Se você tem bolsas sob os olhos que lhe dão uma aparência cansada, envelhecida ou triste, mas sua pele ainda é firme e sem excesso, tenho uma excelente notícia: existe uma técnica cirúrgica capaz de eliminar essas bolsas sem deixar absolutamente nenhuma marca visível na pele. Essa técnica se chama blefaroplastia transconjuntival, e ao longo dos meus mais de vinte anos de experiência como cirurgião plástico, posso afirmar que é uma das cirurgias mais elegantes e gratificantes que realizo.
A blefaroplastia transconjuntival se diferencia da blefaroplastia tradicional em um aspecto fundamental: toda a cirurgia é realizada por dentro da pálpebra inferior, através da conjuntiva — aquela membrana rosada que reveste a parte interna da pálpebra. Não há corte na pele, não há sutura externa, não há cicatriz visível. A gordura que forma as bolsas é acessada, removida ou redistribuída exclusivamente por via interna.
Essa abordagem é especialmente indicada para pacientes mais jovens, geralmente entre vinte e cinco e cinquenta anos, que apresentam bolsas de gordura hereditárias ou precoces, mas que ainda não desenvolveram excesso de pele ou flacidez significativa nas pálpebras inferiores. São aquelas pessoas que olham no espelho e veem um rosto jovem, mas com bolsas que não combinam com sua idade real.
Muitos dos meus pacientes ficam surpresos quando explico que as bolsas sob os olhos nem sempre são sinal de envelhecimento. Na verdade, uma parcela significativa dos casos que atendo em minha clínica em Londrina envolve pacientes jovens com predisposição genética. O que acontece é simples: a gordura que normalmente protege o globo ocular dentro da órbita começa a se projetar para a frente, empurrando a pele da pálpebra inferior e criando aquele abaulamento característico.
Existem três compartimentos de gordura na pálpebra inferior — o nasal (medial), o central e o lateral — e qualquer um deles pode herniar, isoladamente ou em combinação. A herniação da gordura nasal é a mais comum e a mais perceptível, pois cria uma saliência próxima ao nariz que gera sombras e aprofunda o sulco nasojugal, aquela depressão que vai do canto interno do olho até a bochecha.
Quando o problema é exclusivamente gorduroso, sem excesso de pele, a via transconjuntival é a escolha perfeita. Não faz sentido criar uma cicatriz externa para tratar um problema que pode ser resolvido inteiramente por dentro.
Considero a blefaroplastia transconjuntival uma das técnicas mais refinadas da cirurgia palpebral. Todo o procedimento é realizado através de uma pequena incisão na conjuntiva, a membrana mucosa que reveste a parte interna da pálpebra inferior. Como a conjuntiva cicatriza espontaneamente em poucos dias — sem necessidade de pontos na maioria dos casos — não resta absolutamente nenhuma marca visível.
Durante a cirurgia, eu eversiono gentilmente a pálpebra inferior e faço uma incisão de aproximadamente um centímetro na conjuntiva. Através dessa pequena abertura, tenho acesso direto aos três compartimentos de gordura orbital. Com instrumentos delicados e precisos, identifico cada bolsa de gordura, avalio seu volume e decido a melhor estratégia: remoção parcial, remoção total ou redistribuição.
A decisão entre remover e redistribuir a gordura é um dos pontos mais importantes da cirurgia. Em muitos pacientes, especialmente aqueles com sulco nasojugal profundo — aquela depressão que vai do canto do olho em direção à bochecha — a melhor estratégia não é simplesmente retirar a gordura, mas sim reposicioná-la. Eu libero a gordura herniada e a desloco para baixo, preenchendo o sulco nasojugal e criando uma transição suave entre a pálpebra e a bochecha.
Essa técnica de redistribuição é particularmente elegante porque resolve dois problemas com uma única manobra: elimina a bolsa e preenche a depressão. Em outros pacientes, onde há excesso real de gordura sem depressões significativas, a remoção parcial controlada é o caminho mais adequado. O segredo está em remover apenas o necessário. Retirar gordura em excesso pode criar um aspecto esqueletizado e envelhecido, que é exatamente o oposto do que buscamos.
A blefaroplastia transconjuntival é realizada sob anestesia local com sedação, de forma ambulatorial. Você chega à clínica, realiza o procedimento e vai para casa no mesmo dia. A duração média é de quarenta e cinco minutos a uma hora, dependendo da complexidade do caso. É uma cirurgia extremamente segura quando realizada por um cirurgião plástico experiente com conhecimento profundo da anatomia orbital.
A seleção adequada dos pacientes é fundamental para o sucesso dessa cirurgia. Ao longo de mais de oito mil cirurgias, aprendi que a indicação correta é tão importante quanto a técnica cirúrgica em si. A blefaroplastia transconjuntival é ideal para um perfil específico de paciente:
Preciso ser honesto: a blefaroplastia transconjuntival não resolve todos os problemas da pálpebra inferior. Se você apresenta excesso de pele, rugas acentuadas ou flacidez muscular significativa, a abordagem transcutânea (por fora) é mais adequada. Nesses casos, a blefaroplastia inferior tradicional permite remover tanto a gordura quanto o excesso de pele em um único procedimento.
Da mesma forma, pacientes com ptose palpebral — a queda da pálpebra superior — precisam de uma abordagem diferente e específica para esse problema. Durante a consulta, faço uma avaliação completa de todas as estruturas perioculares para determinar qual técnica oferece o melhor resultado para o seu caso específico.
Em alguns casos intermediários, posso combinar a via transconjuntival com um procedimento chamado "pinch blepharoplasty", onde removo uma fina faixa de pele logo abaixo dos cílios. Isso permite tratar tanto a gordura (por dentro) quanto um pequeno excesso de pele (por fora) com cicatriz mínima.
A blefaroplastia transconjuntival oferece vantagens significativas quando comparada à técnica transcutânea tradicional. Essas vantagens não são teóricas — são diferenças reais que observo diariamente em minha prática clínica em Londrina:
Essa é a vantagem mais óbvia e a principal razão pela qual muitos pacientes buscam especificamente essa técnica. Não existe incisão na pele, não existe sutura visível, não existe período de amadurecimento cicatricial. No dia seguinte à cirurgia, se alguém olhar para suas pálpebras, não verá absolutamente nenhum sinal de que você passou por um procedimento cirúrgico.
Como não há dissecção da pele nem do músculo orbicular, a recuperação é notavelmente mais curta e mais confortável. O inchaço é menor, os hematomas são mais discretos e a maioria dos pacientes está apresentável em cinco a sete dias. Compare isso com a blefaroplastia tradicional, onde a recuperação completa pode levar duas a três semanas.
A via transconjuntival elimina virtualmente dois riscos da cirurgia transcutânea que sempre me preocuparam: o ectrópio (eversão da pálpebra para fora) e a retração palpebral inferior. Essas complicações ocorrem quando há encurtamento ou cicatrização excessiva da pele da pálpebra após a abordagem externa. Como não tocamos na pele na técnica transconjuntival, esses riscos são praticamente zero.
Ao acessar a gordura por dentro, preservo integralmente o músculo orbicular, o septo orbital e a pele da pálpebra. Isso significa que a forma natural dos seus olhos é mantida, sem qualquer alteração na posição ou na dinâmica palpebral. O resultado é absolutamente natural.
Se por qualquer razão uma revisão futura for necessária, a via transconjuntival é mais simples de ser reoperada, pois não existem aderências cicatriciais na pele. A anatomia foi preservada, o que facilita qualquer intervenção complementar.
Dedico tempo significativo à consulta porque considero que uma avaliação inadequada é a principal causa de resultados insatisfatórios em cirurgia palpebral. Em minha clínica em Londrina, examino cada paciente com atenção a detalhes que muitos podem considerar sutis, mas que fazem toda a diferença no resultado final.
Solicito exames pré-operatórios básicos que incluem hemograma completo, coagulograma (TAP e KPTT), glicemia, creatinina e eletrocardiograma. Pacientes acima de quarenta anos ou com condições de saúde específicas podem necessitar de avaliação cardiológica com risco cirúrgico.
Oriento a suspensão de medicamentos que aumentam o risco de sangramento — como ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios, vitamina E, ômega 3 e ginkgo biloba — por quinze dias antes e quinze dias após a cirurgia.
Acredito que entender cada etapa da cirurgia ajuda a diminuir a ansiedade e a construir confiança. Vou descrever exatamente como realizo a blefaroplastia transconjuntival em minha clínica em Londrina:
A cirurgia é realizada sob anestesia local com sedação. Você estará relaxada e confortável, mas consciente. Aplico colírios anestésicos nos olhos e infiltro anestésico local na pálpebra inferior. Protetores oculares especiais são posicionados para proteger a córnea durante todo o procedimento.
Com a pálpebra inferior gentilmente evertida, realizo uma incisão de aproximadamente um centímetro na conjuntiva, na região do fórnice inferior (a dobra entre a pálpebra e o globo ocular). Essa incisão é feita com bisturi elétrico, que cauteriza simultaneamente e minimiza o sangramento.
Através dessa abertura, acesso sequencialmente os três compartimentos de gordura. Cada bolsa é cuidadosamente identificada, isolada e tratada de forma individualizada. A quantidade removida ou redistribuída é avaliada em tempo real, com o paciente sentado durante a cirurgia para verificar a simetria e o resultado.
Nos casos em que opto pela redistribuição, libero a gordura herniada do compartimento nasal e a reposiciono sobre o rebordo orbital inferior, preenchendo o sulco nasojugal. Fixo a gordura em sua nova posição com pontos absorvíveis delicados. Essa manobra transforma completamente a transição entre a pálpebra e a bochecha.
Na maioria dos casos, a conjuntiva não necessita de sutura — ela cicatriza espontaneamente em três a cinco dias. Em algumas situações, aplico um ou dois pontos absorvíveis muito finos para garantir o fechamento adequado. Não há curativo externo. Apenas aplico uma pomada oftálmica e compressas geladas.
Uma das maiores vantagens da blefaroplastia transconjuntival é a recuperação rápida e relativamente confortável. Mas preciso ser realista com você — toda cirurgia tem um período de recuperação, e é importante saber exatamente o que esperar.
Haverá inchaço moderado nas pálpebras inferiores e, possivelmente, alguma equimose (manchas roxas). Aplique compressas geladas intermitentemente — vinte minutos com compressa, vinte minutos sem. Mantenha a cabeça elevada, mesmo ao dormir, usando dois ou três travesseiros. Evite esforço físico, abaixar a cabeça e carregar peso.
Você poderá sentir uma leve sensação de areia nos olhos ou lacrimejamento discreto. Isso é completamente normal e decorre da incisão na conjuntiva, que está cicatrizando. Os colírios que prescrevo ajudam a manter os olhos lubrificados e confortáveis.
O inchaço atinge seu pico por volta do segundo dia e começa a diminuir progressivamente. As equimoses, quando presentes, descem por gravidade em direção às bochechas e vão mudando de cor — de roxo para esverdeado e depois amarelado — até desaparecerem completamente entre sete e quatorze dias.
A maioria dos meus pacientes está apresentável para atividades sociais em cinco a sete dias. Maquiagem pode ser utilizada com cuidado a partir do quinto dia, desde que não seja aplicada diretamente na borda palpebral.
O resultado já é bastante evidente, embora um discreto inchaço residual possa persistir. Evite exposição solar direta nas pálpebras e use óculos escuros com proteção UV quando sair. Atividades físicas podem ser retomadas gradualmente após duas semanas.
O resultado final se estabelece entre dois e três meses, quando todo o inchaço residual já cedeu e os tecidos se acomodaram em sua posição definitiva. O resultado é duradouro — a gordura removida não volta a se acumular. Em pacientes jovens, o resultado pode ser considerado permanente.
Como em qualquer procedimento cirúrgico, a blefaroplastia transconjuntival possui riscos, ainda que sejam consideravelmente menores quando comparados à técnica transcutânea. Faço questão de discutir cada um deles com transparência durante a consulta.
É a complicação mais frequente, embora ainda seja rara. Um pequeno acúmulo de sangue pode ocorrer nas primeiras horas após a cirurgia. Na grande maioria dos casos, o hematoma se resolve espontaneamente. Em casos excepcionais onde o sangramento é mais significativo, pode ser necessária uma revisão para drenagem.
Alguns pacientes apresentam inchaço que persiste além do período habitual. Isso é mais comum em pessoas com pele muito clara, tendência a retenção hídrica ou que não seguem adequadamente as orientações pós-operatórias. Resolve-se espontaneamente, mas pode levar até dois meses em casos mais persistentes.
Pequenas assimetrias podem ser perceptíveis no pós-operatório imediato, geralmente relacionadas a diferenças no edema entre os dois lados. Na maioria dos casos, a simetria se restabelece à medida que o inchaço cede. Assimetrias verdadeiras, que persistem após a resolução completa do edema, são raras e podem ser corrigidas com pequenos retoques.
Esse é o risco que mais depende da experiência do cirurgião. Remover pouca gordura significa resultado insuficiente. Remover demais cria uma aparência esqueletizada com aspecto envelhecido. Minha experiência de mais de duas décadas me permite calibrar com precisão a quantidade ideal a ser tratada em cada compartimento.
Trata-se de um inchaço da conjuntiva que pode ocorrer nos primeiros dias. Parece um "gelatina" transparente sobre a parte branca do olho. Embora visualmente alarmante, é uma complicação menor que se resolve espontaneamente com colírios lubrificantes em poucos dias.
Riscos graves como lesão ocular, infecção severa ou perda visual são extremamente raros quando a cirurgia é realizada por um cirurgião plástico experiente em ambiente cirúrgico adequado. Em mais de vinte anos de prática, nunca tive uma complicação grave em blefaroplastia.
Uma das grandes vantagens da blefaroplastia transconjuntival é que ela pode ser facilmente combinada com outros procedimentos no mesmo tempo cirúrgico, potencializando o rejuvenescimento da região dos olhos e do rosto como um todo.
A combinação mais frequente em minha prática. Muitos pacientes que apresentam bolsas inferiores também têm excesso de pele nas pálpebras superiores. Realizar a blefaroplastia superior e inferior no mesmo ato cirúrgico oferece um rejuvenescimento completo do olhar, com uma única recuperação.
O enxerto de gordura é um complemento extraordinário para pacientes que, além das bolsas, apresentam perda de volume significativa na região periocular. A gordura enxertada preenche depressões ao redor dos olhos, suaviza olheiras profundas e traz consigo células-tronco que regeneram a qualidade da pele. É um casamento perfeito de técnicas.
Em casos selecionados, o preenchimento com ácido hialurônico na região do sulco nasojugal pode complementar o resultado da blefaroplastia transconjuntival, especialmente quando há perda de volume no terço médio da face que ultrapassa o que a redistribuição de gordura orbital pode corrigir.
Para pacientes que além das bolsas apresentam flacidez facial significativa, a combinação da blefaroplastia transconjuntival com o lifting de face ou o mini lifting facial oferece um rejuvenescimento completo e harmonioso. A blefaroplastia é sempre realizada no início da cirurgia, quando os tecidos ainda não estão edemaciados.
Três a quatro semanas após a cirurgia, quando a recuperação já está avançada, a aplicação de toxina botulínica nos pés de galinha e na região da glabela complementa o resultado de forma brilhante. As rugas dinâmicas que a cirurgia não trata são suavizadas, e o rejuvenescimento do olhar fica completo.
Nos últimos anos, surgiram diversos tratamentos que prometem eliminar bolsas sob os olhos sem cirurgia: radiofrequência, ultrassom microfocado, laser, ácido deoxicólico injetável. Preciso ser honesto com você: nenhum desses tratamentos resolve bolsas de gordura verdadeiras.
Entenda a diferença fundamental: as bolsas palpebrais são causadas pela herniação de gordura orbital através de um septo enfraquecido. Nenhuma tecnologia não invasiva é capaz de devolver essa gordura para dentro da órbita ou de removê-la sem cirurgia. Os tratamentos não cirúrgicos podem melhorar a qualidade da pele, reduzir discretamente o edema (inchaço por retenção de líquido), ou estimular a produção de colágeno. Mas eles não eliminam bolsas de gordura.
Faça as contas: uma sequência de sessões de radiofrequência, laser e bioestimuladores ao longo de um ano pode custar de dez a trinta mil reais, com resultados modestos e temporários. A blefaroplastia transconjuntival resolve o problema definitivamente em menos de uma hora, com uma única recuperação. É a diferença entre tratar sintomas e resolver a causa.
Dito isso, não sou contra tratamentos estéticos não cirúrgicos. Eles têm indicações válidas e podem complementar a cirurgia. Para edema palpebral matinal, mudanças na dieta e drenagem linfática podem ajudar. Para pigmentação (olheiras de cor), peelings e laser fracionado podem melhorar. Para rugas finas ao redor dos olhos, a toxina botulínica é excelente. Mas para bolsas de gordura, a cirurgia continua sendo a única solução definitiva.
Formei-me pela Universidade Estadual de Londrina e tive o privilégio de ser aluno do Professor Ivo Pitanguy, o maior nome da cirurgia plástica brasileira e um dos mais respeitados do mundo. Com ele, aprendi não apenas técnicas cirúrgicas, mas uma filosofia de respeito ao paciente e busca pela excelência em cada detalhe.
Ao longo de mais de vinte anos de prática, realizei mais de oito mil cirurgias plásticas. A blefaroplastia, em todas as suas variantes, é um dos procedimentos que mais realizo. Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), mantendo-me constantemente atualizado com os avanços da especialidade através de congressos nacionais e internacionais.
A região periocular exige um nível de precisão milimétrica. Estamos falando de estruturas delicadas — a pele mais fina do corpo humano, músculos de apenas alguns milímetros de espessura, gordura que protege o globo ocular. Um erro de apenas um ou dois milímetros pode comprometer o resultado estético e, em casos extremos, afetar a função palpebral. É por isso que a experiência acumulada ao longo de décadas faz toda a diferença nesse tipo de cirurgia.
Não prometo milagres. Prometo honestidade, técnica refinada e dedicação absoluta ao seu resultado. Se durante a consulta eu perceber que a blefaroplastia transconjuntival não é a melhor opção para o seu caso — se você precisa de uma abordagem transcutânea, ou se suas expectativas não são realistas —, direi isso com clareza e respeito. Prefiro perder uma cirurgia a fazer um paciente infeliz.
A diferença fundamental está no acesso cirúrgico. Na transconjuntival, a incisão é feita por dentro da pálpebra, pela conjuntiva, sem cortar a pele. Na tradicional (transcutânea), a incisão é feita na pele, logo abaixo dos cílios. A transconjuntival não deixa cicatriz externa, tem recuperação mais rápida e menor risco de retração palpebral. Porém, não permite remover excesso de pele, sendo indicada apenas quando o problema é exclusivamente a gordura.
A cirurgia é realizada sob anestesia local com sedação, portanto você não sentirá dor durante o procedimento. No pós-operatório, o desconforto é mínimo — mais uma sensação de peso ou pressão nas pálpebras do que dor propriamente dita. A maioria dos pacientes relata que a recuperação é muito mais confortável do que imaginavam. Analgésicos simples são suficientes para os primeiros dias.
A blefaroplastia transconjuntival isolada dura entre quarenta e cinco minutos e uma hora. Quando combinada com blefaroplastia superior ou outros procedimentos, o tempo total pode variar de uma hora e meia a duas horas e meia.
Para trabalho remoto ou atividades que não exijam apresentação pública, três a cinco dias. Para atividades presenciais, cinco a sete dias. Para esforço físico intenso, duas semanas. Lentes de contato podem ser utilizadas novamente após sete a dez dias.
A gordura removida não retorna. Nesse sentido, o resultado é permanente. Porém, o processo natural de envelhecimento continua, e com o tempo outras alterações palpebrais podem surgir — como excesso de pele ou flacidez — que eventualmente podem necessitar de tratamento complementar no futuro.
Pequenas assimetrias transitórias são comuns no pós-operatório imediato devido a diferenças na cicatrização e no edema entre os dois lados. Assimetrias significativas e permanentes são raras quando a cirurgia é realizada por um cirurgião experiente que avalia cuidadosamente a simetria durante o procedimento.
Sim, e esse é o procedimento padrão. Opero ambas as pálpebras inferiores na mesma sessão. Isso garante melhor simetria, uma única recuperação e menor custo total.
Depende do tipo de olheira. Se a olheira é causada pela sombra projetada pelas bolsas de gordura e pelo sulco nasojugal profundo, sim — a cirurgia pode melhorar significativamente. Se a olheira é causada por pigmentação (excesso de melanina), vasos sanguíneos visíveis ou pele muito fina, a cirurgia sozinha não resolve, embora possa ser complementada com outros tratamentos específicos.
Sim, e em muitos casos essa combinação é extremamente vantajosa. A cirurgia remove ou redistribui a gordura herniada, enquanto o preenchimento pode tratar áreas adjacentes de perda de volume. Geralmente recomendo esperar pelo menos dois meses após a cirurgia para avaliar se o preenchimento complementar é realmente necessário.
Não existe uma idade mínima fixa. Já operei pacientes a partir de vinte e cinco anos que apresentavam bolsas hereditárias significativas que afetavam sua autoestima e qualidade de vida. A indicação é baseada na presença do problema anatômico, não na idade cronológica.
As bolsas de gordura tendem a aumentar progressivamente com o tempo. A gordura continua herniando e o septo orbital se enfraquece cada vez mais. Além disso, com o envelhecimento, pode surgir excesso de pele que tornaria a blefaroplastia transconjuntival menos indicada, exigindo uma abordagem mais extensa no futuro. Tratar cedo, quando apenas a gordura é o problema, permite a cirurgia mais simples e com melhor recuperação.
Se você chegou até aqui, é porque está considerando seriamente a blefaroplastia transconjuntival. O próximo passo é simples: agende uma consulta comigo em Londrina. Minha equipe está pronta para atendê-lo, responder suas dúvidas e encontrar o melhor horário para sua avaliação.
Saiba mais sobre a primeira consulta, o investimento e as orientações de preparação pré-cirúrgica e recuperação pós-operatória.
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