. O resultado é um lóbulo de aparência natural.
Sim, e isso é bastante comum. Muitos dos meus pacientes de revisão foram operados originalmente por outros cirurgiões. Não há nenhum impedimento ético ou técnico. O importante é que você se sinta confiante e confortável com o cirurgião escolhido para a revisão, e que ele tenha experiência comprovada em liftings secundários.
O resultado dura aproximadamente o mesmo período do lifting primário: dez a quinze anos. Alguns fatores podem influenciar, como genética, cuidados com a pele, proteção solar e hábitos de vida. Pacientes que cuidam bem da pele e evitam fatores aceleradores do envelhecimento (como tabagismo e exposição solar excessiva) tendem a manter o resultado por mais tempo.
Sim, embora seja menos frequente. A indicação depende da qualidade dos tecidos, da saúde geral do paciente e das expectativas realistas. Cada cirurgia subsequente exige mais experiência e planejamento, mas é tecnicamente viável em muitos casos.
Na maioria dos casos, posso excluir as cicatrizes antigas e substituí-las por novas cicatrizes mais refinadas. Como o fechamento no deep plane é realizado sem tensão na pele, as novas cicatrizes tendem a ser mais finas e discretas que as anteriores. No entanto, a qualidade da cicatrização também depende de fatores individuais como genética e tipo de pele.
Em casos selecionados de envelhecimento leve após um lifting primário bem executado, um mini lifting pode ser suficiente. No entanto, na maioria dos casos de revisão — especialmente quando há insatisfação com o resultado anterior — o lifting completo com técnica deep plane oferece resultados muito superiores e mais duradouros.
Não é obrigatório, mas é altamente recomendado. A perda de volume facial é um componente importante do envelhecimento, e pacientes de revisão geralmente apresentam atrofia mais acentuada. O enxerto de gordura não apenas repõe o volume perdido, mas também promove regeneração da pele através das células-tronco adiposas.
O valor do lifting secundário tende a ser semelhante ou ligeiramente superior ao do lifting primário, dependendo da complexidade do caso e dos procedimentos associados. Cada caso é avaliado individualmente durante a consulta. O que posso afirmar é que, quando comparado ao custo acumulado de tratamentos estéticos não cirúrgicos ao longo de anos, o investimento no lifting revisional se mostra extremamente vantajoso.
Sim, e em alguns casos o preenchimento pode ser uma boa opção temporária. No entanto, é importante entender que preenchimentos tratam volume, não flacidez. Se o problema principal for pele flácida e tecidos descidos, o preenchimento não substituirá a cirurgia. Na consulta, avalio cada caso e indico a melhor abordagem.
Se você está considerando uma revisão do seu lifting facial, o próximo passo é simples: agende uma consulta comigo. Minha equipe está pronta para atendê-lo, responder suas dúvidas e encontrar o melhor horário para sua avaliação presencial.
Saiba mais sobre a primeira consulta, o investimento e as orientações de preparação pré-cirúrgica e recuperação pós-operatória.
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