Se você sente que suas bochechas têm volume demais, mesmo estando no peso ideal, provavelmente já ouviu falar da bichectomia. Trata-se da cirurgia para redução das Bolas de Bichat, aquelas estruturas de gordura localizadas na parte anterior das bochechas que, quando volumosas, deixam o rosto com aparência arredondada.
Sou cirurgião plástico formado pelo Instituto Ivo Pitanguy, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Realizo a bichectomia há muitos anos e posso afirmar: quando bem indicada e executada com técnica adequada, é um procedimento seguro, rápido e com recuperação tranquila. O procedimento dura cerca de quarenta minutos e, na minha experiência, os pacientes ficam impressionados com a simplicidade da recuperação.
Essa é a pergunta mais importante. A bichectomia não é para todos, e essa honestidade é fundamental para um bom resultado. Você pode ser um bom candidato se:
Por outro lado, a bichectomia pode não ser indicada para quem já tem o rosto naturalmente fino, pouco volume nas maçãs do rosto, ou tendência a perder gordura facial com o passar dos anos. Nesses casos, a retirada da Bola de Bichat poderia criar um aspecto esquelético ou envelhecido no futuro. Por isso, a avaliação presencial é insubstituível.
Além dos casos estéticos em que a bichectomia não é indicada, existem contraindicações clínicas que preciso avaliar com rigor: infecções ativas na cavidade oral, distúrbios de coagulação não controlados, diabetes descompensado e expectativas irreais quanto ao resultado. Também não indico o procedimento em pacientes com índice de massa corporal muito elevado, pois a perda de peso futura pode alterar significativamente os contornos faciais.
Preciso ser franco sobre algo que me preocupa como cirurgião plástico: nos últimos anos, a bichectomia virou uma espécie de "moda", e muitos profissionais passaram a indicá-la indiscriminadamente, inclusive em pacientes que não se beneficiariam do procedimento. Isso gerou uma onda de resultados insatisfatórios — rostos com aspecto encovado, envelhecimento precoce e perda da naturalidade. A bola de Bichat tem funções importantes: protege estruturas musculares durante a mastigação e contribui para o volume jovial do terço médio da face. Removê-la sem critério é um erro. Minha abordagem é conservadora: só indico quando tenho certeza de que o resultado será harmonioso a longo prazo.
Uma aplicação que considero particularmente valiosa é a bichectomia associada ao lifting facial deep plane. Em alguns pacientes que realizam o lifting, o excesso de Bola de Bichat acaba acentuando a aparência de "buldogue" (os famosos jowls, aquela flacidez na região da mandíbula). Nesses casos, a remoção da gordura de Bichat durante o mesmo procedimento potencializa significativamente o resultado do lifting, criando contornos faciais mais definidos e elegantes.
Essa combinação exige experiência e visão de conjunto. Não se trata simplesmente de "fazer duas cirurgias ao mesmo tempo", mas de entender como as estruturas faciais interagem e planejar a abordagem de forma integrada. O resultado é um rejuvenescimento facial mais completo e harmonioso.
Muitos pacientes chegam à consulta com receios sobre a bichectomia, geralmente baseados em histórias que leram na internet ou ouviram de conhecidos. Entendo perfeitamente. Por isso, faço questão de esclarecer cada dúvida:
Medo de dor: A cirurgia é realizada sob anestesia geral, então você não sentirá absolutamente nada durante o procedimento. No pós-operatório, o desconforto é mínimo, muito inferior ao de uma extração de dente do siso, por exemplo. A maioria dos meus pacientes se surpreende positivamente com isso.
Medo do inchaço: Sim, haverá inchaço, principalmente nos três primeiros dias. Isso é natural e esperado. O importante é saber que ele diminui progressivamente, e com dois meses você já terá cerca de 90% do resultado visível. O resultado final, com toda a sutileza dos contornos, aparece entre seis e doze meses.
Medo de ficar com o rosto "chupado" ou envelhecido: Esse é o receio mais comum, e a resposta está na indicação correta. Avalio cuidadosamente cada paciente antes de indicar a cirurgia. Se identifico que a bichectomia pode prejudicar a harmonia facial no futuro, simplesmente não indico o procedimento. Prefiro perder uma cirurgia do que comprometer o resultado de um paciente.
Medo de assimetria: Durante a cirurgia, comparo meticulosamente a quantidade de gordura retirada de cada lado. Além disso, a técnica que utilizo permite visualização completa da estrutura antes da remoção, garantindo simetria.
A bichectomia proporciona um rosto com contornos mais definidos, valorizando as maçãs do rosto e criando um aspecto mais elegante e harmonioso. O resultado é permanente, natural e, quando bem indicado, envelhece de forma bonita junto com você.
É importante ter expectativas realistas: a bichectomia afina a parte anterior das bochechas, mas não transforma completamente o formato do rosto. Em alguns casos, outros procedimentos complementares podem ser necessários para atingir o resultado desejado, e isso será conversado abertamente durante a consulta.
A consulta é onde tudo começa, e dedico tempo para fazê-la com calma. Não existe bichectomia bem-sucedida sem uma avaliação minuciosa. Durante nosso encontro, examino diversos aspectos da sua face que influenciam diretamente no resultado:
Analiso a quantidade de gordura presente, sua localização exata e quanto ela realmente contribui para o volume das suas bochechas. Em alguns casos, o que parece ser excesso de Bola de Bichat pode ter outras causas. Preciso me certificar de que a cirurgia vai entregar o que você espera.
Você range os dentes? Tem bruxismo? O músculo masseter, responsável pela mastigação, pode estar hipertrofiado e contribuir para o volume lateral do rosto. Nesses casos, a toxina botulínica pode ser uma alternativa ou um complemento à bichectomia.
Aqui está um detalhe que muitos profissionais ignoram: não adianta reduzir o volume da parte inferior das bochechas se a parte superior (maçãs do rosto) não tem projeção adequada. O resultado pode ficar desproporcional. Se necessário, indico preenchimento com ácido hialurônico ou hidroxiapatita de cálcio para criar o equilíbrio ideal.
Em pacientes acima dos cinquenta anos, o que parece volume excessivo pode ser, na verdade, tecido facial que desceu com o tempo. Nesses casos, um lifting facial pode ser mais indicado do que a bichectomia isolada, pois reposiciona os tecidos caídos (incluindo a própria Bola de Bichat) sem removê-los. Já em casos selecionados, como mencionei anteriormente, a combinação de lifting deep plane com bichectomia pode ser a melhor estratégia.
Afinar as bochechas pode evidenciar gordura em outras áreas, como o submento. Avalio o pescoço em conjunto com a face para garantir um resultado harmonioso. Se houver necessidade, posso associar uma lipoaspiração de papada à bichectomia.
Um rosto pode parecer mais redondo quando nariz e queixo têm pouca projeção. Às vezes, uma rinoplastia ou mentoplastia pode ser o complemento ideal para alcançar a harmonia facial desejada.
Examino o interior da sua boca para identificar as estruturas anatômicas que guiam a cirurgia e verificar se não há nenhuma condição que possa interferir na segurança do procedimento.
Solicito os seguintes exames antes da bichectomia:
Realizo a bichectomia sob anestesia geral, e há um motivo importante para isso: conforto e segurança. O procedimento dura cerca de trinta minutos, e a anestesia geral permite que eu trabalhe com precisão absoluta enquanto você descansa tranquilamente. Muitos profissionais realizam com anestesia local, mas acredito que a experiência do paciente e a qualidade técnica do procedimento são superiores com anestesia geral.
A técnica que utilizo foi refinada ao longo de anos de experiência. Inicio com uma marcação precisa entre o ducto parotídeo (ducto de Stensen) e a linha da mordida, na parte interna da boca. Em seguida, infiltro uma solução com adrenalina que minimiza qualquer sangramento durante e após o procedimento.
Realizo então a incisão, de aproximadamente um centímetro, na mucosa jugal, e divulsiono cuidadosamente o músculo bucinador até expor a cápsula que envolve a Bola de Bichat. É fundamental respeitar os limites anatômicos — o nervo bucal do facial e os ramos da artéria facial passam próximos à região. Com movimentos delicados, traciono o corpo adiposo e o retiro total ou parcialmente, dependendo do planejamento feito na consulta. O coto remanescente é cauterizado para garantir hemostasia perfeita, e a sutura é feita com fios absorvíveis.
Repito o procedimento do outro lado, sempre comparando a quantidade de gordura retirada para garantir simetria. Esse cuidado meticuloso é o que diferencia um resultado natural de um resultado artificial.
A literatura médica descreve possíveis complicações da bichectomia, como lesão de nervos, sangramento ou infecção. No entanto, em toda a minha experiência realizando esse procedimento, nunca tive um único caso de complicação. Atribuo isso a três fatores: indicação criteriosa, técnica refinada e atenção meticulosa a cada etapa da cirurgia.
Isso não significa que complicações sejam impossíveis em qualquer contexto, mas demonstra que, nas mãos de um cirurgião experiente e criterioso, a bichectomia é um procedimento seguro.
As incisões são feitas por dentro da boca, o que significa que não há cicatrizes externas visíveis. A mucosa oral cicatriza muito bem, e em poucas semanas você não conseguirá nem identificar onde foi feita a incisão.
Na grande maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia, assim que se recupera completamente da anestesia. Você vai para casa com todas as orientações de cuidados e meu contato direto para qualquer dúvida que surgir.
A recuperação da bichectomia é uma das mais tranquilas entre as cirurgias faciais. Vou ser honesto sobre o que você vai experimentar:
Inchaço: É mais evidente nos três primeiros dias e diminui progressivamente. Usar compressas frias e manter a cabeça elevada ajuda bastante. Com duas semanas, o inchaço já está bem discreto.
Dor: Surpreendentemente baixa. A maioria dos meus pacientes relata apenas um desconforto leve, facilmente controlado com analgésicos comuns. Muitos dizem que esperavam muito pior.
Alimentação: Dieta líquida e pastosa por cinco dias. Isso protege os pontos e facilita a cicatrização.
Essa é a pergunta que todo paciente faz, e a resposta exige paciência. Logo após a cirurgia, você estará inchado, e é normal. As primeiras fotos de acompanhamento são feitas com dois meses, quando cerca de 90% do inchaço já cedeu. O resultado final, com toda a definição dos contornos, aparece entre seis e doze meses.
Meu conselho: não fique se comparando no espelho todos os dias nas primeiras semanas. Confie no processo.
Infelizmente, tenho recebido pacientes que realizaram bichectomia com outros profissionais e não ficaram satisfeitos com o resultado. Os problemas mais comuns são:
Para assimetria: Avalio se é possível retirar mais gordura de um ou ambos os lados para equilibrar o resultado. Dependendo do caso, pode haver uma pequena diferença residual por conta de cicatrizes internas ou assimetrias naturais de outros tecidos faciais, mas o objetivo é sempre melhorar ao máximo.
Para retirada excessiva: O tratamento envolve enxerto de gordura para preencher a depressão causada pela remoção exagerada. Como todo enxerto de gordura, há uma absorção natural que varia de pessoa para pessoa, podendo ser necessária mais de uma sessão para atingir o resultado ideal.
Se você passou por uma bichectomia e não está satisfeito com o resultado, agende uma consulta. Farei uma avaliação completa e apresentarei as opções para melhorar sua situação.
Realizo a bichectomia sob anestesia geral, então você não sente absolutamente nada durante a cirurgia. No pós-operatório, o desconforto é mínimo — na minha experiência, a grande maioria dos pacientes relata que é bem inferior à dor de uma extração de dente do siso. Prescrevo analgésicos comuns e isso costuma ser suficiente.
Essa é a dúvida mais comum que recebo na consulta. Quando bem indicada, a bichectomia não envelhece o rosto. O risco existe apenas quando o procedimento é realizado em pacientes que não são bons candidatos — rostos naturalmente finos ou com pouco volume malar. Por isso, sou bastante criterioso na indicação: se identifico que a cirurgia pode prejudicar a harmonia facial no futuro, simplesmente não a recomendo.
Recomendo que meus pacientes se programem para 5 a 7 dias de repouso. O inchaço é mais evidente nos três primeiros dias e diminui progressivamente. Com duas semanas já está bastante discreto. Costumo fazer as primeiras fotos de acompanhamento com dois meses, quando cerca de 90% do resultado já é visível. O resultado final aparece entre 6 e 12 meses.
Não há cicatrizes externas visíveis. Realizo as incisões por dentro da boca, na mucosa jugal. A mucosa oral cicatriza muito bem, e em poucas semanas meus pacientes não conseguem nem identificar onde foi feita a incisão.
Na minha avaliação, bons candidatos são pessoas com rosto arredondado mesmo estando no peso adequado, com boa estrutura óssea facial (especialmente na região malar) e maiores de 15 anos. Não indico para quem tem rosto naturalmente fino ou tendência a perder gordura facial com o envelhecimento, pois o resultado poderia criar um aspecto encovado a longo prazo.
Sim, e na minha prática isso é bastante comum. Uma combinação que considero particularmente valiosa é a bichectomia associada ao lifting facial deep plane. Em pacientes com flacidez na região da mandíbula, a remoção da Bola de Bichat potencializa significativamente o resultado do lifting. Também posso associar lipoaspiração de papada, rinoplastia ou mentoplastia, dependendo do caso.
O procedimento em si dura cerca de 30 a 40 minutos. Na minha experiência, os pacientes ficam impressionados com a rapidez. A alta hospitalar acontece no mesmo dia, assim que você se recupera completamente da anestesia.
Tenho recebido pacientes que realizaram bichectomia com outros profissionais e não ficaram satisfeitos. Para casos de assimetria, avalio se é possível equilibrar retirando mais gordura. Para retirada excessiva, o tratamento envolve enxerto de gordura para preencher a depressão. Por isso reforço: a indicação criteriosa antes da cirurgia é o passo mais importante para evitar arrependimentos.
Recomendo dieta líquida e pastosa por cinco dias após a cirurgia. Isso protege os pontos internos e facilita a cicatrização. Também oriento higiene oral rigorosa com enxaguante bucal antisséptico (clorexidina) conforme minha prescrição. Após esse período, a alimentação volta gradualmente ao normal.
Realizo com anestesia geral por dois motivos: conforto e precisão. Com o paciente completamente relaxado, consigo trabalhar com a técnica refinada que o procedimento exige, comparando meticulosamente a quantidade de gordura retirada de cada lado para garantir simetria. Muitos profissionais realizam com anestesia local, mas acredito que a experiência do paciente e a qualidade do resultado são superiores com anestesia geral.
Se você deseja saber mais sobre a bichectomia e descobrir se é uma boa candidata para o procedimento, entre em contato com a Clínica Zamarian e agende sua primeira consulta. Terei prazer em avaliar seu caso pessoalmente e indicar o melhor caminho para alcançar a harmonia facial que você busca.
Pacientes que buscam definição do contorno facial frequentemente também se interessam pela genioplastia para projeção do queixo, pelo preenchimento facial para complementar os resultados e pelo enxerto de gordura para reposição de volume. Saiba mais sobre o investimento e a preparação pré-cirúrgica.
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