As pálpebras inferiores são, sem dúvida, uma das regiões que mais denunciam o envelhecimento e o cansaço. Bolsas de gordura que se projetam sob os olhos, pele fina e enrugada, olheiras profundas que nenhum corretivo disfarça — esses sinais podem aparecer precocemente, às vezes antes dos trinta anos, e se acentuam com o passar do tempo. A blefaroplastia inferior é a cirurgia que corrige essas alterações de forma definitiva, devolvendo ao olhar uma aparência descansada e rejuvenescida.
Ao longo de mais de vinte anos de prática em cirurgia plástica e mais de oito mil cirurgias realizadas, desenvolvi uma compreensão profunda da anatomia palpebral. A região das pálpebras inferiores é uma das mais delicadas do corpo humano — a pele é a mais fina de todo o organismo, os músculos são extremamente sutis e as estruturas de suporte são complexas. Operar essa região exige precisão milimétrica, conhecimento anatômico aprofundado e, acima de tudo, respeito pelas estruturas que protegem seus olhos.
Nesta página, vou explicar em detalhes como realizo a blefaroplastia inferior, as diferentes técnicas que utilizo conforme cada caso, o que esperar da recuperação e como essa cirurgia pode transformar não apenas sua aparência, mas sua autoconfiança. Se você também deseja tratar as pálpebras superiores, saiba que frequentemente combino os dois procedimentos no mesmo tempo cirúrgico.
Para entender a blefaroplastia inferior, é fundamental compreender o que acontece com a região ao redor dos olhos ao longo dos anos. A pálpebra inferior não é apenas um pedaço de pele — é um complexo sistema de camadas que inclui pele, músculo orbicular, septo orbitário, compartimentos de gordura e a placa tarsal que dá sustentação.
Com o envelhecimento, várias mudanças acontecem simultaneamente:
A combinação desses fatores explica por que nenhum creme, massagem ou procedimento não cirúrgico resolve definitivamente as bolsas de gordura. Procedimentos como o preenchimento facial com ácido hialurônico podem camuflar olheiras leves, mas não eliminam as bolsas de gordura herniadas nem tratam o excesso de pele.
Não existe uma técnica única que sirva para todos os pacientes. A escolha da abordagem depende de uma avaliação criteriosa que levo muito a sério na consulta. Basicamente, trabalho com duas abordagens principais e suas variações:
Na abordagem transcutânea, faço uma incisão milimétrica logo abaixo dos cílios da pálpebra inferior, na chamada linha subciliar. Essa incisão me dá acesso completo a todas as camadas: pele, músculo orbicular, septo orbitário e compartimentos de gordura. É a técnica que escolho para pacientes que apresentam excesso de pele significativo, rugas, flacidez muscular e bolsas de gordura — ou seja, quando há múltiplos problemas a serem corrigidos simultaneamente.
Através dessa via, posso:
A cicatriz resultante fica oculta na dobra natural logo abaixo dos cílios e torna-se praticamente invisível em poucas semanas.
Na abordagem transconjuntival, a incisão é feita na face interna da pálpebra, através da conjuntiva. Não há corte na pele — portanto, não há cicatriz externa visível. É a técnica ideal para pacientes mais jovens que apresentam bolsas de gordura, mas com boa qualidade de pele e sem excesso cutâneo significativo.
Pela via transconjuntival, acesso diretamente os compartimentos de gordura e posso removê-los ou reposicioná-los com precisão. Como não há manipulação da pele e do músculo, a recuperação tende a ser mais rápida e o risco de alteração na posição da pálpebra (ectrópio) é menor.
Em alguns casos, combino a abordagem transconjuntival com a remoção de uma fina faixa de pele logo abaixo dos cílios — a chamada técnica do skin pinch. É um recurso elegante que permite tratar um excesso de pele leve sem precisar descolar toda a pálpebra como na técnica transcutânea completa. A cicatriz é mínima e o resultado muito natural.
Uma das evoluções mais importantes na blefaroplastia inferior moderna foi a mudança de filosofia em relação à gordura orbital. Antigamente, a conduta era simplesmente remover toda a gordura herniada. O resultado imediato era bom, mas com o tempo os olhos ficavam encovados, com aspecto esquelético e envelhecido.
Hoje, sempre que possível, prefiro reposicionar a gordura em vez de removê-la. Na prática, mobilizo os coxins de gordura que se projetam como bolsas e os desloco para baixo, preenchendo o sulco nasojugal (olheira). Com isso, obtenho dois benefícios em um único gesto: elimino a bolsa e corrijo a olheira. O resultado é uma transição suave entre pálpebra e bochecha, sem depressões nem projeções indesejadas.
Em casos selecionados, a combinação de reposicionamento de gordura palpebral com enxerto de gordura no terço médio da face produz um rejuvenescimento ainda mais completo e harmonioso.
Um dos aspectos mais importantes da blefaroplastia inferior — e que muitas vezes é negligenciado — é a avaliação e o reforço do suporte lateral da pálpebra. O canto externo do olho (canto lateral) é sustentado pelo tendão cantal lateral. Com a idade, esse tendão pode se afrouxar, permitindo que a pálpebra inferior desça e exponha mais a esclera (parte branca do olho).
A cantopexia é um procedimento que reforça esse tendão, mantendo a pálpebra na posição correta após a cirurgia. É uma etapa que considero fundamental em grande parte das minhas blefaroplastias inferiores, especialmente em pacientes com frouxidão palpebral preexistente ou olhos proeminentes.
A diferença entre cantopexia e cantoplastia é sutil mas importante: na cantopexia, reforço o tendão sem seccionar; na cantoplastia, secciono e reinsiro o tendão em nova posição. A escolha depende do grau de frouxidão encontrado durante a cirurgia.
Uma blefaroplastia inferior sem atenção ao suporte cantal pode resultar em ectrópio — uma condição em que a pálpebra inferior se afasta do globo ocular, expondo a conjuntiva. Além de esteticamente indesejável, o ectrópio causa olho seco, lacrimejamento e desconforto. É uma complicação evitável com técnica adequada, e é por isso que sou tão criterioso nessa avaliação.
Pacientes que apresentam ptose palpebral (queda da pálpebra superior) também merecem atenção especial, pois a correção combinada de pálpebras superiores e inferiores exige um planejamento integrado para garantir simetria e função adequada.
A blefaroplastia inferior é indicada para homens e mulheres que apresentam uma ou mais das seguintes alterações:
A idade não é o fator determinante. Tenho pacientes de vinte e oito anos com bolsas de gordura hereditárias importantes e pacientes de sessenta e cinco com alterações leves. O que importa é a avaliação individual.
Existem situações em que recomendo cautela ou contraindico temporariamente a cirurgia:
Durante a consulta, avalio cada um desses fatores individualmente. Minha prioridade é sempre a segurança e o melhor resultado possível para cada paciente.
A consulta para blefaroplastia inferior é extremamente detalhada. Dedico tempo para examinar não apenas as pálpebras, mas toda a região periocular e o terço médio da face, porque essas estruturas funcionam como uma unidade.
Solicito os seguintes exames:
Quinze dias antes da cirurgia, oriento a suspensão de ácido acetilsalicílico (Aspirina), anti-inflamatórios, vitamina E, ginkgo biloba, ômega 3 em altas doses e qualquer fitoterápico que possa aumentar o risco de sangramento.
A blefaroplastia inferior isolada dura entre uma e duas horas, dependendo da técnica escolhida e dos procedimentos associados. Pode ser realizada sob anestesia local com sedação ou anestesia geral, conforme o planejamento.
Após a marcação cirúrgica cuidadosa, faço a incisão subciliar — a dois milímetros abaixo da linha dos cílios. Disseco cuidadosamente o músculo orbicular, exponho o septo orbitário e identifico os três compartimentos de gordura: nasal (o mais medial e frequentemente o mais projetado), central e lateral.
Conforme o planejamento, reposiciono a gordura herniada para preencher o sulco nasojugal ou removo conservadoramente o excesso. Quando necessário, aperto o músculo orbicular e realizo a cantopexia para garantir o suporte lateral adequado. Por fim, redrapo a pele sem tensão excessiva e retiro apenas o excesso mínimo necessário. A sutura é feita com fios muito finos que serão removidos em cinco a sete dias.
Após eversão (virar para fora) da pálpebra inferior, faço a incisão na conjuntiva, acessando diretamente os compartimentos de gordura por trás do septo orbitário. Mobilizo e reposiciono a gordura conforme necessário. Não há sutura externa — a conjuntiva cicatriza espontaneamente em poucos dias.
A blefaroplastia inferior raramente é uma cirurgia isolada. Frequentemente combino com outros procedimentos para um resultado mais harmônico:
A recuperação da blefaroplastia inferior é mais rápida do que a maioria das pessoas imagina, especialmente quando utilizo a via transconjuntival. Alguns marcos importantes:
Haverá inchaço e possivelmente equimoses (manchas roxas) na região palpebral e periocular. Oriento compressas frias nas primeiras vinte e quatro horas, cabeça elevada e repouso relativo. A dor é leve a moderada, facilmente controlada com analgésicos simples. Colírios lubrificantes são fundamentais para manter os olhos confortáveis.
O inchaço atinge seu pico entre o segundo e o terceiro dia e começa a diminuir progressivamente. As equimoses, quando presentes, costumam se resolver em sete a dez dias. Retiro os pontos da via transcutânea entre o quinto e o sétimo dia. Evite esforço físico, leitura prolongada e exposição ao sol.
A maioria dos pacientes já está apresentável para atividades sociais. Inchaço residual leve pode persistir, mas é facilmente disfarçado com óculos de sol. Maquiagem leve pode ser utilizada após a retirada dos pontos e com autorização médica.
O resultado vai se refinando progressivamente. O edema residual cede gradualmente, os tecidos se acomodam e a cicatriz (na via transcutânea) amadurece, tornando-se praticamente imperceptível. Nesse período, já é possível observar o resultado próximo do definitivo.
Entre três e seis meses, o resultado está completo. O rejuvenescimento do olhar é duradouro — as bolsas de gordura não retornam, embora o processo natural de envelhecimento continue. A maioria dos pacientes mantém o resultado por muitos anos.
Como qualquer procedimento cirúrgico, a blefaroplastia inferior tem riscos. Sou transparente sobre cada um deles na consulta, porque acredito que um paciente bem informado toma melhores decisões.
A melhor forma de minimizar riscos é a combinação de técnica cirúrgica refinada, avaliação pré-operatória criteriosa e seguimento pós-operatório atento. É exatamente isso que ofereço aos meus pacientes.
É fundamental entender que os olhos não envelhecem isoladamente. A pálpebra inferior faz parte de uma unidade estética que inclui as pálpebras superiores, as sobrancelhas, o terço médio da face e até o pescoço. Quando planejo uma blefaroplastia inferior, sempre considero o rosto como um todo.
Uma das marcas do envelhecimento é o aprofundamento da junção entre a pálpebra inferior e a bochecha. Na juventude, essa transição é suave e imperceptível. Com o tempo, forma-se um degrau — o sulco pálpebro-malar — que confere aspecto cansado ao olhar.
O reposicionamento de gordura na blefaroplastia inferior é justamente a técnica que restaura essa transição suave. E quando combinada com enxerto de gordura na maçã do rosto ou com um lifting facial deep plane, o resultado é um rejuvenescimento harmonioso de toda a face.
Frequentemente, oriento meus pacientes sobre a importância de tratar o rosto de forma integrada. Um olhar rejuvenescido em um rosto com flacidez significativa pode criar uma dissonância visual. Da mesma forma, um lifting facial sem tratamento das pálpebras pode deixar o resultado incompleto.
A decisão de combinar procedimentos ou realizá-los em etapas depende de diversos fatores: idade, grau de envelhecimento, condições de saúde, disponibilidade para recuperação e, claro, seus objetivos pessoais. Na consulta, elaboro um plano personalizado que pode incluir um ou mais procedimentos, sempre priorizando segurança e naturalidade.
Formei-me pela Universidade Estadual de Londrina e tive o privilégio de ser aluno do Professor Ivo Pitanguy, o maior nome da cirurgia plástica brasileira. Com ele, aprendi não apenas técnicas cirúrgicas, mas uma filosofia de respeito ao paciente e busca incansável pela excelência.
Ao longo de mais de vinte anos de prática, realizei mais de oito mil cirurgias plásticas. Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS). A blefaroplastia — tanto superior quanto inferior — é um dos procedimentos que mais realizo, frequentemente combinada com o lifting facial deep plane e o enxerto de gordura.
Minha abordagem para a blefaroplastia inferior é conservadora e individualizada. Conservadora porque respeito os tecidos, preservo a gordura quando possível e nunca retiro pele em excesso. Individualizada porque não existe uma receita única — cada par de olhos merece um plano cirúrgico próprio.
Não prometo resultados impossíveis. Prometo honestidade na avaliação, técnica meticulosa na cirurgia e acompanhamento dedicado na recuperação. Se durante a consulta eu perceber que a blefaroplastia inferior não é o melhor caminho para você, ou que outro procedimento traria um resultado mais satisfatório, direi isso claramente. Meu compromisso é com o seu melhor resultado, não com a realização de uma cirurgia.
Depende do tipo de olheira. Olheiras causadas pelo sulco nasojugal profundo (depressão entre a pálpebra e a bochecha) são significativamente melhoradas com o reposicionamento de gordura. Olheiras de coloração escura, causadas por hiperpigmentação ou transparência vascular, não são corrigidas pela cirurgia e requerem tratamentos dermatológicos específicos. Durante a consulta, identifico a causa da sua olheira e indico o melhor tratamento.
A transconjuntival é feita por dentro da pálpebra, sem cicatriz externa, ideal para quem tem bolsas de gordura sem excesso de pele. A transcutânea é feita por uma incisão logo abaixo dos cílios, permite tratar bolsas, excesso de pele e flacidez muscular simultaneamente. A escolha depende da avaliação individual na consulta.
A blefaroplastia inferior é um procedimento com dor mínima. A maioria dos meus pacientes relata desconforto leve, facilmente controlado com analgésicos simples. O inchaço e a sensação de peso nas pálpebras nos primeiros dias são mais incômodos que a dor propriamente dita.
A gordura que é removida ou reposicionada não retorna. No entanto, o processo de envelhecimento continua e, ao longo de muitos anos, novas alterações podem surgir. A grande maioria dos pacientes mantém o resultado por dez anos ou mais.
Sim, e essa é uma combinação muito frequente na minha prática. Tratar ambas as pálpebras no mesmo tempo cirúrgico oferece um resultado mais harmônico e evita duas recuperações separadas. A blefaroplastia completa (superior e inferior) é um dos procedimentos que mais transformam o olhar.
A maioria dos pacientes está apresentável socialmente em sete a dez dias. Atividades físicas leves podem ser retomadas em duas semanas e exercícios intensos em um mês. O resultado final se estabelece entre três e seis meses.
Sim, e essa combinação é altamente recomendada. O lifting facial deep plane rejuvenesce o terço médio e inferior da face e o pescoço, enquanto a blefaroplastia inferior cuida do olhar. Juntos, proporcionam um rejuvenescimento completo e harmonioso. O mini lifting facial também pode ser combinado quando a flacidez é moderada.
O ectrópio (pálpebra virada para fora) é a complicação que mais preocupa os pacientes. Com avaliação pré-operatória adequada — incluindo testes de frouxidão palpebral — e realização de cantopexia quando indicada, esse risco é muito baixo. É por isso que a escolha de um cirurgião experiente em blefaroplastia é tão importante.
Absolutamente. A blefaroplastia inferior é um dos procedimentos mais procurados por homens que desejam um aspecto mais descansado e menos envelhecido. A técnica é adaptada para respeitar as características masculinas: pele mais espessa, sobrancelhas em posição mais baixa e incisões posicionadas de forma a manter uma aparência naturalmente masculina.
O valor varia conforme a técnica utilizada, os procedimentos associados e o tipo de anestesia. Discuto abertamente os custos durante a consulta, após definir o planejamento cirúrgico individualizado. O importante é entender que se trata de um investimento duradouro — o resultado permanece por muitos anos.
Se você chegou até aqui, é porque deseja melhorar o aspecto das suas pálpebras inferiores. O próximo passo é simples: agende uma consulta comigo. Minha equipe está pronta para atendê-lo, responder suas dúvidas e encontrar o melhor horário para sua avaliação.
Saiba mais sobre a primeira consulta, o investimento e as orientações de preparação pré-cirúrgica e recuperação pós-operatória.
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